Postagens

Mostrando postagens com o rótulo graça

Preciso aprender a lamentar

Imagem
 Durante muito tempo, associei fé à força. Acreditei que crer em Deus significava seguir em frente sem olhar para trás, sem parar para chorar o que não deu certo, sem nomear perdas que não tinham forma concreta. Aprendi a agradecer rápido, a espiritualizar a dor e a seguir funcionando. Mas o tempo me ensinou algo que eu resisti em aceitar: há perdas que precisam ser lamentadas. Nem toda perda vem acompanhada de um funeral. Algumas são silenciosas. São sonhos que não se cumpriram, caminhos que não foram possíveis, versões de mim mesma que nunca se tornaram reais. Há futuros que imaginei com clareza e que, hoje, sei que não virão. E isso dói, mesmo quando a vida segue. Confesso que muitas vezes tentei ignorar esse luto. Disse a mim mesma que deveria estar satisfeita, que havia recebido muito, que outras pessoas passaram por dores maiores. Usei comparações e argumentos espirituais para não entrar em contato com o que eu sentia. Mas aquilo que não é lamentado não desaparece; apenas se ...

O passado que ainda fala

Imagem
  Com o passar do tempo, a memória ganha um peso diferente. O passado deixa de ser apenas lembrança distante e passa a se apresentar com mais frequência, às vezes de forma inesperada. Situações, escolhas, palavras ditas e não ditas voltam à mente com uma força que antes não tinham. Envelhecer também é aprender a conviver com a própria história. Confesso que nem sempre sei lidar bem com isso. Há memórias que aquecem o coração, mas há outras que incomodam, ferem ou despertam arrependimento. Coisas que eu faria diferente hoje, decisões tomadas com a maturidade que eu não tinha na época. O passado, quando não é elaborado, pode se tornar um peso silencioso. A fé cristã não nos chama a apagar a memória, mas a redimi-la. Deus não nos convida a negar o que vivemos, nem a idealizar o passado como se tudo tivesse sido melhor. Ele nos chama a olhar para a nossa história à luz da Sua graça. Isso muda tudo. O passado deixa de ser apenas um arquivo de erros ou conquistas e se torna um campo onde...

Obra do Criador

Imagem
 Esta semana, ao acordar e abrir a porta de minha cozinha para cuidar de minhas suculentas, me deparei com um pequeno botão vermelho na suculenta denominada rabo de macaco. tudo fala, tudo transmite a criação incrível de Deus.  Ela não veio com pressa, veio no tempo que Deus determina. Silenciosa, esperou madura, como as obras que nascem da mão do Criador. Cresceu pendente, sustentada no ar, guardada por fios que protegem e aquecem, até que, no fim do seu caminho, a vida se abriu em flor. Uma chama delicada diante dos meus olhos, sinal de cuidado que não falhou. Nem anúncio, nem ruído — apenas graça. Sei que ficará pouco, como tantas bênçãos discretas. Mas ensina o que a fé antiga sempre soube: quem espera em Deus, floresce. Hoje eu paro, contemplo e agradeço. Toda beleza vem d’Ele.

Resenha: A Depressão de Spurgeon — Zack Eswine

Imagem
Escrito por: Zack Eswine Publicação original: 2014 Edição em português: Editora Fiel Capítulos: 8 Páginas: cerca de 170 📘 Contexto da obra Análise histórica e pastoral da vida de Charles Spurgeon, o “Príncipe dos Pregadores”, que sofreu intensamente com depressão. ✦ Temas principais Sofrimento pastoral Espiritualidade e dor emocional Humanidade dos grandes líderes Graça no sofrimento ✦ Mensagem central Grandes homens de Deus também sofrem profundamente. A dor não anula a fé, nem o chamado. ✔ Pontos fortes Pesquisa histórica sólida Humanização de Spurgeon Consolador para líderes Integração entre história e pastoral ⚠ Possíveis limitações Menor aprofundamento clínico Leitura mais reflexiva que prática 📖 Relevância para a vida cristã Ajuda a igreja a abandonar idealizações perigosas e a abraçar a realidade humana. 🌿 Reflexão prática Ensina que Deus continua usando Seus servos mesmo em meio à dor, convidando-nos à compaixão e humil...

