Postagens

Mostrando postagens com o rótulo santidade

A IGREJA DO DERRAMAMENTO DE JOEL

Imagem
  O derramamento do Espírito sempre foi promessa gloriosa, mas nunca automática. Ao longo da história bíblica, Deus visitou de forma intensa aqueles que se colocaram diante d’Ele com seriedade, humildade e quebrantamento. Não foi diferente nos dias de Joel, e não será diferente hoje. Uma igreja que deseja viver a plenitude do Espírito precisa trilhar o caminho antigo, aquele que Deus sempre honrou. Joel nos mostra esse percurso com clareza e profundidade. 1. Rasgar o coração (v. 12) O primeiro passo não é externo, é interno. Deus nunca se impressionou com gestos ensaiados; Ele olha para o coração. Rasgar o coração significa abrir-se diante de Deus com verdade — deixar cair as defesas, confessar pecados sem justificativas, admitir fraquezas e remover o que se acumulou dentro da alma. É escolher a sinceridade em vez da aparência; é permitir que Deus veja a dor, a culpa e até a frieza acumulada. Quando o coração é rasgado, o Espírito encontra um espaço onde Ele pode soprar nova...

A Tripartição da Lei — Moral, Cerimonial e Civil

Imagem
  Desde cedo, a Igreja percebeu que a Lei dada por Deus a Moisés não era um bloco uniforme, mas um conjunto de mandamentos com naturezas distintas. Essa distinção — lei moral, lei cerimonial e lei civil — nunca serviu para dividir o coração da Lei, mas para ajudar o povo de Deus a compreender como cada parte se aplica ao longo da história da salvação. Essa visão honrada pelos séculos preserva o respeito pela Antiga Aliança e a continuidade da revelação divina. 1. Lei Moral — O caráter eterno de Deus revelado A Lei Moral expressa os princípios eternos do caráter do Senhor e, por isso, nunca muda . Ela é resumida nos Dez Mandamentos e reafirmada por Cristo nos dois grandes mandamentos: amar a Deus e amar ao próximo. Características: Universal e irrevogável. Aplica-se a todos os povos, em todas as épocas. Revela o padrão de santidade do próprio Deus. Cristo não a aboliu; antes, a cumpriu perfeitamente (Mateus 5:17). A tradição da Igreja sempre viu a Lei Moral c...

As Nove Pedras de Ezequiel 28 — Um Retrato da Antiga Glória

Imagem
As Nove Pedras de Ezequiel 28 e o Chamado Antigo à Humildade Poucas passagens das Escrituras possuem uma combinação tão forte de beleza e advertência quanto Ezequiel 28. Ali, encontramos a descrição de uma figura majestosa — o “querubim da guarda ungido”, adornado com nove pedras preciosas, estabelecido no monte santo de Deus, cercado de esplendor. Mas é justamente essa figura gloriosa que protagoniza uma das mais trágicas quedas espirituais já registradas na linguagem profética. A tradição sempre leu esse texto como um duplo retrato: por um lado, o rei de Tiro, poderoso e orgulhoso; por outro, uma figura celestial cuja glória o levou a se exaltar além do que lhe cabia. Não importa qual camada interpretativa se escolha — ambas revelam uma verdade eterna: a glória recebida pode se transformar em armadilha quando o coração deixa de reconhecer Aquele que deu a glória. Deus não descreve as nove pedras por acaso. No mundo antigo, pedras preciosas carregavam significado espiritual, status, f...

Quando a glória se torna queda

Imagem
As Nove Pedras de Ezequiel 28 e o Chamado Antigo à Humildade Poucas passagens das Escrituras possuem uma combinação tão forte de beleza e advertência quanto Ezequiel 28. Ali, encontramos a descrição de uma figura majestosa — o “querubim da guarda ungido”, adornado com nove pedras preciosas, estabelecido no monte santo de Deus, cercado de esplendor. Mas é justamente essa figura gloriosa que protagoniza uma das mais trágicas quedas espirituais já registradas na linguagem profética. A tradição sempre leu esse texto como um duplo retrato: por um lado, o rei de Tiro, poderoso e orgulhoso; por outro, uma figura celestial cuja glória o levou a se exaltar além do que lhe cabia. Não importa qual camada interpretativa se escolha — ambas revelam uma verdade eterna: a glória recebida pode se transformar em armadilha quando o coração deixa de reconhecer Aquele que deu a glória. Deus não descreve as nove pedras por acaso. No mundo antigo, pedras preciosas carregavam significado espiritual, status, ...

