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Mostrando postagens com o rótulo santidade

Resenha Livro de Paul David Tripp: Sexo e Dinheiro

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  Livro: Sexo & Dinheiro Autor: Paul David Tripp Ano de publicação: 2013 Introdução: O autor apresenta sexo e dinheiro como áreas profundamente espirituais da vida humana. Longe de uma abordagem moralista, o livro parte do evangelho para mostrar como desejos, escolhas e prioridades nessas áreas revelam o que governa o coração. Número de capítulos: 12 capítulos Conteúdo (visão geral): A obra é dividida em duas grandes seções. Na primeira, Tripp trata da sexualidade à luz da criação, queda e redenção, abordando pureza, tentação e propósito. Na segunda, analisa o dinheiro como instrumento espiritual, discutindo consumo, contentamento, generosidade e idolatria. Em ambos os temas, o foco permanece na transformação do coração pelo evangelho. Conclusão: Sexo & Dinheiro conclui reafirmando que liberdade nessas áreas não vem do autocontrole isolado, mas da submissão contínua a Cristo. O livro chama o leitor a viver com integridade, gratidão e responsabilidade, reconhecendo Deus ...

Quando desejos bons tomam o lugar errado

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 Deus criou desejos. Eles fazem parte da estrutura humana e não são, em si mesmos, maus. O problema começa quando desejos legítimos ocupam um lugar que não lhes pertence. Quando algo criado passa a governar o coração, surge a idolatria. Ela não se manifesta apenas em práticas religiosas visíveis, mas nas escolhas diárias, nas prioridades silenciosas e nas áreas mais íntimas da vida. Duas dessas áreas revelam com clareza quem governa o interior: a sexualidade e o dinheiro. Ambas são dons de Deus, dados com propósito, limites e direção. No entanto, quando desconectadas do temor do Senhor, tornam-se fontes de escravidão. O coração passa a buscar nelas segurança, identidade e satisfação final. A sexualidade, quando retirada do seu propósito, deixa de ser expressão de aliança e passa a ser instrumento de consumo. O corpo do outro deixa de ser visto com dignidade e passa a ser tratado como meio de satisfação pessoal. Isso não acontece de forma abrupta, mas por deslocamentos sutis do co...

O Evangelho que não se ajusta

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Há um desconforto crescente quando o evangelho é anunciado como ele sempre foi. Não porque a mensagem tenha mudado, mas porque o coração humano continua resistindo ao seu conteúdo central. O verdadeiro problema do cristianismo contemporâneo não é perseguição externa, mas adaptação interna. O evangelho tem sido moldado para caber na cultura, quando, desde o início, ele existe para confrontá-la. O evangelho não começa com as necessidades do homem, mas com a santidade de Deus. Ele não surge para melhorar a autoestima, organizar a vida ou oferecer conforto emocional. Ele começa com uma declaração incômoda: o homem está espiritualmente morto e separado de Deus. Qualquer mensagem que omita essa realidade já não anuncia o evangelho bíblico, mas uma versão diluída, inofensiva e socialmente aceitável. A cruz nunca foi um adorno religioso. Ela é o anúncio do fim do homem como centro. Nela, Deus declara que o velho modo de viver não pode ser reformado, apenas crucificado. Por isso, o evangelho ...

Pecados cotidianos

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 A espiritualidade do nosso tempo sofre de uma fratura silenciosa: aprendemos a conviver com um coração dividido sem mais nos incomodarmos com isso . O que antes era chamado de pecado hoje é tratado como fraqueza humana aceitável. O que antes gerava arrependimento agora recebe justificativas emocionais, culturais e até espirituais. O problema não é a queda ocasional — o problema é a acomodação consciente . Vivemos uma fé fragmentada. Um lado do coração se volta para Deus, ora, canta, frequenta cultos e fala a linguagem correta. O outro lado continua governado por desejos antigos: busca incessante por prazer, conforto, validação e controle. Essa divisão não é neutra. Na Escritura, um coração dividido nunca é apresentado como estágio de maturidade, mas como sinal de infidelidade . O cotidiano revela mais sobre nossa espiritualidade do que nossos discursos. Nossas escolhas repetidas, nossos hábitos escondidos, nossas concessões silenciosas denunciam quem realmente governa. O problem...

