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Mostrando postagens com o rótulo confiança em deus

Fé que con fessa, Fé que se vive

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  Existe uma diferença silenciosa — e muitas vezes dolorosa — entre a fé que confessamos com palavras e a fé que realmente vivemos no cotidiano. Sabemos dizer o que cremos, repetimos verdades bíblicas com clareza e afirmamos confiar em Deus. No entanto, quando a vida pressiona, nem sempre nossas escolhas revelam essa mesma confiança. A fé professada habita o discurso. A fé vivida se manifesta nas decisões. É possível afirmar que Deus é soberano e, ainda assim, viver controlando tudo por medo. É possível dizer que confiamos em Sua provisão e, ao mesmo tempo, agir movidos por ansiedade constante. Essa distância não nasce da falta de informação, mas de um coração que ainda não aprendeu a descansar plenamente em Deus. Com o passar do tempo, especialmente ao envelhecer, essa tensão se torna mais evidente. As forças diminuem, as certezas humanas enfraquecem e já não conseguimos sustentar uma fé apenas intelectual. A vida exige coerência. Aquilo que não foi integrado ao coração começa a...

Chamados para Ser Testemunhas: Quando a Presença de Deus nos Transforma

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Há momentos em que Deus não apenas fala, mas nos chama. Não é um convite superficial, é uma convocação profunda: “Ao nos chamar, o Senhor nos convoca para sermos testemunhas.” Essa verdade atravessa toda a Escritura e ecoa na vida daqueles que decidem viver não apenas para si, mas para a glória d’Ele. Ser testemunha não é apenas falar, é permanecer . O Salmo 37 nos ensina a confiar, descansar e perseverar no Senhor. Ele é dono de tudo, inclusive do tempo, dos processos e das reformas interiores pelas quais somos conduzidos. A fé madura não nasce da pressa, mas da constância. Ao longo da caminhada cristã, todos enfrentamos períodos de ajustes, correções e reconstruções internas. A Bíblia nunca romantizou a jornada do justo. Pelo contrário, ela nos prepara para entender que, mesmo quando falhamos, não estamos abandonados: “Se pecarmos, temos Advogado.” Essa afirmação sustenta a alma cansada e nos lembra que a graça não anula a responsabilidade, mas nos fortalece para recomeçar. A p...

Quando a Alma Aprende a Se Entregar

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Há um ponto na caminhada cristã em que o coração já não busca apenas respostas, nem alívio imediato para as dores. Ele passa a desejar algo mais profundo: permanecer. Não apenas entender Deus, mas confiar. Não apenas pedir, mas entregar. É nesse estágio que a fé amadurece e a alma aprende o valor da entrega silenciosa. A entrega espiritual não é desistência, mas confiança consciente. Ela nasce quando o cristão reconhece seus limites e aceita que não controla tudo. Muitos resistem a esse ponto porque confundem entrega com fraqueza. No entanto, diante de Deus, entregar-se é um dos atos mais elevados de fé. É declarar, sem palavras, que Ele sabe conduzir melhor do que nós. Essa entrega se manifesta na comunhão. Não como um ritual vazio, mas como um encontro interior. Comunhão verdadeira não depende de emoções intensas, mas de disposição constante. É aproximar-se de Deus com reverência, reconhecendo Sua santidade e, ao mesmo tempo, Sua graça. Na prática, a entrega exige humildade. Ela d...

Quando Deus consola nossa alma

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 Há momentos na vida em que nenhuma explicação satisfaz. As palavras parecem curtas, os conselhos soam vazios e até as promessas conhecidas da fé parecem distantes. É nesses períodos que o coração aprende uma das lições mais profundas da caminhada cristã: Deus nem sempre consola mudando as circunstâncias, mas quase sempre começa consolando por dentro. A consolação interior não é ausência de dor. Ela não elimina o sofrimento nem ignora as lutas. Pelo contrário, ela se manifesta exatamente quando a dor permanece, mas já não governa o coração. Trata-se de uma paz que não depende do cenário externo, mas da presença silenciosa de Deus no interior da alma. Muitos cristãos se frustram porque esperam que a fé funcione como um alívio imediato. Oram esperando respostas rápidas, soluções claras, mudanças visíveis. Quando isso não acontece, surge a sensação de abandono. No entanto, a maturidade espiritual ensina que Deus trabalha em profundidades que não são percebidas de imediato. Ele fortal...