Série: Levítico e o Novo Testamento – O Coração da Santidade

Imagem
  Uma jornada de 12 meses (365 dias) explorando como o livro de Levítico revela as raízes do Evangelho, a santidade de Deus e o chamado de Cristo para um povo separado no apps YouVersion.  🩸 MÊS 1 – JANEIRO Título: Santo é o Senhor: A Santidade que Origina o Evangelho Descrição do plano: Primeiro plano da série Levítico e o Novo Testamento – O Coração da Santidade . Em janeiro, você descobrirá que a santidade não é apenas uma regra, mas o próprio caráter de Deus. A jornada começa com o chamado: “Sede santos, porque Eu sou santo” (Lv 19:2 – ARA). Objetivo: Redefinir “santidade” à luz da comunhão com Deus, não como fardo, mas como privilégio. 🔥 MÊS 2 – FEVEREIRO Título: O Altar e o Sacrifício: O Caminho do Perdão Descrição: Segundo plano da série. Em fevereiro, você mergulhará nas ofertas levíticas e verá como cada uma delas aponta para o sacrifício perfeito de Cristo. De Levítico ao Calvário, o altar sempre fala de redenção. Objetivo: Entender que o perdão tem...

Tudo é de Deus

Imagem
  Tudo o que Temos Pertence a Cristo Não há vida secular e vida espiritual — há apenas vida em Cristo. 1. A ilusão moderna da divisão Vivemos tempos em que a fé foi empurrada para os domingos, enquanto o restante da semana é tratado como território “neutro”. Muitos servem a Deus no culto, mas servem a si mesmos nas decisões. Essa é a raiz de uma das heresias mais sutis do nosso tempo: a ideia de que existe uma vida espiritual e uma vida secular . Mas o Evangelho não nos convida a administrar duas existências; ele nos chama à rendição total . Cristo não veio para ser incluído na agenda — Ele veio para governá-la . 2. O senhorio de Cristo é absoluto Paulo afirma que “ tudo foi criado por Ele e para Ele ” (Cl 1:16). Essa palavra “tudo” não deixa espaço para exceções. Nossos dons, relacionamentos, emoções, finanças, tempo e trabalho — tudo tem um dono, e não somos nós. O cristianismo autêntico começa quando entendemos que não existe área “nossa”, mas apenas áreas ainda não ent...

O que significa tomar o nome de YHWH em vão?

Imagem
Muitos de nós aprendemos que tomar o nome de Deus em vão é usá-lo de forma leviana — por exemplo, dizer “meu Deus!” quando estamos irritados ou surpresos. Assim, fomos ensinados que, ao fazer isso, estaríamos quebrando o mandamento: “Não tomarás o nome de YHWH, teu Deus, em vão” (Êxodo 20:7) Porém, o sentido original desse mandamento no hebraico é mais profundo do que simplesmente evitar expressões descuidadas. 1. O significado dos juramentos em Israel antigo No contexto hebraico antigo, tomar o nome de YHWH estava diretamente ligado aos juramentos solenes . As pessoas faziam promessas públicas invocando o nome de YHWH como testemunha e juiz de sua palavra. Era comum começar o juramento com a expressão “חי־יהוה” ( chai Adonai ) , que significa “Pela vida de YHWH” ou “Tão certo como YHWH vive” . Essa frase equivalia a declarar: “Se eu não cumprir o que prometo, que o Deus vivo me castigue com a morte.” Um exemplo claro aparece em 1 Samuel 19:6 , quando Saul jura não matar...