Não me julgue pela minha capa

Imagem
Vivemos em uma cultura que julga rápido e escuta pouco. Avaliamos pessoas pela aparência, pelo histórico, pelos erros visíveis ou pela forma como se apresentam. A capa se tornou critério, e o coração, detalhe. O problema é que esse tipo de julgamento não apenas fere pessoas — ele revela o quanto nos afastamos do olhar de Deus. A Escritura é clara: Deus não vê como o homem vê. Enquanto insistimos em rótulos, Deus trabalha em processos. Enquanto encerramos histórias, Deus ainda escreve capítulos. O julgamento superficial é confortável porque nos coloca em posição de controle. Olhar profundamente exige humildade, paciência e verdade. Quando julgamos pela capa, ignoramos a graça. Esquecemos que todos estamos em processo e que muitos dos maiores instrumentos de Deus foram improváveis, desacreditados e mal interpretados. A fé cristã autêntica não compactua com julgamentos rasos; ela chama ao discernimento, não à condenação precipitada. Este tema confronta diretamente nosso coração religio...

O Evangelho Acima de Tudo: Quando a mensagem não pode ser substituída

Imagem
Em meio a tantas práticas, métodos e estruturas religiosas, existe sempre o risco de perdermos o essencial. A fé cristã nunca foi construída sobre rituais vazios, performances espirituais ou símbolos desconectados da verdade. Ela nasce, cresce e se sustenta na proclamação do evangelho. Quando a mensagem central é deslocada, mesmo boas práticas podem se tornar distrações. Ao longo da história da Igreja, sempre houve a tentação de confundir meios com fins. O que deveria servir à mensagem passa a ocupar o lugar da própria mensagem. O evangelho, porém, não é acessório; é o coração pulsante da fé cristã. Ele anuncia não o que o homem pode fazer por Deus, mas o que Deus fez pelo homem em Cristo. Quando a proclamação do evangelho perde centralidade, a fé se esvazia de poder transformador. Permanecem formas, permanecem discursos, permanecem atividades — mas falta vida. O cristianismo histórico sempre entendeu que a Palavra anunciada, acompanhada pelo agir do Espírito, é o instrumento princip...

Sob a Luz da Eternidade: Por Que a Verdade Bíblica Continua Iluminando Caminhos

Imagem
  Ao longo das eras, inúmeros povos buscaram compreender o sentido da existência, a natureza da alma e o destino final do ser humano. Mas, quando a poeira das teorias passa e o coração se aquieta, permanece uma pergunta fundamental: existe uma verdade eterna, capaz de firmar nossos passos com segurança? A fé cristã sempre respondeu que sim — e que essa verdade não nasce de especulações humanas, mas da revelação divina preservada nas Escrituras. O plano bíblico Sob a Luz da Eternidade nasce exatamente desse anseio por clareza. Em um tempo marcado por ideias fluidas, percepções variáveis e espiritualidades que mudam conforme a cultura, retorna-se ao fundamento que resistiu aos séculos: a Palavra de Deus. Ela ilumina, confronta, consola e orienta. Não porque agrada aos nossos sentimentos, mas porque expressa a vontade do Criador. Ao longo dos dez dias de estudo, o leitor é conduzido a temas centrais da fé cristã: a unicidade da vida, a revelação direta de Deus, a distinção entre ...

Como Retornar ao Coração de Deus

Imagem
Introdução Todo ser humano carrega batalhas internas que raramente são vistas. A tradição cristã sempre soube disso: somos pecadores profundamente necessitados de graça. No entanto, muitos vivem escondendo suas fragilidades, com medo do julgamento e da exposição. Este artigo mostra como a graça não apenas expõe, mas cura; não apenas confronta, mas restaura. E aponta o caminho clássico, sólido e bíblico para quem deseja retornar ao coração de Deus. A Realidade Humana: Todos Precisam de Graça Desde o Éden, tentamos esconder nossas falhas. Mas nada do que fazemos altera a verdade essencial: somos criaturas quebradas que necessitam diariamente do toque restaurador do Senhor. A igreja, em sua herança histórica, sempre tratou a confissão e o arrependimento como portas sagradas para a cura. Quando reconhecemos nossa miséria espiritual, rompemos o ciclo de tentativas humanas e abrimos espaço para a obra do Espírito. O Peso Silencioso da Culpa A culpa é uma das prisões mais comuns entre cristão...

