I Pedro 3:1-2 - Submissão e Sofrimento
1 Pedro 3 - Submissão e Sofrimento
A. Comportamento em Casa
1. O Coração de uma Esposa Piedosa (1-2) Esposas, da mesma forma, sejam submissas a seus maridos, para que, mesmo que alguns deles não obedeçam à palavra, possam ser conquistados sem palavras, apenas pela conduta de suas esposas, ao observarem sua pureza e reverência.
a. Submissão no Lar: Assim como em outras áreas da vida, a submissão no lar é uma ordem divina, independentemente do comportamento do marido. Deus estabeleceu a liderança masculina como parte da estrutura familiar, e a submissão deve ser vista como um ato de fé e obediência a Deus.
i. O Contexto da Submissão: No primeiro século, as mulheres cristãs enfrentavam dilemas sobre sua nova fé. Elas se perguntavam se deveriam abandonar seus maridos ou adotar uma postura superior por estarem em Cristo. A submissão, porém, era uma demonstração de confiança em Deus e um testemunho silencioso para seus maridos.
ii. Submissão com o Coração: A verdadeira submissão não é apenas uma questão de ações, mas de atitude do coração, semelhante à entrega de Cristo. A palavra grega para submissão aqui sugere uma disposição de se colocar sob a liderança do marido, sem implicar inferioridade espiritual ou pessoal.
b. Submissão ao Próprio Marido: Pedro enfatiza que as esposas devem se submeter a seus próprios maridos, e não a todos os homens. A liderança masculina é uma ordem divina para o lar e a igreja, mas não se aplica a todas as esferas da sociedade.
c. Ganhar Sem Palavras: A conduta piedosa da esposa tem um impacto poderoso, podendo levar seu marido a Cristo sem a necessidade de palavras. Esse tipo de submissão é uma expressão de confiança em Deus, que opera de maneira profunda e eficaz.
2. A Verdadeira Beleza de uma Mulher Piedosa (3-4) Não permitam que sua beleza seja apenas externa, como arrumar o cabelo, usar joias ou roupas caras, mas sim, que seja a beleza interior de um espírito manso e tranquilo, que é precioso aos olhos de Deus.
a. Beleza Interior: Pedro não proíbe os adornos externos, mas destaca que a verdadeira beleza deve vir do coração. A verdadeira questão é: "De onde vem sua beleza?" A beleza interior, que não se corrompe com o tempo, é mais valiosa e duradoura do que qualquer adorno externo.
b. Um Espírito Manso e Tranquilo: Essa é a verdadeira essência da beleza para uma mulher piedosa. Essa beleza não se deteriora com a idade, mas se torna mais preciosa com o tempo, sendo muito valorizada por Deus.
3. Exemplos de Submissão (5-6) Assim como Sara obedeceu a Abraão e o chamou de senhor, da mesma forma, vocês são filhas dela se fizerem o bem e não cederem ao medo.
a. Mulheres Santas do Passado: Pedro relembra que a submissão não é uma nova exigência, mas um padrão seguido por mulheres piedosas do passado, como Sara, que obedeceram a seus maridos confiando em Deus.
b. Fé e Submissão: Quando as mulheres se submetem e confiam em Deus, elas demonstram uma fé profunda. A verdadeira submissão é um reflexo dessa confiança e uma demonstração de que confiam mais em Deus do que em si mesmas.
4. O Coração de um Marido Piedoso (7) Maridos, vivam com suas esposas com entendimento, tratando-as com honra como o vaso mais fraco, e sendo herdeiros juntos da graça da vida, para que suas orações não sejam impedidas.
a. Viver com Entendimento: Um marido piedoso não apenas mora com sua esposa, mas realmente vive em compreensão e harmonia com ela. Isso significa aplicar o entendimento na vida diária e honrar a esposa em todos os aspectos.
b. Honra e Igualdade: Embora a esposa se submeta ao marido, ele deve tratá-la com honra, reconhecendo-a como um vaso mais fraco fisicamente, mas igual espiritualmente, como herdeira da graça da vida.
c. Consequências Espirituais: Se o marido não tratar sua esposa adequadamente, isso poderá impedir suas orações. A harmonia no casamento é crucial para uma vida espiritual saudável.