Não tomarás o nome de YHWH em vão

Imagem
O que significa tomar o nome de YHWH em vão? Muitos de nós aprendemos que tomar o nome de Deus em vão é usá-lo de forma leviana — por exemplo, dizer “meu Deus!” quando estamos irritados ou surpresos. Assim, fomos ensinados que, ao fazer isso, estaríamos quebrando o mandamento: > “Não tomarás o nome de YHWH, teu Deus, em vão” (Êxodo 20:7) Porém, o sentido original desse mandamento no hebraico é mais profundo do que simplesmente evitar expressões descuidadas. 1. O significado dos juramentos em Israel antigo No contexto hebraico antigo, tomar o nome de YHWH estava diretamente ligado aos juramentos solenes. As pessoas faziam promessas públicas invocando o nome de YHWH como testemunha e juiz de sua palavra. Era comum começar o juramento com a expressão “חי־יהוה” (chai Adonai), que significa “Pela vida de YHWH” ou “Tão certo como YHWH vive”. Essa frase equivalia a declarar: > “Se eu não cumprir o que prometo, que o Deus vivo me castigue com a morte.” Um exemplo claro aparec...

Vida Secular x Vida Cristã

Imagem
 Se você chegou até aqui, provavelmente é causado pelo fato de querer saber mais em como lidar com a vida cristã e a vida secular, e resumindo quero apenas te afirmar:  Não há vida secular e vida espiritual — há apenas vida em Cristo. 1. A ilusão moderna da divisão Vivemos tempos em que a fé foi empurrada para os domingos, enquanto o restante da semana é tratado como território “neutro”. Muitos servem a Deus no culto, mas servem a si mesmos nas decisões. Essa é a raiz de uma das heresias mais sutis do nosso tempo: a ideia de que existe uma vida espiritual e uma vida secular . Mas o Evangelho não nos convida a administrar duas existências; ele nos chama à rendição total . Cristo não veio para ser incluído na agenda — Ele veio para governá-la . 2. O senhorio de Cristo é absoluto Paulo afirma que “ tudo foi criado por Ele e para Ele ” (Cl 1:16). Essa palavra “tudo” não deixa espaço para exceções. Nossos dons, relacionamentos, emoções, finanças, tempo e trabalho — tudo tem...

Fundamento da Ética Cristã

Imagem
  A base da ética cristã está nas palavras de Jesus em Mateus 22:37-40 , quando Ele resume toda a Lei em dois mandamentos: “Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todo o teu entendimento. (...) Amarás o teu próximo como a ti mesmo.” Esses dois amores — a Deus e ao próximo — são o eixo que sustenta toda a moral cristã. Diferente de uma ética apenas racional ou social, a ética cristã é teocêntrica , isto é, centrada em Deus. ✝️ Características da Ética Cristã Baseada na Bíblia – As Escrituras são o padrão absoluto do certo e do errado. Cristocêntrica – Jesus é o modelo supremo de conduta e caráter. Transformadora – Não se limita a regras; transforma o coração e o comportamento. Relacionada à graça – O agir ético do cristão é resposta ao amor e à salvação que recebeu. Comunitária – Valoriza a vida em comunhão, a justiça, o perdão e o serviço ao próximo. 🕊️ Princípios Essenciais Santidade : viver separado do pecado e ded...

FOFOCA DISFARÇADA DE ORAÇÃO: UM FOGO QUE CONSOME A IGREJA

Imagem
  Na igreja, muitos confundem intercessão com fofoca. Usam a desculpa de um “pedido de oração” para expor vidas, revelando segredos que não deveriam sair do coração diante de Deus. Esse comportamento, longe de ser espiritualidade, é fogo consumidor que destrói ministérios, relacionamentos e até a fé de muitos. A Palavra diz que a língua é como fogo que incendeia um grande bosque (Tiago 3:5-6). Imagine alguém que passa anos construindo uma linda casa em seu ministério — tijolo por tijolo de confiança, reputação e testemunho — e, em segundos, põe tudo a perder ao acender o fósforo da fofoca. É isso que acontece quando a boca se torna instrumento de destruição. Quantos já foram feridos por línguas afiadas dentro da própria igreja? Já pensou em quantos você mesmo já feriu? Foi realmente pedido de oração ou foi fofoca mascarada de santidade? Você já refletiu que a pessoa da qual você falou mal pode se desviar, abandonar a fé e até morrer sem salvação? E se isso acontecer, o sangue de...