Identidade, Imagem e a Velha Tentação da Idolatria

Imagem
Em todas as épocas, o ser humano buscou entender quem é, de onde veio e para onde vai. Essas perguntas não surgem apenas nos momentos de crise, mas estão presentes na própria textura da existência. A tradição bíblica sempre ensinou que a identidade humana não nasce do vazio nem da autonomia absoluta, mas de um ato pessoal e amoroso do Criador: fomos feitos à imagem de Deus. Esse ponto de partida é a âncora que sustenta tudo o que somos. Quando afastamos essa verdade, abrimos caminho para a confusão, a desordem e, inevitavelmente, para a idolatria. A Escritura apresenta a identidade como algo recebido, não construído artificialmente. Deus molda o ser humano para refletir Seu caráter, Sua moralidade, Seu senso de ordem e propósito. Carregamos em nós a marca do Deus que criou todas as coisas, e é essa marca que nos distingue e ao mesmo tempo nos responsabiliza. O homem não foi criado para ser o centro do universo, mas para refletir a glória Daquele que é o verdadeiro centro. Quando iss...

Entre a Pedra e o Perdão: A Maturidade do Coração Cristão

Imagem
Há momentos na vida em que nos sentimos provocados, feridos, injustiçados. Situações que despertam em nós o desejo de responder no mesmo tom, de devolver na mesma medida, de mostrar que não somos feitos de porcelana. É curioso notar que, na própria Escritura, encontramos personagens que reagiram de maneira impulsiva diante da adversidade: Pedro sacou a espada e cortou a orelha de Malco (Jo 18:10); Davi , ainda jovem, lançou uma pedra certeira que derrubou o gigante Golias (1Sm 17:49). São histórias fortes, marcantes, que carregam imagens de coragem e enfrentamento. Contudo, quando olhamos o conjunto da revelação bíblica, percebemos que o ápice da maturidade espiritual não está na reação violenta, nem na defesa imediata da própria honra. Pelo contrário, o ápice está no perdão . E é justamente aí que muitos tropeçam, porque a espada e a pedra parecem mais simples do que ceder, calar ou liberar alguém de uma dívida moral. A espada e a pedra resolvem no instante. O perdão mexe na alma. ...

Regeneração da nossa Identidade e Ética Cristã

Imagem
  A regeneração é o ato divino pelo qual Deus concede nova vida ao pecador. É o “nascer de novo” de João 3:3, em que o Espírito Santo recria o coração humano, dando-lhe novas inclinações e desejos. “E vos darei um coração novo, e porei dentro de vós um espírito novo.” (Ezequiel 36:26) Esse novo coração produz naturalmente uma nova ética — não baseada em imposição, mas em transformação interior. O regenerado não pratica o bem para obter salvação, e sim porque foi salvo . Sua consciência agora é moldada pela mente de Cristo (Filipenses 2:5). A ética como expressão da nova identidade Quando o cristão é regenerado, sua identidade muda de raiz: De servo do pecado a servo da justiça (Romanos 6:18); De inimigo de Deus a filho amado (Romanos 8:15); De autossuficiente a dependente da graça (Efésios 2:8-9). Essa mudança interior redefine a forma como ele lida com o próximo, o trabalho, a verdade e a própria consciência. A ética cristã, então, não é uma aparência de pieda...

Fundamento da Ética Cristã

Imagem
  A base da ética cristã está nas palavras de Jesus em Mateus 22:37-40 , quando Ele resume toda a Lei em dois mandamentos: “Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todo o teu entendimento. (...) Amarás o teu próximo como a ti mesmo.” Esses dois amores — a Deus e ao próximo — são o eixo que sustenta toda a moral cristã. Diferente de uma ética apenas racional ou social, a ética cristã é teocêntrica , isto é, centrada em Deus. ✝️ Características da Ética Cristã Baseada na Bíblia – As Escrituras são o padrão absoluto do certo e do errado. Cristocêntrica – Jesus é o modelo supremo de conduta e caráter. Transformadora – Não se limita a regras; transforma o coração e o comportamento. Relacionada à graça – O agir ético do cristão é resposta ao amor e à salvação que recebeu. Comunitária – Valoriza a vida em comunhão, a justiça, o perdão e o serviço ao próximo. 🕊️ Princípios Essenciais Santidade : viver separado do pecado e ded...

