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9 — MINHA CASA COMO EMBAIXADA DO REINO O lar que testemunha quem é o Rei

Ao longo desta série, estudamos o Reino de Deus como o governo soberano de Deus, inaugurado em Cristo e ainda aguardando sua plena consumação. Neste nono plano, vamos levar essa compreensão para dentro de casa e refletir sobre o que significa viver o casamento como uma expressão concreta de submissão ao governo de Cristo. A Igreja é apresentada no material como a embaixada do Reino de Deus. Ela representa o governo de Deus no mundo, anuncia a realidade do novo mundo inaugurado em Cristo e testemunha aquilo que ainda será plenamente consumado. Paulo afirma que somos “embaixadores de Cristo” (2 Coríntios 5.20). Aula 8(2) A Bíblia não chama diretamente o lar de “embaixada do Reino”. Portanto, essa expressão precisa ser entendida como uma aplicação do princípio apresentado sobre a Igreja. Se Cristo já exerce senhorio sobre nossas vidas, nossas casas, nossas famílias e nossos casamentos, então o lar também deve ser um dos lugares onde esse senhorio se torna visível. Aula 8(2) Isso n...

8 — O PODER DO REINO NO COTIDIANO Espírito Santo, oração e a manifestação da presença de Deus

Até aqui, percorremos uma sequência que nos levou a compreender o Reino de Deus como o governo ativo de Deus, inaugurado em Cristo e presente na história, mas ainda aguardando sua consumação plena. Aprendemos que esse Reino alcança o coração, confronta mentalidades, sustenta nossa esperança, governa o casamento e também encontra resistência. Agora chegamos a uma dimensão essencial dessa compreensão: como os poderes do Reino vindouro se manifestam no presente? A resposta passa necessariamente pela pessoa e pela obra do Espírito Santo. O Reino de Deus não é apenas uma doutrina que estudamos. Ele é uma realidade que Deus tornou presente em Cristo e que continua sendo experimentada pelo seu povo por meio do Espírito. O material teológico desta aula afirma que, se o Reino já foi inaugurado em Cristo e o Espírito Santo foi derramado sobre o povo de Deus, então os sinais do Reino podem ser experimentados na vida da Igreja. Essa compreensão fundamenta a contemporaneidade dos dons espiritua...

Mães que oram: entregando nossos filhos aos cuidados de Deus

Há preocupações que acompanham uma mãe durante toda a vida. Quando os filhos são pequenos, oramos para que Deus os proteja dos perigos, cuide de sua saúde e lhes conceda sabedoria. Quando crescem, as preocupações mudam. Surgem novas amizades, escolhas, relacionamentos, desafios financeiros e decisões que nem sempre compreendemos ou conseguimos acompanhar. A maternidade nos ensina que amar profundamente alguém também significa reconhecer que não temos controle sobre todos os caminhos que essa pessoa escolherá. E talvez uma das experiências mais difíceis para uma mãe seja perceber que seus filhos estão seguindo por caminhos diferentes daqueles que ela sonhou ou ensinou. É nesse lugar de amor, preocupação e, muitas vezes, lágrimas silenciosas que a oração se torna tão necessária. A fé que atravessa gerações Em Provérbios 22:6, encontramos a orientação: ensinar a criança no caminho em que deve andar. A formação espiritual dos filhos começa muito antes de eles compreenderem plenamente as pa...