Resenha Livro Esmurrando o Corpo de Watchman Nee

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  Autoria: Watchman Nee Título original: Discipline / I Discipline My Body (compilação de mensagens) Data de publicação: Década de 1930–1940 Tema central: Disciplina espiritual, domínio próprio e submissão do corpo ao Espírito Introdução da Obra No livro Esmurrando o Corpo , Watchman Nee parte das palavras do apóstolo Paulo em 1 Coríntios 9:27 para tratar de um tema frequentemente negligenciado na vida cristã: a disciplina espiritual. Desde a introdução, o autor deixa claro que a vida cristã não é guiada por sentimentos, impulsos ou desejos naturais, mas pelo governo do Espírito Santo. Nee não defende ascetismo extremo nem desprezo pelo corpo. Pelo contrário, ele ensina que o corpo é um instrumento criado por Deus, mas que precisa ser disciplinado para não se tornar senhor da vida espiritual. O livro nasce da preocupação pastoral do autor ao observar cristãos sinceros que fracassavam não por falta de fé, mas por ausência de domínio próprio. Estrutura da Obra 📘 Formato: c...

Ética Cristã: Quando a Consciência Ainda Tem Vergonha

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 A ética cristã nunca foi mero conjunto de normas externas. Desde o Antigo Testamento, Deus chama seu povo a viver com coração íntegro , não apenas com aparência correta. A Escritura insiste que o verdadeiro problema humano não é a falta de leis, mas a dureza do coração. Por isso, falar de ética cristã é falar de consciência , arrependimento e temor do Senhor . Na tradição bíblica, a vergonha não é sinal de fraqueza moral, mas de lucidez espiritual. Quando Adão e Eva percebem sua nudez, não se trata apenas de vergonha física, mas da consciência de que algo foi quebrado. A vergonha surge como resposta à ruptura da comunhão com Deus. Onde não há vergonha, também não há arrependimento; e onde não há arrependimento, não há transformação. A sociedade contemporânea tenta eliminar qualquer sentimento de culpa ou vergonha, chamando-os de opressão emocional. No entanto, a Bíblia trata a culpa como um alarme da alma . O apóstolo Paulo afirma que a tristeza segundo Deus produz arrependimen...

Vigie em Tempos de Guerra

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A fé cristã nunca prometeu neutralidade. Desde o Éden até a cruz, a Escritura revela que a história humana está inserida em um conflito espiritual real, ainda que invisível aos olhos naturais. Em muitos períodos, a igreja compreendeu essa verdade com clareza; em outros, preferiu o conforto da acomodação. Vivemos dias em que a vigilância espiritual não é opcional, mas essencial. A Bíblia ensina que o mal não atua apenas de forma escancarada. Ele se infiltra por meio da distração, da desobediência sutil e da perda do temor do Senhor. Quando o povo de Deus deixa de ouvir com atenção a voz divina, passa a caminhar guiado por impressões, emoções ou conveniências. O resultado é uma fé enfraquecida, incapaz de permanecer firme no dia mau. A vida espiritual exige posicionamento. Permanecer firme nem sempre significa avançar; muitas vezes significa resistir sem ceder terreno. A armadura espiritual descrita nas Escrituras não foi dada para exibição simbólica, mas para uso diário. Verdade, jus...

Juventude com Propósito

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A juventude cristã vive em um cenário desafiador: excesso de informações, pressões emocionais, expectativas sociais, inquietações internas e um constante bombardeio de padrões que raramente refletem os valores bíblicos. No meio desse turbilhão, muitos jovens cristãos se veem divididos entre o mundo que seduz e a fé que chama. Contudo, a Palavra de Deus permanece como uma âncora segura, mostrando o caminho antigo, firme e confiável para quem deseja viver com propósito, pureza e verdade. Francis Schaeffer afirmou que a fé cristã não é uma ideia abstrata, mas uma realidade que deve ser manifestada. E isso fica ainda mais claro quando olhamos para a juventude: Deus não deseja apenas jovens que saibam versículos, mas jovens que vivam a Escritura, que carreguem em si o caráter de Cristo e que assumam, com coragem, o lugar que Deus lhes confiou nesta geração. O primeiro passo é compreender a identidade em Cristo. Em um tempo marcado pela comparação e pela busca por validação externa, o jove...