Quando a esposa ama primeiro

Imagem
 Em um mundo onde quase tudo é regido por trocas, o amor genuíno tornou-se uma raridade. Somos ensinadas a só dar se recebermos, a só servir se formos valorizadas, e a só permanecer se formos compreendidas. No entanto, o Evangelho de Cristo nos convida a viver o contrário: amar primeiro, servir primeiro, perdoar primeiro. Essa é a marca da esposa ajudadora — aquela que reflete a graça de Deus dentro do lar. A parábola dos trabalhadores da vinha (Mateus 20:1–16) mostra um Dono generoso que paga o mesmo valor a todos, independentemente do tempo de serviço. Aos olhos humanos, isso parece injusto. Mas Jesus revela que o Reino de Deus não opera por mérito, e sim por graça. O Dono da vinha representa o próprio Deus, e nós somos os trabalhadores — servos chamados a agir com amor, ainda que o reconhecimento não venha. Da mesma forma, no casamento, quantas vezes a esposa sente que dá mais do que recebe? Ela ora, cuida, organiza, apoia, mas muitas vezes não é notada. Então o coração se fe...

Yom Kippur e a Obra Redentora de Cristo

Imagem
Estamos a poucos dias do período mais sagrado do calendário hebraico: Yom Kippur, o Dia da Expiação . O Yom Kippur é diferente de todos os outros festivais bíblicos. Não é uma festa, mas um jejum , um dia separado para humildade, confissão e reconciliação com Deus e com o próximo . Em Levítico 16 e 23, Deus instrui Israel a “afligir suas almas”. Isso nos chama a deixar de lado o orgulho e voltar a Deus com um coração limpo . Nesse dia, eram oferecidos sacrifícios de expiação , incluindo o ritual do bode expiatório , que levava simbolicamente os pecados do povo para o deserto. O Sumo Sacerdote , chamado Kohen Gadol , tinha permissão para entrar no Santo dos Santos , o Kodesh ha-Kodashim , apenas nesse dia — o Yom Kippur. Ali, ele oferecia incenso e aspergia o sangue dos sacrifícios diante da Arca , permanecendo na presença de Deus para interceder pelo povo . Para nós, cristãos, essa época aponta para Jesus, nosso Sumo Sacerdote supremo . Levítico 16 mostra como o sumo sacerdote ent...

Entre flores de lavanda e café em grãos: Confissões e Graça

Imagem
Na última reunião do nosso ministério das Esposas de Fé, éramos oito mulheres reunidas em torno de flores de lavanda e o aroma acolhedor de café em grãos puros. O espaço era simples, mas carregado de presença, cuidado e expectativa silenciosa de Deus. Cada detalhe — a cor suave das flores de lavanda, o suave saber do café em grãos, bolos, biscoitos e o murmúrio  das conversas — uma preparação  para algo mais profundo. Enquanto nos servíamos, precisei enfrentar minha própria vulnerabilidade: para poder me alimentar, tive que tirar a placa odontológica que uso para em virtude  da falta de um meu dente central da boca. Um gesto simples, mas que revelou minha necessidade de verdade, para poder saborear aos quitutes da mesa posta. Esse era um detalhe tão pequeno, perto de tudo o que o Senhor queria descobrir.... O encontro se transformou em um espaço de sinceridade profunda. Uma mulher compartilhou seu sentimento de inadequação ao aconselhar outras mulheres, porque não se se...

Salvos da Ira de Deus

Imagem
Quando falamos de salvação, é comum ouvir expressões como: “Jesus me salvou do inferno” ou “Cristo me libertou do diabo”. Embora essas frases carreguem certa verdade, não revelam o coração da mensagem bíblica. A Escritura é clara: o maior perigo do homem não é o diabo em si, mas a ira de Deus contra o pecado . O pecado é, antes de tudo, uma afronta contra a santidade do Criador. Ele não é apenas uma falha moral ou um deslize humano, mas uma rebelião aberta contra o Deus eterno . Por isso, Paulo afirma que “éramos, por natureza, filhos da ira” (Ef 2:3). Não nascemos neutros: nascemos debaixo de condenação. O diabo é um acusador, mas quem decreta a sentença é o próprio Deus justo e santo. E essa sentença é clara: “o salário do pecado é a morte” (Rm 6:23). Portanto, sem Cristo, não apenas corremos o risco de cair nas armadilhas do inimigo — já estamos condenados diante do tribunal divino. A boa notícia é que Deus, em Seu imenso amor, providenciou o escape. Cristo assumiu sobre Si a pun...