6. VIVENDO O CASAMENTO DEBAIXO DO GOVERNO DE DEUS Quando o Reino alcança a vida cotidiana

 Nas aulas anteriores, avançamos progressivamente na compreensão do Reino de Deus. Vimos que o Reino não é apenas uma realidade futura, mas o governo de Deus inaugurado na história por meio de Jesus Cristo. Compreendemos também a tensão entre o “já” e o “ainda não”, reconhecendo que a obra de Deus já começou, embora sua consumação ainda seja aguardada. Na aula anterior, concentramos nossa atenção em Cristo como Rei e na necessidade de submeter nossa própria vida ao seu governo antes de desejarmos controlar aquilo que acontece ao nosso redor. Agora precisamos levar essa compreensão para dentro da vida cotidiana. É possível compreender intelectualmente a doutrina do Reino e, ainda assim, continuar vivendo o casamento segundo os padrões de uma cultura que não reconhece o governo de Deus. Por isso, esta aula pretende fazer uma transição importante: sair da compreensão do Reino como conceito teológico e observar como seu governo se manifesta concretamente dentro de um casamento. O R...

7. VIVENDO O CASAMENTO DEBAIXO DO GOVERNO DE DEUS Quando o Reino encontra resistência

 Nos planos anteriores, compreendemos que o Reino de Deus foi inaugurado em Cristo e que sua realidade já está presente, embora sua manifestação plena ainda seja aguardada. O Reino não é apenas uma promessa futura: ele já atua na história, alcança pessoas, transforma vidas e manifesta os poderes do mundo vindouro. Ao mesmo tempo, sua presença no tempo presente não significa ausência de sofrimento, oposição ou conflitos. A sétima aula do material teológico que fundamenta esta série desenvolve justamente essa dimensão: o Reino de Deus já está presente, mas sua manifestação acontece em meio à resistência. Os sinais realizados por Jesus demonstravam a chegada do Reino; o Espírito Santo capacita a Igreja para testemunhar essa realidade; e a comunidade cristã vive entre a inauguração e a consumação. Aula 7(1) Quando trazemos essa compreensão para o casamento, precisamos abandonar uma ideia equivocada: a de que, se Cristo governa uma casa, todos os conflitos desaparecerão. A presença ...

Liderança saudável ou transferência de responsabilidade?

 Uma liderança saudável é necessária para a igreja. Mas existe uma diferença enorme entre depender de uma liderança saudável e transferir para a liderança uma responsabilidade que Deus colocou sobre nós . O líder deve ensinar, orientar, proteger, corrigir, equipar e acompanhar. A Escritura apresenta líderes como aqueles que devem preparar os santos para a obra do ministério (Ef 4:11-12). Mas preparar não significa fazer tudo pelos outros. Uma liderança madura não cria pessoas eternamente dependentes dela. Ela forma discípulos capazes de crescer, discernir, servir e assumir responsabilidade diante de Deus. A transferência de responsabilidade acontece quando o cristão começa a esperar que o líder faça aquilo que ele próprio deveria fazer. “Meu pastor não me procurou.” “Não me deram uma oportunidade.” “Ninguém me ensinou.” “O líder não mandou.” “Se a liderança aprovou, então não preciso discernir.” Em alguns casos, essas frases podem revelar problemas reais de liderança. Entretanto, ...

Quantas pessoas estão realmente exercendo seus dons?

Quantas pessoas em sua igreja estão realmente exercendo os dons que Deus lhes concedeu? Essa pergunta merece mais do que uma resposta baseada na escala do culto de domingo. Existe uma tendência de reduzir o exercício dos dons às atividades visíveis da reunião: quem prega, quem canta, quem toca, quem dirige ou quem ocupa alguma posição reconhecida. Mas o Novo Testamento apresenta uma realidade muito mais ampla. Paulo compara a igreja a um corpo. “Ora, vocês são o corpo de Cristo, e cada um de vocês, individualmente, é membro desse corpo” (1Co 12:27, NAA). Um corpo não funciona apenas quando está reunido em determinado horário. O dom de ensinar pode aparecer no discipulado de alguém. O dom de misericórdia pode ser exercido na visita a uma pessoa enferma. O dom de encorajamento pode transformar uma conversa. O dom de hospitalidade pode abrir uma casa. O dom de contribuição pode sustentar uma necessidade. O serviço pode acontecer longe de qualquer plataforma. O culto de domingo é parte da ...