Resenha livro: ansiedade de Watchmann Nee

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Autoria: Watchman Nee Título original: Anxiety (compilação de mensagens) Data de publicação: Década de 1940 Tema central: Ansiedade como questão espiritual, descanso em Deus e confiança na soberania divina Introdução da Obra No livro Ansiedade , Watchman Nee aborda um tema universal e atemporal: a inquietação do coração humano diante das circunstâncias da vida. Diferente de abordagens modernas que tratam a ansiedade apenas como fenômeno emocional ou psicológico, Nee a examina sob a ótica espiritual. Logo na introdução, o autor estabelece que a ansiedade revela um conflito interior entre fé declarada e confiança real em Deus. Para Nee, a ansiedade não surge apenas do sofrimento, mas da tentativa humana de controlar aquilo que pertence exclusivamente à soberania divina. O livro nasce do contexto pastoral do autor, fruto de aconselhamento, observação da vida cristã prática e profunda meditação bíblica. Sua escrita é direta, confrontadora e ao mesmo tempo profundamente consoladora. Es...

Quando as coisas não saem como você deseja

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  Há momentos em que a vida parece sair do trilho. Oramos, planejamos, esperamos, mas o desfecho não vem como imaginávamos. Nesses instantes, o coração se inquieta e a alma se pergunta onde errou. No entanto, a sabedoria antiga nos ensina que nem tudo o que foge do controle está fora do propósito. Muitas vezes, o que parece atraso é proteção, e o que parece perda é formação. “O coração do homem pode fazer planos, mas a resposta certa dos lábios vem do Senhor.” (Provérbios 16:1 – ARA) Este texto é um convite a olhar para os desvios da vida com mais mansidão, reconhecendo que Deus continua presente mesmo quando o cenário muda. Quando as expectativas se quebram A frustração costuma nascer do apego excessivo às expectativas. Quando tudo não acontece como sonhávamos, tendemos a interpretar isso como fracasso. Contudo, a Escritura mostra que o caminho justo nem sempre é o mais previsível. Deus trabalha também no inesperado, lapidando o caráter no silêncio e na espera. “Porque o...

Queremos o Deus do Poder, mas Negamos o Deus da Fornalha?

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  Há perguntas que não surgem da curiosidade, mas da dor. Esta é uma delas. Ela brota quando percebemos que nosso coração, tão facilmente enganado, deseja apenas o lado confortável da fé — e rejeita o lado que nos molda. Vivemos um tempo em que muitos querem o Deus que abre portas, mas não o Deus que permite o vale. Queremos o Deus que dá livramentos espetaculares, mas não o Deus que nos leva à fornalha da provação a fim de purificar o que precisa morrer em nós. Essa busca seletiva revela um problema antigo: criamos um Deus à nossa medida. Um Deus para resolver, não para reger. Um Deus para nos tirar de situações difíceis, não para caminhar conosco dentro delas. 1. A fé bíblica nunca prometeu isenção da fornalha Quando abrimos as páginas da Escritura, não encontramos um povo que foi poupado da dor, mas um povo sustentado na dor. Abraão enfrentou o monte Moriá. José enfrentou a masmorra. Daniel enfrentou a cova. Elias enfrentou o deserto. Paulo enfrentou o espinho. Nenhum de...

O céu governa mesmo quando a terra geme

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Há momentos na vida em que os acontecimentos parecem fugir a qualquer explicação lógica. Crises irrompem sem aviso, perdas interrompem trajetórias, mudanças forçadas desmontam planos cuidadosamente construídos. Nesses momentos, somos tentados a interpretar a realidade como caos, acaso ou abandono. A fé cristã, porém, nos conduz por um caminho mais profundo e mais reverente: nada escapa ao governo de Deus. A soberania divina não é uma ideia abstrata; é uma verdade que sustenta o coração quando tudo ao redor vacila. Deus não reage à história — Ele a governa. Mesmo quando não compreendemos Seus caminhos, Ele permanece ativo, justo e sábio. Há acontecimentos que não são meros acidentes, mas atos permitidos, conduzidos ou usados por Deus para cumprir propósitos eternos que ultrapassam nossa compreensão imediata. Reconhecer isso não elimina a dor, mas redefine o sentido dela. A fé madura não nega o sofrimento, mas o submete ao trono de Deus. Quando entendemos que o Senhor continua agindo ...