O Caminho para a Justiça: Onde a Lei Revela a Graça

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Desde os primórdios da humanidade, o coração humano carrega uma pergunta silenciosa, porém persistente: como ser justo diante de Deus? Essa busca atravessa culturas, religiões e gerações. Muitos tentaram responder a essa questão por meio de códigos morais, rituais religiosos ou esforços pessoais. No entanto, a Escritura revela que o verdadeiro caminho para a justiça não nasce do homem, mas de Deus. A Bíblia apresenta a justiça não como um conceito abstrato, mas como um atributo do próprio caráter divino. Deus não apenas pratica justiça; Ele é justo. Isso significa que Seus padrões não se adaptam à cultura, ao tempo ou às conveniências humanas. A justiça divina é absoluta, santa e imutável. Por essa razão, qualquer tentativa humana de alcançá-la por mérito próprio está fadada ao fracasso. A Lei dada por Deus teve um papel fundamental nesse processo. Ela não foi concedida para salvar, mas para revelar. A Lei expõe o pecado, ilumina a consciência e demonstra a distância entre a santid...

Bem aventuranças: Quando a Felicidade Exige um Novo Coração

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Vivemos num tempo em que felicidade é confundida com conforto, ausência de dor e realização imediata. Nesse cenário, as palavras de Jesus nas Bem-aventuranças soam estranhas, quase ofensivas. Ele declara felizes aqueles que o mundo considera frágeis, quebrados e perdedores. Não porque a dor seja boa em si mesma, mas porque o Reino de Deus opera segundo uma lógica completamente diferente da lógica humana. As Bem-aventuranças não são conselhos morais nem metas de autoaperfeiçoamento. Elas são uma descrição do caráter formado quando Deus governa o coração. Jesus não está dizendo “sejam assim para serem aceitos”, mas revelando como vivem aqueles que já foram alcançados pela graça. A felicidade bíblica não nasce do esforço humano, mas de um coração transformado. Ser pobre de espírito não é falta de valor pessoal, mas reconhecimento da própria dependência. Chorar não é fraqueza emocional, mas sensibilidade diante do pecado e da realidade quebrada. Mansidão não é passividade, mas força sob co...

O Caminho para a Justiça: Onde a Lei Revela a Graça

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Desde os primórdios da humanidade, o coração humano carrega uma pergunta silenciosa, porém persistente: como ser justo diante de Deus? Essa busca atravessa culturas, religiões e gerações. Muitos tentaram responder a essa questão por meio de códigos morais, rituais religiosos ou esforços pessoais. No entanto, a Escritura revela que o verdadeiro caminho para a justiça não nasce do homem, mas de Deus. A Bíblia apresenta a justiça não como um conceito abstrato, mas como um atributo do próprio caráter divino. Deus não apenas pratica justiça; Ele é justo. Isso significa que Seus padrões não se adaptam à cultura, ao tempo ou às conveniências humanas. A justiça divina é absoluta, santa e imutável. Por essa razão, qualquer tentativa humana de alcançá-la por mérito próprio está fadada ao fracasso. A Lei dada por Deus teve um papel fundamental nesse processo. Ela não foi concedida para salvar, mas para revelar. A Lei expõe o pecado, ilumina a consciência e demonstra a distância entre a santid...

A IGREJA DO DERRAMAMENTO DE JOEL

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  O derramamento do Espírito sempre foi promessa gloriosa, mas nunca automática. Ao longo da história bíblica, Deus visitou de forma intensa aqueles que se colocaram diante d’Ele com seriedade, humildade e quebrantamento. Não foi diferente nos dias de Joel, e não será diferente hoje. Uma igreja que deseja viver a plenitude do Espírito precisa trilhar o caminho antigo, aquele que Deus sempre honrou. Joel nos mostra esse percurso com clareza e profundidade. 1. Rasgar o coração (v. 12) O primeiro passo não é externo, é interno. Deus nunca se impressionou com gestos ensaiados; Ele olha para o coração. Rasgar o coração significa abrir-se diante de Deus com verdade — deixar cair as defesas, confessar pecados sem justificativas, admitir fraquezas e remover o que se acumulou dentro da alma. É escolher a sinceridade em vez da aparência; é permitir que Deus veja a dor, a culpa e até a frieza acumulada. Quando o coração é rasgado, o Espírito encontra um espaço onde Ele pode soprar nova...

