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Mostrando postagens com o rótulo Teologia Bíblica

A Vontade Decretiva de Deus — O que Ele determina soberanamente

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A vontade decretiva é aquilo que Deus ordena, estabelece e garante que se cumpra. Nada pode frustrar essa vontade, pois ela pertence ao governo soberano do Senhor sobre toda a criação. Nela estão incluídos: Os planos eternos de Deus (Isaías 46:9–10 — “Meu propósito permanecerá de pé, e farei tudo o que me agrada.”) A preservação da História e seus rumos. A eleição, redenção e consumação do Seu povo. Tudo o que Ele determinou antes da fundação do mundo. Essa vontade é, muitas vezes, oculta aos nossos olhos ; nós a percebemos apenas quando ela acontece. É como o bordado visto pelo avesso: não compreendemos todas as linhas, mas confiamos que o Artista enxerga o desenho completo. A tradição cristã sempre ensinou que descansar na vontade decretiva é descansar na soberania de Deus — e isso gera paz profunda para a alma que teme o Senhor. A Vontade Perceptiva de Deus — O que Ele nos ordena obedecer A vontade perceptiva (ou revelada) é aquilo que Deus nos mostra claramente...

Os quatro cálices da páscoa judaica eas promessas cumpridas em Cridto

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“Portanto, dize aos filhos de Israel: Eu sou o Senhor...” (Êxodo 6:6–7) Na celebração da Páscoa judaica (Pêssach), cada elemento da mesa tem um significado profundo. Entre eles, estão os quatro cálices de vinho, que não representam apenas uma sequência cerimonial, mas quatro promessas divinas extraídas diretamente das palavras de Deus a Moisés em Êxodo 6:6-7. Esses cálices formam uma linha profética que aponta para o plano completo da redenção — desde a libertação do Egito até a comunhão eterna com o Criador. 1. O Cálice da Santificação – “Eu vos tirarei...” > “Portanto, dize aos filhos de Israel: Eu sou o Senhor, e vos tirarei de debaixo das cargas dos egípcios...” (Êx 6:6a) O primeiro cálice, chamado Kósh haKiddush (Cálice da Santificação), é o início da Páscoa. Ele simboliza a separação do povo de Deus do jugo egípcio. No sentido espiritual, fala da libertação do pecado e da escravidão do mundo. Quando Jesus ergueu o cálice com os discípulos, Ele santificou um novo ca...

O Redentor segundo as Escrituras Hebraicas: Quem é um Go’el?

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 Introdução A palavra hebraica go’el (גֹּאֵל) carrega um dos conceitos mais profundos e emocionantes da Bíblia: redenção . Mais do que um termo jurídico, ela reflete uma identidade, uma missão, uma resposta de aliança. O go’el é aquele que não se cala diante da perda, que se levanta por amor, que atua onde tudo parece irremediável. Este artigo explora o significado, o uso bíblico e o impacto espiritual desse termo.  Significado e Etimologia de Go’el (גֹּאֵל) A raiz hebraica ג-א-ל ( g-ʾ-l ) significa “resgatar”, “reivindicar”, “libertar” ou “redimir”. O substantivo go’el refere-se ao resgatador ou redentor , normalmente em um contexto de responsabilidade familiar. A Septuaginta, tradução grega do Antigo Testamento, frequentemente traduz go’el como lutrōtēs (λυτρωτής), que significa libertador, ressaltando o aspecto de pagamento por redenção. No hebraico bíblico, o go’el não é um terceiro neutro ou uma figura legal impessoal. Ele é um parente com deveres sagrados ,...

Explicando Atos 15:20: Abster-se de comidas sacrificadas, da imoralidade sexual, da carne de animais sufocados e do sangue

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  Atos 15 narra o que é conhecido como o Concílio de Jerusalém , onde os apóstolos e presbíteros discutiram um tema central para a igreja primitiva: como os gentios (não judeus) que estavam se convertendo a Cristo deveriam se comportar em relação à Lei de Moisés. A questão surgiu porque alguns judeus cristãos estavam ensinando que era necessário que os gentios se circuncidassem e seguissem a Lei de Moisés para serem salvos (Atos 15:1). Isso criou uma grande controvérsia, pois colocava um peso adicional sobre os gentios. Resumo da Decisão do Concílio Os apóstolos, liderados por Pedro, Paulo, Barnabé e Tiago (o irmão de Jesus), reconheceram que Deus havia concedido o Espírito Santo aos gentios sem exigir que eles seguissem as práticas da Lei de Moisés, como a circuncisão. Portanto, não era necessário impor o fardo da Lei judaica sobre os convertidos gentios. A salvação era pela graça , tanto para os judeus quanto para os gentios. No entanto, para promover a unidade entre os cristão...