Uma Fé ativa

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 Vivemos em uma época em que a fé é frequentemente reduzida a palavras corretas e convicções mentais. Muitos sabem no que creem, conseguem explicar doutrinas e defender ideias, mas vivem como se essas verdades não tivessem força prática. A fé bíblica, porém, nunca foi apenas intelectual. Ela sempre foi ativa, visível e transformadora. Crer, à luz das Escrituras, é confiar a ponto de obedecer. É permanecer firme quando as circunstâncias não cooperam. É continuar andando quando o caminho é difícil e o resultado não é imediato. A fé autêntica não se limita a concordar com verdades espirituais; ela molda decisões, sustenta a perseverança e governa a maneira como enfrentamos sofrimento, espera e frustração. A tradição cristã sempre ensinou que fé e vida caminham juntas. Onde há fé verdadeira, há compromisso. Onde há confiança em Deus, há obediência, ainda que custosa. Não porque o cristão seja forte em si mesmo, mas porque confia em um Deus fiel. Fé ativa não é perfeição moral, mas fi...

Quando a Escuridão Passa

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Fé que permanece quando a luz demora Há momentos na vida em que a escuridão não chega de repente — ela se instala aos poucos. Não é um susto, é um peso. Não é um grito, é um silêncio. O dia nasce, mas o coração continua em noite fechada. A fé continua ali, mas as emoções parecem não responder. Muitos cristãos se culpam nesses períodos, como se a ausência de alívio imediato fosse sinal de fracasso espiritual. Mas a história da fé sempre nos ensinou outra coisa. A Escritura nunca prometeu uma caminhada sem vales. O que ela prometeu foi presença. A fé bíblica não é sustentada pela sensação de luz, mas pela certeza do caráter de Deus. Há estações em que o Senhor permite que a noite se prolongue para nos ensinar a descansar n’Ele, não nos sentimentos, não nos resultados, não nas respostas rápidas. A escuridão revela o que a luz muitas vezes esconde: em quem realmente confiamos. Quando tudo vai bem, é fácil dizer que Deus é bom. Quando a dor se estende, quando a oração parece ecoar no vaz...

Confie Mesmo Quando as Circunstâncias Não Mudam

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Há momentos na caminhada cristã em que a fé é provada não pela intensidade da dor, mas pela duração dela. Oramos, aguardamos, permanecemos fiéis — e, ainda assim, as circunstâncias parecem imutáveis. É justamente nesses períodos que o coração se cansa e o desânimo tenta se instalar de forma silenciosa. A grande tentação não é abandonar a fé de uma vez, mas permitir que ela se torne frágil, desconfiada e condicionada às respostas de Deus. A Escritura, porém, nos ensina um caminho antigo e seguro: confiar não quando tudo se resolve, mas quando nada muda. A fé bíblica nunca prometeu ausência de sofrimento, mas sempre afirmou a presença soberana de Deus em meio a ele. “Aquietai-vos e sabei que eu sou Deus” (Sl 46:10 – ARA) não é um convite à passividade, mas ao reconhecimento de que o governo de Deus não é ameaçado pelas crises humanas. Confiar, nesse contexto, é um ato de rendição consciente. É decidir crer que Deus continua no controle mesmo quando o silêncio se prolonga, quando as porta...

Eu sou do Senhor

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Que segurança profunda repousa nessas palavras tão simples: “Eu sou do Senhor.” O próprio Cristo nos resgatou com Seu sangue precioso (1 Pedro 1:18–19). Pertencemos a Ele, somos valiosos para Ele, e porque fomos comprados por Seu sacrifício (1 Coríntios 7:23), Ele mesmo se encarrega de guardar nossa vida (1 Pedro 1:5). Nenhuma força, visível ou invisível, é capaz de arrancar-nos de Suas mãos (João 10:28). Nossa existência está protegida além de qualquer instabilidade terrena, pois está “escondida com Cristo em Deus” (Colossenses 3:3). Assim, tanto na vida quanto na morte, permanecemos sob a mesma verdade: somos dEle (Romanos 14:8). Mesmo quando as circunstâncias parecem nos lançar de um lado para outro, essa certeza — “Eu sou do Senhor” — se torna uma âncora para a alma, produzindo uma paz constante. É como experimentar, ainda aqui, um vislumbre da vida celestial. Se vier a dor, o cansaço, a escassez, a perseguição, correntes, prisões, fogo ou águas profundas, essas poucas palav...