A Tripartição da Lei — Moral, Cerimonial e Civil

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  Desde cedo, a Igreja percebeu que a Lei dada por Deus a Moisés não era um bloco uniforme, mas um conjunto de mandamentos com naturezas distintas. Essa distinção — lei moral, lei cerimonial e lei civil — nunca serviu para dividir o coração da Lei, mas para ajudar o povo de Deus a compreender como cada parte se aplica ao longo da história da salvação. Essa visão honrada pelos séculos preserva o respeito pela Antiga Aliança e a continuidade da revelação divina. 1. Lei Moral — O caráter eterno de Deus revelado A Lei Moral expressa os princípios eternos do caráter do Senhor e, por isso, nunca muda . Ela é resumida nos Dez Mandamentos e reafirmada por Cristo nos dois grandes mandamentos: amar a Deus e amar ao próximo. Características: Universal e irrevogável. Aplica-se a todos os povos, em todas as épocas. Revela o padrão de santidade do próprio Deus. Cristo não a aboliu; antes, a cumpriu perfeitamente (Mateus 5:17). A tradição da Igreja sempre viu a Lei Moral c...

As Nove Pedras de Ezequiel 28 — Um Retrato da Antiga Glória

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As Nove Pedras de Ezequiel 28 e o Chamado Antigo à Humildade Poucas passagens das Escrituras possuem uma combinação tão forte de beleza e advertência quanto Ezequiel 28. Ali, encontramos a descrição de uma figura majestosa — o “querubim da guarda ungido”, adornado com nove pedras preciosas, estabelecido no monte santo de Deus, cercado de esplendor. Mas é justamente essa figura gloriosa que protagoniza uma das mais trágicas quedas espirituais já registradas na linguagem profética. A tradição sempre leu esse texto como um duplo retrato: por um lado, o rei de Tiro, poderoso e orgulhoso; por outro, uma figura celestial cuja glória o levou a se exaltar além do que lhe cabia. Não importa qual camada interpretativa se escolha — ambas revelam uma verdade eterna: a glória recebida pode se transformar em armadilha quando o coração deixa de reconhecer Aquele que deu a glória. Deus não descreve as nove pedras por acaso. No mundo antigo, pedras preciosas carregavam significado espiritual, status, f...

Quando a glória se torna queda

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As Nove Pedras de Ezequiel 28 e o Chamado Antigo à Humildade Poucas passagens das Escrituras possuem uma combinação tão forte de beleza e advertência quanto Ezequiel 28. Ali, encontramos a descrição de uma figura majestosa — o “querubim da guarda ungido”, adornado com nove pedras preciosas, estabelecido no monte santo de Deus, cercado de esplendor. Mas é justamente essa figura gloriosa que protagoniza uma das mais trágicas quedas espirituais já registradas na linguagem profética. A tradição sempre leu esse texto como um duplo retrato: por um lado, o rei de Tiro, poderoso e orgulhoso; por outro, uma figura celestial cuja glória o levou a se exaltar além do que lhe cabia. Não importa qual camada interpretativa se escolha — ambas revelam uma verdade eterna: a glória recebida pode se transformar em armadilha quando o coração deixa de reconhecer Aquele que deu a glória. Deus não descreve as nove pedras por acaso. No mundo antigo, pedras preciosas carregavam significado espiritual, status, ...

Série: Levítico e o Novo Testamento – O Coração da Santidade

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  Uma jornada de 12 meses (365 dias) explorando como o livro de Levítico revela as raízes do Evangelho, a santidade de Deus e o chamado de Cristo para um povo separado no apps YouVersion.  🩸 MÊS 1 – JANEIRO Título: Santo é o Senhor: A Santidade que Origina o Evangelho Descrição do plano: Primeiro plano da série Levítico e o Novo Testamento – O Coração da Santidade . Em janeiro, você descobrirá que a santidade não é apenas uma regra, mas o próprio caráter de Deus. A jornada começa com o chamado: “Sede santos, porque Eu sou santo” (Lv 19:2 – ARA). Objetivo: Redefinir “santidade” à luz da comunhão com Deus, não como fardo, mas como privilégio. 🔥 MÊS 2 – FEVEREIRO Título: O Altar e o Sacrifício: O Caminho do Perdão Descrição: Segundo plano da série. Em fevereiro, você mergulhará nas ofertas levíticas e verá como cada uma delas aponta para o sacrifício perfeito de Cristo. De Levítico ao Calvário, o altar sempre fala de redenção. Objetivo: Entender que o perdão tem...