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Mostrando postagens com o rótulo quebrantamento

A IGREJA DO DERRAMAMENTO DE JOEL

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  O derramamento do Espírito sempre foi promessa gloriosa, mas nunca automática. Ao longo da história bíblica, Deus visitou de forma intensa aqueles que se colocaram diante d’Ele com seriedade, humildade e quebrantamento. Não foi diferente nos dias de Joel, e não será diferente hoje. Uma igreja que deseja viver a plenitude do Espírito precisa trilhar o caminho antigo, aquele que Deus sempre honrou. Joel nos mostra esse percurso com clareza e profundidade. 1. Rasgar o coração (v. 12) O primeiro passo não é externo, é interno. Deus nunca se impressionou com gestos ensaiados; Ele olha para o coração. Rasgar o coração significa abrir-se diante de Deus com verdade — deixar cair as defesas, confessar pecados sem justificativas, admitir fraquezas e remover o que se acumulou dentro da alma. É escolher a sinceridade em vez da aparência; é permitir que Deus veja a dor, a culpa e até a frieza acumulada. Quando o coração é rasgado, o Espírito encontra um espaço onde Ele pode soprar nova...

A Oração que Deus Responde

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  Ao longo da história da fé, homens e mulheres de Deus aprenderam que a oração possui camadas. Não é apenas um ato religioso, mas um caminho. Um caminho que começa na superfície e, pouco a pouco, alcança as profundezas do ser. Os antigos já discerniam que a vida espiritual amadurece à medida que nossa oração amadurece. 1. O Nível da Carne – A Superfície da Oração Este é o ponto de partida. Aqui a oração é marcada por repetições vazias, por palavras ditas sem consciência, por uma prática mecânica. Jesus chamou isso de “vãs repetições” — não porque repetir seja errado, mas porque repetir sem o coração é ausência de vida. Nesse nível, a pessoa ora porque “tem que orar”, mas sente como se não tivesse nada para dizer. É o estágio da distração constante, da pressa, da dificuldade de permanecer. A carne quer tudo pronto, fácil, rápido. Por isso, essa oração é frágil e instável. Mas mesmo aqui, Deus nos recebe como um Pai que entende a imaturidade dos filhos. É nesse nível que muit...

O Senhor tem cuidado de nós: Mergulho da alma

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Temos sido esponja seca, Senhor, confessamos sem rodeio, sem temor. Guardamos demais, por tempo prolongado, dores que deveriam ter sido chorado. E assim o peito ficou áspero e tenso, o toque pesado, o olhar denso. A voz, por vezes, feriu sem querer, pois o coração duro não sabe acolher. Mas a alma que não se derrama endurece — e não inflama. Por isso hoje estamos aqui, rendidas, sem máscaras, sem forças fingidas. Deixando-nos afundar em Ti, no silêncio que cura e que diz: "Filha, descansa. Eu faço nova a tua raiz." Como a esponja que encontra a água e sem esforço se deixa amaciar, assim queremos ceder ao Teu toque, permitindo o Espírito nos inundar. Penetra, Senhor, os lugares secos, as memórias guardadas, os becos secretos. Destrava os choros que silenciamos, desfaz as palavras que nunca soltamos. Que a água viva circule em nós, de dentro para fora em santo momento  Até que voltemos a ser novamente: macias, serenas, de alma ardente. Não queremos apenas ser úteis...

O Natal que Desnuda Nossas Ilusões

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O Natal, para muitos, tornou-se sinônimo de brilho, consumo e celebração familiar. As vitrines enfeitadas, as mesas fartas e os presentes bem embalados se tornaram a “trindade moderna” desta época do ano. Porém, quanto mais enfeitamos nossas casas, mais corremos o risco de encobrir o real sentido da encarnação. O nascimento de Jesus não foi um conto de fadas, mas um acontecimento que expôs nossa condição humana e confrontou nossas ilusões. A manjedoura que nos constrange Quando o Filho de Deus entrou na história, não escolheu palácios, mas uma manjedoura. Esse contraste desarma qualquer lógica de ostentação. Ali, no ambiente mais improvável, a glória eterna se fez carne. O Natal verdadeiro, portanto, não é sobre brilho externo, mas sobre humildade que desnuda nosso orgulho. Preferimos árvores iluminadas porque elas escondem a escuridão de nossas almas, mas a manjedoura nos lembra que o Cristo veio para iluminá-la de dentro para fora. A espada que corta máscaras Ao apresentar o meni...

O Natal de Verdade

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O Natal nos confronta com a humildade extrema de Deus. O Filho eterno se esvaziou, deixando glória e poder, para nascer entre os homens. Esse ato não é apenas simbólico; ele exige reflexão profunda sobre nossas próprias vidas. Quantas vezes nos recusamos a descer do pedestal, ceder em orgulho ou abrir mão de nossos desejos para seguir a vontade de Deus? O nascimento de Cristo desafia a complacência e a arrogância, lembrando que verdadeira fé requer esvaziamento e entrega total. A encarnação de Cristo evidencia que Deus valoriza ações sobre palavras. É fácil professar fé, mas difícil viver coerentemente com os princípios que ela exige. O Verbo que se fez carne é um chamado à autenticidade: nossas vidas devem refletir os mesmos valores que proclamamos. Humildade, serviço, paciência e obediência não são opcionais; são requisitos do seguimento real de Cristo. O confronto é direto e pessoal: estamos dispostos a nos humilhar, a renunciar conforto, prestígio e controle, como Cristo fez? O ...