Meu filho é Missionário

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Uma única foto — uma mãe abraçando o filho em seu aniversário. Um gesto simples, mas carregado de significados: saudade, medo e, ao mesmo tempo, o mais puro orgulho. Orgulho de ver o filho deixar o conforto do lar para obedecer à voz de Deus, partindo com coragem, mesmo ciente de tudo o que isso custaria — para ele e para quem o ama. Pedro Viana e Matheus Viana  dedico este artigo e o plano bíblico a vocês, e também aos seus pais, Fabi e Pr. Wilson , que aprenderam a viver a fé que envia. Para acessar o plano, click neste link: https://www.bible.com/reading-plans/64379/ Quando o Chamado Não é Seu — Mas é do Seu Filho A difícil entrega dos pais de jovens missionários Há um momento na vida de alguns pais em que o coração é profundamente provado: o dia em que um filho ou uma filha chega com os olhos brilhando e diz: “Deus me chamou para ir.” Talvez seja para um outro país, um campo de missão carente, ou apenas para uma entrega integral no ministério. Para alguns pais, essa...

Mártires Cristãos do século 20: Elizabeth Graham Atwater

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Introdução Elizabeth Graham Atwater, carinhosamente conhecida como Lizzie, foi uma missionária americana que dedicou sua vida à obra de Deus na China. Durante a Rebelião dos Boxers em 1900, ela e sua família foram martirizados por sua fé. Sua história é um testemunho de coragem, devoção e confiança inabalável em Cristo. Chamado Missionário Nascida em 1869, Lizzie foi educada em Londres e Weston-super-Mare antes de viajar para a China como governanta de uma família missionária. Após passar no exame de chinês, foi nomeada missionária pela American Board of Missions. Casou-se com o reverendo Ernest R. Atwater, também missionário na China. Juntos, serviram na província de Shanxi, onde enfrentaram desafios significativos devido à crescente hostilidade contra estrangeiros e cristãos. A Rebelião dos Boxers Em 1900, a Rebelião dos Boxers eclodiu na China, liderada por um movimento nacionalista que se opunha à presença estrangeira e ao cristianismo. Missionários e cristãos chineses foram ...

Coragem em meio à luta

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"Lembrem-se dos seus líderes, que lhes falaram a palavra de Deus. Observem bem o resultado da vida que tiveram e imitem a sua fé." — Hebreus 13:7 (NAA) Quando lemos Hebreus 11, é como se entrássemos em uma galeria da história da fé. Os rostos que vemos ali são de gente comum que decidiu crer em um Deus extraordinário. Eles não foram perfeitos, mas viveram de forma que o céu inteiro se orgulha deles. Não por suas conquistas humanas, mas pela fé inabalável que carregaram no peito — mesmo quando tudo parecia contrário. Eles confiaram em Deus quando não havia mapas, como Abraão. Renunciaram ao conforto por algo eterno, como Moisés. Enfrentaram riscos, como Raabe, por causa de uma fé que via além do momento. E o mais marcante? Muitos desses homens e mulheres sustentaram sua fé mesmo passando por uma dor intensa. Paulo escreveu boa parte do Novo Testamento de dentro de uma prisão. Estevão foi apedrejado diante de uma multidão, mas morreu olhando para o céu. João foi exilado numa...

Descubra a Alma Hebraica do Salmo 4

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O Salmo 4, tradicionalmente recitado à noite na tradição judaica, é considerado o contraponto noturno do Salmo 3, que representa a confiança da manhã. Enquanto o Salmo 3 surge do clamor de um rei fugindo ao amanhecer, o Salmo 4 é uma oração noturna, sussurrada entre sombras e silêncio, oferecendo um descanso que só pode vir da confiança plena em Deus. No pensamento hebraico, o sono não é meramente um descanso físico. Ele é entendido como uma “pequena morte”, um ato simbólico de entrega da alma ao Criador. Por isso, o Salmo 4 assume a forma de uma liturgia de confiança sagrada ao final do dia — um ato de fé antes de adormecer, quando se reconhece que o controle pertence exclusivamente a Deus. 🗣 “Responde-me quando clamo, ó Deus da minha justiça…” (Salmo 4:1) A frase inicial de Davi é ousada, mas não presunçosa. No hebraico, ela está fundamentada na palavra emunah (אֱמוּנָה), que não se refere apenas a crer, mas a viver em fidelidade ao pacto . Essa fé não é passiva nem superficial...

Estamos tratando a Bíblia Como uma Rocha?

