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Mostrando postagens com o rótulo filosofia

Estudo Etimológico da Palavra "Luz" (אוֹר – Ohr) em Hebraico e Grego

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A palavra “luz” tem um significado profundo tanto no hebraico bíblico ( Ohr - אוֹר) quanto no grego do Novo Testamento ( Phōs - φῶς). Ambas as palavras aparecem frequentemente na Bíblia e carregam significados espirituais e teológicos fundamentais. 1. "Ohr" (אוֹר) no Hebraico Raiz e Significado A palavra אוֹר ( Ohr ) vem da raiz primitiva אוֹר (Aleph-Vav-Resh) , que significa "brilhar, iluminar, irradiar luz" . Essa raiz é usada tanto como substantivo quanto como verbo no Antigo Testamento. Uso no Antigo Testamento Gênesis 1:3 – "E Deus disse: Haja luz ( Ohr ), e houve luz." Primeira menção da luz, simbolizando criação e ordem divina. Salmo 27:1 – "O Senhor é a minha luz ( Ohr ) e a minha salvação; de quem terei medo?" Aqui, Ohr está ligado à presença e à proteção de Deus. Isaías 60:1 – "Levanta-te e resplandece, porque já vem a tua luz ( Ohr ), e a glória do Senhor nasce sobre ti." Expressa a redenção e o chamado divino para ...

O Conceito de "Racional" para Judeus, Gentios e Gregos

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  Para entender o que Paulo quis dizer ao falar sobre culto racional ( λογικὴ λατρεία, logikē latreia ) em Romanos 12:1, é essencial analisar como os judeus e os gentios (especialmente os gregos) entendiam a razão ( logos ) e a adoração ( latreia ). 1. O Racional para os Judeus: Sabedoria e Obediência à Lei No pensamento judaico, a racionalidade estava ligada à sabedoria (chochmá, חָכְמָה) e à obediência à Torá . Para os judeus, ser "racional" não significava apenas ter lógica ou argumentação intelectual, mas sim viver de acordo com a vontade de Deus revelada nas Escrituras. A Sabedoria como Caminho Racional O livro de Provérbios ensina que o verdadeiro entendimento vem do temor do Senhor: "O temor do Senhor é o princípio da sabedoria, e o conhecimento do Santo é entendimento." (Provérbios 9:10) Ser sábio, para um judeu, significava aplicar a Lei de Deus à vida cotidiana. O Serviço a Deus como Expressão de Razão Para os judeus, a adoração ( latreia ) envolvia sac...

Resenha: Warranted Christian Belief - Alvin Plantinga

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e-book completo em inglês:  Warranted Christian Belief 26 páginas do livro em portugues:  crenca_crista_avalizada_trecho.pdf Warranted Christian Belief (publicado em 2000) é a terceira parte da trilogia de Alvin Plantinga sobre a noção de "warrant" (que pode ser traduzida como "justificação garantida" ou "base epistemológica válida") no campo da epistemologia. A obra aborda uma questão central: é racional ou intelectualmente responsável acreditar nas doutrinas fundamentais do cristianismo? Plantinga argumenta que sim, defendendo que a crença em Deus pode ser epistemicamente justificada mesmo sem evidências formais no sentido clássico. Em Portugues foi lançado como "Crença Cristã Avalizada" pela Editora Vida Nova Resumo da Obra Plantinga propõe que as crenças religiosas, particularmente as cristãs, podem ser "properly basic" , ou seja, básicas de forma adequada. Ele refuta a visão de que crenças religiosas precisam ser baseadas em argum...

Amando um Deus que não se vê

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A pergunta sobre como amar um Deus invisível tem sido refletida por teólogos e filósofos ao longo dos séculos. A Bíblia, especialmente nos escritos dos primeiros seguidores de Jesus, confirma que Deus é, em muitas ocasiões, invisível aos seres humanos. Em Colossenses, lemos que Yeshua é "a imagem do Deus invisível (ἀοράτου, aorátou), o primogênito de toda criação" (Colossenses 1:15). Da mesma forma, 1 Timóteo 1:17 refere-se a Deus como "imortal e invisível (ἀοράτῳ, aoráto)". Deus habita "em luz inacessível" (1 Timóteo 6:16), o que torna impossível para os seres humanos vê-Lo diretamente, assim como os israelitas "não viram forma alguma" quando Deus Se manifestou no Monte Sinai (Deuteronômio 4:15). No pensamento hebraico, a invisibilidade de Deus não significa ausência, mas destaca Sua santidade e transcendência. A palavra hebraica para "ver" é ra'ah , que muitas vezes está associada a uma percepção espiritual além da visão física. D...

A influência do Cristianismo no mundo pós moderno

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E contou-lhes ainda outra parábola: “O Reino dos céus é como o fermento que uma mulher tomou e misturou com uma grande quantidade de farinha, e toda a massa ficou fermentada”. Mateus 13:33 Em mais uma de suas parábolas deliciosamente instrutivas, Jesus estabeleceu o esse impressionante conceito em relação ao seu reinado que se aproximava. O Conceito Existe certa concordância entre os expositores da Bíblia que o “fermento” desta parábola significa a influência penetrante e benevolente do reino de Cristo, pois este “fermento” faria sentir a sua presença a partir do primeiro século em diante. Em seu trabalho clássico sobre as parábolas, Trench observou que o cristianismo, “é um trabalho do centro para fora, gradualmente. . . de certa forma, todo o mundo romano foi mais ou menos levedado por ele “(p. 121). Em um importante tratado sobre as parábolas, Taylor afirmou que o fermento representa “a influência boa, saudável e agressiva que Cristo introduziu no mundo quando ele ...