A Ética Divina: O Bem em Deus e Deus no Bem

Imagem
Deus existe. E, sendo Ele o fundamento de toda realidade, surge a questão inevitável: o bem é bom porque Deus o faz, ou Deus faz porque é bom? Essa reflexão não é meramente filosófica, mas profundamente prática. Afinal, se o Criador é a fonte da moralidade, então a definição do que é bom e justo não depende de convenções humanas, mas da Sua própria natureza. A ética divina nos leva a compreender que Deus não apenas pratica o bem, mas é o próprio Bem em essência . Ele não age conforme uma regra externa, pois não há padrão acima d’Ele; pelo contrário, é a Sua natureza santa que estabelece o que é justo. Isso significa que o que Deus faz não é bom por ser arbitrário, mas porque Ele é santo, perfeito e absolutamente coerente com Sua essência. Por isso, quando nos perguntamos o que Deus faria ou não faria em determinada situação, não se trata de especulação teórica, mas de confiança no Seu caráter. Diferente da ética humana — que é limitada, mutável e influenciada por interesses e conte...

Diante do Justo Juiz

Imagem
  O juízo de Deus é um dos temas centrais das Escrituras e impacta profundamente a vida cristã, trazendo à tona questões de justiça, santidade, misericórdia e esperança. Diferente da visão puramente punitiva frequentemente associada ao julgamento divino, a Bíblia apresenta o juízo como manifestação da justiça perfeita e do amor de Deus. Ele não deseja a destruição dos pecadores, mas sim o arrependimento, a restauração e a reconciliação de todas as coisas. No Antigo Testamento, o juízo é visto nos atos de disciplina para Israel, revelando o compromisso de Deus com um povo santo e justo. Profetas, como Jeremias, Isaías e Ezequiel, anunciam tanto consequências para o pecado quanto promessas de restauração. O juízo de Deus também é revelado nas alianças, nas ações corretivas e na paciência do Criador ao lidar com a humanidade ao longo da história. Com a vinda de Jesus, o juízo recebe uma nova dimensão. Cristo é apresentado como o Justo Juiz, mas também como o Salvador gracioso, que ofe...

Você quer fogo? Então prepare o altar.

Imagem
Muitos clamam por avivamento, pedem o fogo de Deus, desejam manifestações poderosas, milagres visíveis, êxtases espirituais. Mas ignoram um princípio fundamental: o fogo só desce onde há altar — e onde o altar está em ordem. No Monte Carmelo, Elias não começou orando por fogo. Primeiro, ele reparou o altar quebrado . O povo havia se misturado, o culto havia se corrompido, e o altar do Senhor havia sido esquecido. Elias, com zelo santo, reconstruiu o altar com doze pedras — símbolo das doze tribos de Israel — como quem diz: "Antes do fogo, precisamos restaurar o pacto." Hoje, muitos pedem por fogo, mas vivem com os altares em ruínas: corações divididos, vidas sem sacrifício, cultos sem reverência, famílias sem oração. Querem o fogo sem renúncia. Querem a glória sem arrependimento. Querem Pentecostes sem Calvário. O fogo de Deus nunca vem para enfeitar. Ele vem para consumir. Ele desce onde há entrega total, onde há sacrifício vivo, santo e agradável a Deus (Romanos 12:1)...

Por que Deus me escolheu?

Imagem
  Uma meditação sobre a eleição divina e seu propósito eterno Introdução A pergunta “Por que Deus me escolheu?” habita no coração de todo cristão que já foi confrontado com a graça. Ela não nasce da arrogância, mas da humildade de quem sabe que não tem em si mesmo nada que justificasse tão grande privilégio. Por que o Deus eterno, santo e soberano, voltaria Seus olhos para mim? A resposta não está no homem, mas em Deus. Este artigo propõe um retorno à doutrina bíblica da eleição, não como um conceito frio, mas como um convite à adoração, responsabilidade e transformação. 1. A eleição começa em Deus, não em nós “Como também nos elegeu nele antes da fundação do mundo...” (Efésios 1:4a) O ponto de partida para entender a escolha de Deus não é o comportamento humano, mas o caráter divino. Efésios 1:4 afirma com clareza que Deus nos elegeu em Cristo antes da fundação do mundo . Isso nos tira do centro e nos coloca no lugar certo: dependentes da vontade graciosa d’Aquele que tudo cr...