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Você se lembra da passagem de Êxodo 17:6? Moisés, diante da sede do povo, feriu a rocha conforme Deus ordenou, e dela saiu água. No entanto, em Números 20:8-12, em um momento de frustração, ele desobedeceu e golpeou a rocha novamente, em vez de apenas falar a ela. Por isso, Deus não permitiu que ele entrasse na Terra Prometida, apenas a contemplasse de longe. Muitas vezes, tratamos a Bíblia como essa rocha. Em vez de buscarmos direção com humildade, tentamos extrair respostas à força. Quando agimos assim, apenas vislumbramos a Terra Prometida, mas não a vivenciamos. Isso acontece quando abrimos a Escritura buscando justificativas para nossas próprias decisões, em vez de permitir que ela nos transforme. Quantas vezes procuramos na Bíblia respostas rápidas, como se fosse um manual de solução instantânea? Quando enfrentamos um problema financeiro, buscamos apenas versículos sobre prosperidade, sem considerar os princípios de administração e contentamento. Quando nos sentimos inseguros, le...

Justiça no Hebraico Bíblico: O Significado de Tzedakah

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  No hebraico bíblico, a palavra tzedakah (צְדָקָה) é amplamente traduzida como "justiça", mas seu significado vai além de um conceito jurídico. Tzedakah abrange justiça como um valor ético, relacional e espiritual, destacando-se como um elemento central na aliança entre Deus e seu povo. Este artigo explora os aspectos ricos e profundos de tzedakah na Bíblia e sua relevância prática para a vida cristã. 1. O Significado de Tzedakah A palavra tzedakah tem como raiz tzadik (צַדִּיק), que significa "justo" ou "reto". No hebraico, justiça não é apenas cumprir leis ou regras, mas viver de maneira íntegra, refletindo os padrões de Deus. Em Gênesis 15:6, a palavra aparece pela primeira vez: “Abrão creu no Senhor, e isso lhe foi creditado como justiça ( tzedakah ).” Aqui, a justiça está relacionada à fé. Deus considerou Abrão justo porque ele confiou em Sua promessa, mostrando que tzedakah não se limita a ações, mas envolve um relacionamento de confiança e fi...

Quando o Vício Atinge o Lar: Uma Palavra de Fé para Esposas

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 Vivenciar o impacto do vício em drogas em um ente querido, especialmente no marido, é uma das provações mais dolorosas que uma esposa pode enfrentar. Esse desafio não apenas afeta o relacionamento conjugal, mas também pode trazer uma sensação de impotência, tristeza e solidão, mesmo na presença da família. No entanto, Deus nunca nos abandona em nossos tempos de luta. Ele vê nossas lágrimas, ouve nossas orações silenciosas e está sempre pronto para nos fortalecer. Vamos refletir sobre como podemos manter nossa fé viva e apoiar nosso marido durante esse difícil percurso. 1. Reconheça o Papel da Fé Diante de uma situação tão desgastante, é natural que nos sintamos fragilizadas e até mesmo questionemos como poderemos suportar o peso de tudo isso. No entanto, é precisamente nessas horas que Deus nos chama para descansar Nele. A Palavra nos diz: “Vinde a mim, todos os que estais cansados e sobrecarregados, e eu vos aliviarei” (Mateus 11:28). Lembre-se de que você não está sozinha; o Sen...

Confiando em Deus e Fortalecendo a Vida Familiar: Lições para o Crescimento Espiritual

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O crescimento pessoal e espiritual é um processo contínuo de transformação, especialmente para as mulheres que buscam um relacionamento mais profundo com Deus. Esse processo envolve confiar no trabalho que Ele faz em nossas vidas, moldando-nos para sermos melhores em todas as áreas. Em meio a essa jornada, é importante valorizar o uso do tempo e do espaço que temos, aproveitando cada oportunidade para crescer e florescer. Primeiramente, aprender a confiar em Deus é fundamental. Em um mundo onde as preocupações são constantes, precisamos nos afastar do excesso de ansiedade e entregar nossas inquietações a Ele. A confiança em Deus não significa a ausência de dificuldades, mas a certeza de que Ele está no controle. Ao buscar a Deus em momentos de angústia, em vez de desabafar com outras pessoas, encontramos consolo em um Pai que jamais nos trairá ou nos julgará. Ele é um refúgio seguro, onde podemos expor nossas dores e dúvidas com total confiança. Além disso, é essencial não se sentir in...