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Mostrando postagens com o rótulo Humildade

O que podemos aprender com Herodes?

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  1. O perigo do ego e da sede de poder Herodes foi reconhecido por sua busca obsessiva por poder e status. Para manter seu trono, tomou decisões duras e cruéis, como a Matança dos Inocentes (Mateus 2:16), ordenando a morte de crianças para eliminar qualquer ameaça ao seu reinado. Sua paranoia, insegurança e desejo de controlar tudo podem nos alertar sobre o risco de colocar nossos interesses acima do bem coletivo e da vontade de Deus. 2. Consequências da ausência de humildade Apesar de grandes realizações, especialmente na reconstrução do Templo de Jerusalém, Herodes não demonstrou humildade. Acumulou títulos e riquezas, mas não percebeu que tudo é passageiro — no fim, todos deixam seus bens para trás. Podemos aprender que conquistas não deveriam alimentar o orgulho, mas nos inspirar à gratidão e serviço. 3. Falta de discernimento espiritual Herodes recebeu informações dos magos e dos líderes religiosos sobre o nascimento do Messias, mas optou pela violência em vez de buscar compr...

O Desafio de Discernir o Tempo: Entre Aparecer e se Esconder

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  Ao final de um discipulado em grupo sobre os princípios bíblicos extraídos da multiplicação dos pães e peixes, fui desafiado a refletir sobre qual dos ensinamentos mais mexeu comigo. O convite era simples, mas profundo: compartilhar, em um artigo, o princípio que mais exige de mim enquanto discípulo de Cristo. Escolhi confessar que o maior dos meus desafios é o décimo princípio:  discernir a hora de aparecer e de se esconder , saber quando falar e calar, parar ou continuar. O Contexto do Discipulado Durante nossa jornada em grupo, mergulhamos em temas fundamentais: liderança servidora, fé na soberania de Deus, generosidade, organização, responsabilidade, entre outros. Cada princípio foi debatido com entusiasmo, conectado a experiências pessoais e, ao final, cada participante recebeu a tarefa de identificar o aspecto mais desafiador para si mesmo. Enquanto muitos destacaram questões ligadas à confiança ou à partilha, para mim ficou claro que meu maior campo de batalha está no...

A Modéstia Bíblica: A Graça de Viver Fora do Palco

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  Desde os primeiros capítulos das Escrituras, a espiritualidade verdadeira nunca esteve ligada à exibição ou à conquista de espaço. A narrativa bíblica revela um Deus que se aproxima de homens e mulheres comuns, não para torná-los celebridades espirituais, mas para formar neles um caráter moldado pela obediência, pelo temor e pela reverência. A modéstia, nesse contexto, não é uma qualidade periférica ou estética — é o próprio perfume de uma vida escondida em Deus. A modéstia bíblica é uma virtude silenciosa, mas profundamente ativa. Ela não se impõe, mas se oferece. Não grita, mas sustenta. Trata-se de uma disposição interior que brota de um coração alinhado ao Senhor, que reconhece que tudo vem d’Ele e para Ele deve retornar. Em um mundo que encoraja a autopromoção, a modéstia é um sinal de sabedoria: ela sabe esperar, sabe calar, sabe recuar quando necessário. Não por fraqueza, mas por força controlada. Quando lemos sobre mulheres como Sara, Rute ou Maria, a mãe de Jesus, enco...

Modéstia Cristã

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Desde os primeiros capítulos das Escrituras, a espiritualidade verdadeira nunca esteve ligada à exibição ou à conquista de espaço. A narrativa bíblica revela um Deus que se aproxima de homens e mulheres comuns, não para torná-los celebridades espirituais, mas para formar neles um caráter moldado pela obediência, pelo temor e pela reverência. A modéstia, nesse contexto, não é uma qualidade periférica ou estética — é o próprio perfume de uma vida escondida em Deus. A modéstia bíblica é uma virtude silenciosa, mas profundamente ativa. Ela não se impõe, mas se oferece. Não grita, mas sustenta. Trata-se de uma disposição interior que brota de um coração alinhado ao Senhor, que reconhece que tudo vem d’Ele e para Ele deve retornar. Em um mundo que encoraja a autopromoção, a modéstia é um sinal de sabedoria: ela sabe esperar, sabe calar, sabe recuar quando necessário. Não por fraqueza, mas por força controlada. Quando lemos sobre mulheres como Sara, Rute ou Maria, a mãe de Jesus, encontramo...

Exegese I Pedro

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 A Primeira Carta de Pedro emerge como uma resposta pastoral e teológica a uma comunidade cristã em processo de formação identitária, inserida num contexto social hostil. Os destinatários dessa epístola viviam em regiões da Ásia Menor e enfrentavam exclusão e rejeição por se recusarem a participar dos cultos e festividades dedicados ao imperador romano. Essa marginalização pública e doméstica exigia dos crentes não apenas firmeza na fé, mas também uma reinterpretação profunda de sua identidade espiritual, de seu papel social e, sobretudo, do modo como expressavam seu culto a Deus. O autor da carta propõe, então, um novo entendimento do culto cristão, baseado em duas atitudes fundamentais: sacrifício e submissão . Ambas são enraizadas na experiência de Cristo, especialmente em sua paixão e morte na cruz. No entanto, essas atitudes não são apresentadas como imposições opressivas, mas como expressões voluntárias de uma fé madura, que compreende o sofrimento inocente como caminho de ...

Sabedoria em Provérbios 1

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Em Provérbios 1:1–4, o rei Salomão oferece mais do que conselhos atemporais — ele nos entrega um plano divino para uma vida habilidosa. É um chamado para pastores, líderes e cristãos comuns que desejam fundamentar sua caminhada em sabedoria, correção e propósito, especialmente em meio à complexidade do mundo moderno. Logo nos primeiros versículos, somos convidados a uma vida de sabedoria, maturidade e alinhamento com o Céu. Não apenas para adquirir conhecimento, mas para sermos moldados — esculpidos pela sabedoria divina. Sabedoria não é apenas informação — é intimidade com a verdade de Deus. E essa intimidade transforma tudo: como lideramos, como amamos e como vivemos. Vamos refletir sobre três verdades extraídas de Provérbios 1:1–4 que continuam ecoando com poder até hoje: 1. A Sabedoria Deve Ser Conhecida com Intimidade “Para se conhecer a sabedoria e a instrução; para se entenderem as palavras da prudência…” (Provérbios 1:2) Sabedoria não é teologia seca — é intimidade apli...

Sofonias: Quando o Juízo Começa na Casa de Deus

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  "O grande dia do Senhor está perto, está perto, e se apressa muito; amarga é a voz do dia do Senhor..." (Sofonias 1:14) O profeta Sofonias não foi levantado para entreter. Não veio com palavras suaves ou discursos populares. Foi um porta-voz do Deus Santo que, ao contemplar a corrupção do povo e de seus líderes, anunciou: “O dia do Senhor está chegando, e não será agradável para quem vive em duplicidade.” O livro de Sofonias é curto, mas seus versículos ecoam como trovões. Ele nos força a olhar para dentro, confrontando a hipocrisia religiosa, a arrogância espiritual e o comodismo dos que se dizem povo de Deus. O pecado escondido nos bastidores do templo A crítica de Sofonias não se dirige, em primeiro plano, às nações pagãs. Seu julgamento começa em Judá, na casa de Deus. O povo havia se acostumado a frequentar o templo, mas com o coração dividido. Misturavam o culto ao Senhor com a adoração a Moloque (Sf 1:5). Tinham aparência de piedade, mas viviam como se Deus não ...