Por que o Serafim usou uma Tenaz Uma visão de Santidade em Isaias 6

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A cena descrita em Isaías 6 é uma das mais reverentes e misteriosas de toda a Bíblia. O profeta, ainda jovem, tem uma visão do trono de Deus e contempla os serafins (שְׂרָפִים – serafim , plural de saraf , que significa arder ou queimar ). Esses seres celestiais são literalmente “os ardentes”, conhecidos por seu zelo, santidade e adoração incessante. Em meio ao som dos seus clamores — “Santo, santo, santo é o Senhor dos Exércitos” — Isaías se vê quebrado, consciente de sua impureza: “Ai de mim! Estou perdido! Porque sou homem de lábios impuros e habito no meio de um povo de impuros lábios...” ( Isaías 6:5 – ARA ) O que se segue é surpreendente e profundamente simbólico. Um dos serafins voa até o altar e, com uma tenaz , retira uma brasa viva e toca os lábios do profeta: “Então um dos serafins voou para mim, trazendo na mão uma brasa viva, que tirara do altar com uma tenaz; com ela tocou a minha boca e disse: Eis que ela tocou os teus lábios; a tua iniquidade foi tirada, e per...

Coração Rasgado

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Há momentos em que dobrar os joelhos não é suficiente. Momentos em que as palavras secam na garganta, a alma silencia, e tudo o que resta é um coração rasgado. Foi assim comigo. Não falo de dor comum. Falo daquela ruptura interior em que todas as estruturas emocionais, espirituais e até doutrinárias se quebram ao mesmo tempo. Onde você já orou, já esperou, já chorou, e ainda assim se vê diante do mesmo vale. A mesma notícia. O mesmo silêncio de Deus. Eu me vi ali, com o coração nas mãos, tentando oferecer a Deus algo que Ele já conhecia profundamente: minha dor. Mas desta vez, não bastava orar como sempre. Algo em mim precisava se romper. Em Joel 2:13, está escrito: "Rasgai o vosso coração, e não as vossas vestes; e convertei-vos ao Senhor vosso Deus; porque Ele é misericordioso, compassivo, tardio em irar-se e grande em benignidade." E foi exatamente isso que Ele me pediu: não um gesto externo, não mais uma liturgia, mas um coração nu, rasgado, exposto diante d’E...

Deus Pode Fazer Infinitamente Mais: Enxergando o Poder de Deus em Meio à Dor e à Luta

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  Em meio à dor e às lutas da vida, é fácil sentir-se desencorajado e sem esperança. No entanto, a Palavra de Deus nos lembra que o poder dEle está além de nossa compreensão e capacidade humana. O apóstolo Paulo, em Efésios 3:14-21, nos convida a enxergar essa realidade: "Por esta causa, dobro os meus joelhos perante o Pai... Aquele que é capaz de fazer infinitamente mais do que tudo o que pedimos ou pensamos, de acordo com o seu poder que atua em nós." Reconhecendo a Fonte do Poder Paulo enfatiza que nosso pedido e compreensão são limitados, mas o poder de Deus não conhece limites. A confiança que devemos ter no poder de Deus, mesmo quando enfrentamos adversidades e obstáculos aparentemente intransponíveis. A cidade de Éfeso, na época do apóstolo Paulo, era uma das mais importantes e influentes do Império Romano. Localizada na costa ocidental da Ásia Menor (atual Turquia), Éfeso era um grande centro comercial, cultural e religioso. Conhecida pelo famoso Templo de Ártem...

Rasgando o Coração

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A Profundidade de Um Arrependimento Sincero A Bíblia nos convida repetidamente a voltar para Deus com o coração completamente despedaçado diante de Sua presença, em uma postura de arrependimento genuíno. Essa entrega profunda e sincera não é sobre aparências externas, mas sobre um relacionamento íntimo e verdadeiro com o Criador. O conceito de “rasgar o coração”, mencionado em Joel 2:13, é um chamado à transformação interna e à rendição total diante de Deus. A Oração de Ana – O Rasgar do Coração em Ação Um exemplo marcante de um coração rasgado diante de Deus é a história de Ana em 1 Samuel 1:10-16. Ana, profundamente amargurada por sua esterilidade e pelas provocações de Penina, derramou seu coração em oração ao Senhor. Sua dor era tão intensa que o sacerdote Eli a observou e pensou que ela estivesse embriagada. No entanto, a oração de Ana foi um exemplo poderoso do que significa rasgar o coração diante de Deus. Em seu desespero, Ana fez uma promessa ao Senhor, dizendo que, se Ele lhe...

Pão partido e vinho derramado

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Hoje amanheci pensando sobre a Santa Ceia e o que ela representa para nós, cristãos participantes de uma comunidade religiosa.  Então li o versículo abaixo:  T omando o pão, deu graças, partiu-o e o deu aos discípulos, dizendo: "Isto é o meu corpo dado em favor de vocês; façam isto em memória de mim". Da mesma forma, depois da ceia, tomou o cálice, dizendo: "Este cálice é a nova aliança no meu sangue, derramado em favor de vocês. Lucas 22:19,20 Esta fala ocorreu durante a última grande refeição de Jesus com Seus amigos mais próximos, no qual Ele pegou um pedaço de pão, partiu-o e distribuiu-o, chamando-o de Seu corpo.  Mais tarde, Ele derramou um pouco de vinho, chamando-o de Seu sangue.  Jesus nos pediu para continuarmos fazendo isso em memória Dele, e nós o fazemos.  Mas Ele não estava apenas falando do  partir o pão e derramar do vinho como uma tradição litúrgica em nossas comunidades religiosas. Creio que Ele t ambém quisesse que  fôssemos ...