B. Piedade no Sofrimento
1. Unidade e Amor (8-9) Finalmente, sejam todos de um mesmo pensamento, sejam compassivos, amem como irmãos, sejam ternos e humildes; não retribuam mal com mal ou insulto com insulto, mas, ao contrário, abençoem, porque para isso foram chamados, para que herdem uma bênção.
a. Unidade e Compaixão: Os cristãos são chamados a viver em unidade, demonstrando amor e compaixão uns pelos outros. Mesmo diante da hostilidade, devemos responder com bênçãos, não com retaliação.
b. Herança de Bênção: Amar e abençoar, mesmo quando somos injustiçados, é um reflexo do chamado de Deus para nós e resulta em uma herança de bênçãos.
2. O Poder do Bem (10-12) Aquele que deseja amar a vida e ver dias bons, refreie a língua do mal e os lábios de proferir engano; afaste-se do mal e faça o bem; busque a paz e siga-a.
a. Escolha o Bem: Pedro cita o Salmo 34 para mostrar que a escolha pelo bem, mesmo diante do mal, é recompensada por Deus. Aqueles que buscam a paz e praticam o bem são ouvidos por Deus e protegidos por Ele.
3. Sofrimento por Fazer o Bem (13-17) E quem é que lhes fará mal, se forem zelosos pelo bem? Mas mesmo que sofram por fazer o que é certo, são bem-aventurados. Não temam suas ameaças, nem fiquem angustiados.
a. Sofrimento com Propósito: Pedro reconhece que o bem pode ser retribuído com mal, mas encoraja os cristãos a não temerem. O sofrimento por fazer o bem é abençoado por Deus e nos dá uma oportunidade de testemunhar nossa fé com mansidão e temor.
b. Consciência e Testemunho: Manter uma boa consciência é essencial para que nossa boa conduta em Cristo envergonhe aqueles que falam contra nós. É melhor sofrer por fazer o bem, se essa for a vontade de Deus, do que por fazer o mal.
C. O Exemplo de Jesus no Sofrimento
1. Jesus Sofreu para nos Levar a Deus (18) Cristo também sofreu pelos pecados, o justo pelos injustos, para nos levar a Deus, sendo morto na carne, mas vivificado pelo Espírito.
a. O Sofrimento de Cristo: Jesus sofreu uma vez pelos pecados, o justo pelos injustos, para nos reconciliar com Deus. Seu sofrimento foi único e suficiente para nossa salvação.
b. Vivificado pelo Espírito: Embora tenha sido morto na carne, Jesus foi ressuscitado pelo Espírito Santo, mostrando a obra perfeita da Trindade na ressurreição.
2. Jesus Pregou aos Espíritos na Prisão (19-20a) Pelo qual também foi e pregou aos espíritos em prisão, que em outro tempo foram desobedientes.
a. Pregação aos Espíritos: Após Sua morte, Jesus, pelo Espírito, pregou aos espíritos em prisão, provavelmente espíritos demoníacos que pecaram nos dias de Noé.
b. Triunfo sobre o Mal: Essa pregação não foi uma mensagem de salvação, mas de julgamento, completando o triunfo de Cristo sobre o mal.
3. A Salvação Simbolizada no Batismo (20b-22) ...enquanto a arca era preparada, na qual poucas pessoas, oito ao todo, foram salvas pela água. O batismo, que agora salva vocês, não é a remoção da sujeira do corpo, mas o compromisso de uma boa consciência para com Deus, por meio da ressurreição de Jesus Cristo.
a. O Batismo e a Arca: Assim como a arca salvou Noé da destruição, o batismo nos salva simbolicamente, não pela água em si, mas pela resposta de uma boa consciência diante de Deus.
b. Exaltação de Cristo: Jesus está agora à direita de Deus, com todos os anjos, autoridades e poderes sujeitos a Ele. Seu exemplo nos mostra que o sofrimento pelo bem resulta em vitória e exaltação.
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