Fuga do Paraíso: Quando o Ser Humano Corre da Presença de Deus
A narrativa bíblica do paraíso não começa com expulsão, mas com comunhão. O jardim foi criado como espaço de encontro, provisão e relacionamento. No entanto, a primeira reação humana após o pecado não foi arrependimento, mas fuga. Antes mesmo de Deus expulsar o homem do Éden, o ser humano já havia decidido se esconder. Essa inversão revela uma verdade profunda: a maior ruptura não foi geográfica, mas relacional. A fuga do paraíso não começa quando Deus fecha o jardim, mas quando o coração humano se afasta da presença divina. O texto bíblico mostra que, após a desobediência, Adão e Eva ouviram a voz de Deus e se esconderam. O que antes era som de comunhão tornou-se motivo de medo. O problema não estava na presença de Deus, mas na consciência humana agora marcada pela culpa. Desde então, a história da humanidade pode ser lida como uma longa tentativa de fuga. Fuga da responsabilidade, fuga da verdade, fuga da luz. O pecado não apenas quebra mandamentos; ele distorce a percepção de Deus. ...