Resiliência no Casamento
Nem sempre é fácil ver beleza nas dificuldades, especialmente dentro do casamento. Quando enfrentamos provas e crises, nosso primeiro impulso pode ser fugir — da dor, dos conflitos, da convivência. Mas, como ouvi de alguém muito especial: “A prova é nossa e ninguém pode vivê-la por nós. Então, enfrentemos com fé e alegria no Senhor.”
Em vez de fugir do seu cônjuge, aproxime-se de Deus. Nossos olhos costumam enxergar com clareza os defeitos do outro, mas são mais lentos para reconhecer virtudes. E, muitas vezes, o que agora nos incomoda, já foi motivo de admiração. Aquela impulsividade que parecia divertida pode hoje soar como imprudência. A disciplina admirada talvez agora pareça frieza ou crítica excessiva.
Em 1 Coríntios 12, aprendemos sobre a diversidade de dons e funções no corpo de Cristo. Deus nos fez diferentes e nos colocou lado a lado, não para nos frustrarmos, mas para nos completarmos. O que é verdade na Igreja, também é verdade no casamento: somos complementares.
Pense em João e Cida (nomes fictícios, história real). Ela, cautelosa e analítica; ele, confiante e espontâneo. Após o casamento, João vendeu o apartamento de Cida e investiu tudo em uma proposta arriscada — e perdeu. Ela poderia ter desistido, mas escolheu continuar. Hoje, João valoriza a prudência de sua esposa e consulta-a em cada decisão importante.
Diferenças nos desafiam, mas também nos moldam. Casais proativos e passivos. Rápidos e lentos. Racionais e emocionais. Quando reconhecemos as virtudes escondidas nos “defeitos” do outro, a convivência se transforma. Deus nos uniu com propósitos eternos — e Ele sabe exatamente o que está fazendo.
Ao olhar para seu cônjuge hoje, peça a Deus uma nova visão. O que parece fraqueza pode ser, na verdade, a força que falta em você.
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