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Quando o acumulo de riquezas acusa

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  Introdução Na Epístola de Tiago , a fé prática alcança também o modo como lidamos com bens, posses e segurança material. Tiago não demoniza a riqueza, mas confronta a ilusão de permanência que ela pode produzir. Para isso, ele recorre a imagens simples e incisivas: a traça, a ferrugem e a corrupção . São sinais silenciosos de que aquilo em que confiamos pode estar se desfazendo sem que percebamos. A parábola da traça: corrupção silenciosa “As vossas riquezas estão apodrecidas, e as vossas roupas, comidas de traça” (Tg 5.2, ARA ). A traça não destrói com barulho. Ela corrói no escuro. Tiago escolhe essa imagem para revelar um perigo espiritual discreto: o acúmulo que substitui a confiança em Deus . Roupas guardadas em excesso — símbolo antigo de status — tornam-se testemunhas contra o dono. O problema não é possuir, mas reter para si , ignorando a justiça e a misericórdia. Ouro e prata que enferrujam: falsa segurança “O vosso ouro e a vossa prata foram gastos de ferr...

SALOMÃO FOI PROSPERO?

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  SALOMÃO FOI PROSPERO?   Sim,  Salomão foi próspero , mas a prosperidade dele precisa ser entendida nos  dois sentidos bíblicos : o material e o espiritual/moral — e como os dois se relacionam dentro da aliança. A tradição bíblica sempre tratou Salomão como um exemplo complexo:  imensamente abençoado  por Deus e, ao mesmo tempo,  um alerta  sobre o perigo de se afastar do Senhor mesmo no auge da prosperidade. A seguir, uma explicação equilibrada, enraizada na Escritura e nos idiomas originais. 1. A prosperidade de Salomão veio diretamente da resposta de Deus Quando Deus apareceu a Salomão em Gibeom (1Rs 3), o rei pediu  sabedoria  —  ḥokhmáh  (חָכְמָה). Deus respondeu concedendo-lhe: Sabedoria extraordinária Fama  ( kavod  – כָּבוֹד, honra) Riqueza  ( ʿōšer  – עֹשֶׁר) Poder e influência A prosperidade dele, portanto, foi  resultado da aliança , não de ambição pessoal. 2. Salomão prosperou material...

Tudo é Vaidade

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Vivemos em uma era que nos vende a ideia de que a felicidade está sempre “um passo adiante”: mais conquistas, mais experiências, mais prazer. É a chamada “esteira hedonista” , um conceito formalizado na psicologia moderna por Philip Brickman e Donald T. Campbell em 1971. Eles observaram que os seres humanos tendem a retornar a um nível estável de felicidade , mesmo após grandes mudanças positivas ou negativas. Assim, correr atrás de prazer, riqueza ou sucesso gera apenas satisfação temporária – você se esforça, mas continua emocionalmente no mesmo lugar. A metáfora da “esteira” ilustra perfeitamente essa sensação: muito movimento, nenhum avanço real. Curiosamente, essa realidade não é nova. O livro de Eclesiastes já denunciava essa mesma corrida sem sentido há milênios. O Pregador (Kohelet), refletindo sobre a vida “debaixo do sol”, experimentou prazeres, riquezas, sabedoria, trabalho e status, mas concluiu: “Vaidade de vaidades, tudo é vaidade” (Ec 1:2, ARA). A palavra hebraica u...

Perguntas que Deus fará a você

Deus não vai perguntar que tipo de carro você costumava dirigir... Mas vai perguntar quantas pessoas necessitando de ajuda você transportou.   Deus não vai perguntar qual o tamanho da sua casa... Mas vai perguntar quantas pessoas você abrigou nela.   Deus não vai fazer perguntas sobre as roupas do seu armário... Mas vai perguntar quantas pessoas você ajudou a vestir.   Deus não vai perguntar o montante de seus bens materiais... Mas vai perguntar em que medida eles ditaram sua vida.   Deus não vai perguntar qual foi o seu maior salário... Mas vai perguntar se você comprometeu o seu caráter para obtê-lo.   Deus não vai perguntar quantas promoções você recebeu... Mas vai perguntar de que forma você promoveu os outros.   Deus não vai perguntar qual foi o título do cargo que você ocupava... Mas vai perguntar se você desempenhou o seu trabalho com o melhor de suas habilidades.   D eus não vai perguntar...