Antes que os portões se fechem

Imagem
A imagem dos portões é recorrente nas Escrituras. Os portões eram lugares de decisão, de juízo e de proteção. Neles se assentavam os anciãos para julgar (Rute 4:1), e através deles a cidade podia ser guardada ou exposta. Quando os portões se fechavam, nada mais entrava, nada mais saía. Era sinal de segurança, mas também de limite. Assim também é com a nossa vida diante de Deus: há um tempo em que os portões da graça estão abertos, e outro em que eles se fecharão . Jesus disse: “Esforçai-vos por entrar pela porta estreita, porque eu vos digo que muitos procurarão entrar e não poderão” (Lucas 13:24). Enquanto a porta está aberta, é tempo de arrependimento, reconciliação e fé. Mas o fechamento dos portões anuncia o fim da oportunidade. A parábola das dez virgens deixa isso claro: quando o Noivo chegou, as prudentes entraram, “e fechou-se a porta” (Mateus 25:10). As néscias chegaram depois, mas ouviram a sentença terrível: “Não vos conheço” . O perigo da vida moderna é viver como se os ...

Antes que os Portões se Fechem

  A imagem dos portões é recorrente nas Escrituras. Os portões eram lugares de decisão, de juízo e de proteção. Neles se assentavam os anciãos para julgar (Rute 4:1), e através deles a cidade podia ser guardada ou exposta. Quando os portões se fechavam, nada mais entrava, nada mais saía. Era sinal de segurança, mas também de limite. Assim também é com a nossa vida diante de Deus: há um tempo em que os portões da graça estão abertos, e outro em que eles se fecharão . Jesus disse: “Esforçai-vos por entrar pela porta estreita, porque eu vos digo que muitos procurarão entrar e não poderão” (Lucas 13:24). Enquanto a porta está aberta, é tempo de arrependimento, reconciliação e fé. Mas o fechamento dos portões anuncia o fim da oportunidade. A parábola das dez virgens deixa isso claro: quando o Noivo chegou, as prudentes entraram, “e fechou-se a porta” (Mateus 25:10). As néscias chegaram depois, mas ouviram a sentença terrível: “Não vos conheço” . O perigo da vida moderna é viver c...

Hebraico Biblico: Ayeka, a Mais Terna Pergunta do Senhor

Imagem
Desde os primórdios da revelação divina, o livro de Gênesis nos apresenta um relato que atravessa os séculos com poder espiritual e teológico: o momento em que o ser humano desobedece ao seu Criador. O chamado “pecado original” não foi apenas um ato de rebeldia, mas o rompimento de uma aliança relacional profunda entre Deus e o homem. Quando tudo se quebrou Depois que Eva, seduzida pela astúcia da serpente, e Adão, por livre vontade, comem do fruto proibido, a narrativa nos conduz ao clímax da vergonha e do medo. As folhas costuradas, o esconderijo entre as árvores e o silêncio que se instaura no jardim revelam muito mais do que culpa — expressam a perda de comunhão, o distanciamento de quem, antes, ouvia os passos do Senhor e se alegrava. Contudo, o que Deus faz diante dessa rebelião? A pergunta que ecoa através dos tempos O versículo de Gênesis 3:9 nos diz: “E chamou o Senhor Deus ao homem, e perguntou-lhe: Onde estás?” (ARC) Este versículo, no hebraico original, carrega um ...

Por que Deus me escolheu?

Imagem
  Uma meditação sobre a eleição divina e seu propósito eterno Introdução A pergunta “Por que Deus me escolheu?” habita no coração de todo cristão que já foi confrontado com a graça. Ela não nasce da arrogância, mas da humildade de quem sabe que não tem em si mesmo nada que justificasse tão grande privilégio. Por que o Deus eterno, santo e soberano, voltaria Seus olhos para mim? A resposta não está no homem, mas em Deus. Este artigo propõe um retorno à doutrina bíblica da eleição, não como um conceito frio, mas como um convite à adoração, responsabilidade e transformação. 1. A eleição começa em Deus, não em nós “Como também nos elegeu nele antes da fundação do mundo...” (Efésios 1:4a) O ponto de partida para entender a escolha de Deus não é o comportamento humano, mas o caráter divino. Efésios 1:4 afirma com clareza que Deus nos elegeu em Cristo antes da fundação do mundo . Isso nos tira do centro e nos coloca no lugar certo: dependentes da vontade graciosa d’Aquele que tudo cr...