O homem que recebeu uma pedrada na cabeça de uma mulher - Abimeleque

ABIMELEQUE - Juízes 09-10
A obsessão é um perigo! Você conhece alguém que é obsessivo demais? Veja como o dicionário define essa palavra: “Obsessão: impertinência excessiva; preocupação constante; perseguição insistente.”
 
O pior é quando o obsessivo é possessivo. Porque o possessivo, segundo esse dicionário “é alguém que é obcecado pelo desejo de posse, de alguma coisa.” Então imagina uma pessoa que, impertinente e excessivamente, é um perseguidor obcecado, insistindo em se apossar de algo.
 
Na leitura bíblica de hoje, existe alguém que tinha o caráter desse jeito. Para entendê-lo, quero lembrar de um caso que aconteceu em janeiro de 2006, da estagiária que confessou ter planejado a morte de duas colegas só para conseguir uma vaga de emprego em uma indústria de derivados de petróleo em Cubatão, São Paulo.

Segundo a GloboNews, a própria estagiária confessou que contratou um pistoleiro de aluguel para cometer os assassinatos. Uma das vítimas conseguiu sobreviver, mas ficou gravemente ferida. A outra foi assassinada com cinco tiros na porta da própria casa, em Santos.
 
Por que tudo isso? A jovem disse que queria um emprego na empresa. Então, como não havia mais vagas, decidiu planejar o assassinato. Ela também afirmou que queria a vaga para ficar perto de um outro funcionário que era o amante dela.

Dessa forma, chegou a esse extremo e depois disso, passou a pagar muito caro pelo que fez, envolvendo outras pessoas: dois suspeitos de participação nos crimes que também foram presos.
 
Pense até que ponto a pessoa chega quando é possessiva e se deixa dominar pela obsessão. Matou, levou outros a serem criminosos também, tirou a felicidade de duas famílias, causou uma enorme vergonha para muita gente e se transformou em mais um presidiário que custa caro para os bolsos públicos. O pior de tudo é que não conseguiu nada do que queria. Desgraçadamente, deixou de viver.

A obsessão e a possessividade tem um preço muito alto. O personagem da leitura de hoje era assim. Seu nome era Abimeleque.
 
Depois da morte de Gideão, vemos no capítulo 9 que o filho que ele tivera com uma concubina em Siquém, Abimeleque (Pai-rei), reuniu o povo de sua mãe em Siquém e procurou convencê-los a fazê-lo seu rei. Em sua ambição, ele esqueceu-se de que seu pai havia recusado ser rei, dizendo sabiamente "o SENHOR vos dominará" (Juizes 8:23). Para eliminar a concorrência dos seus irmãos, contratou um bando de homens, invadiu a casa do seu pai em Ofra e matou todos os seus setenta filhos fora o mais novo, Jotão, que conseguiu se esconder.
 
Em seguida, a cidade de Siquém proclamou Abimeleque rei.
 
Jotão subiu numa encosta do monte Gerizim, defronte da cidade, de onde todos os moradores podiam ouvi-lo, e gritou-lhes uma parábola. Nela as árvores representavam os setenta filhos de Gideão e o espinheiro, Abimeleque. A lição era que uma pessoa produtiva não iria deixar de fazer o que era útil para o bem de todos, a fim de assumir liderança política. Uma pessoa sem valor aceitaria a honra com prazer, mas destruiria o povo que governasse. Como o espinheiro, Abimeleque não podia oferecer segurança ou proteção a Israel. Abimeleque e a cidade de Siquém, que o proclamara rei, iriam se destruir mutuamente.
 
O que Jotão havia prenunciado veio a suceder três anos depois - decerto três longos anos de espera para ele! Em Sua misericórdia Deus muitas vezes nos dá tempo para nos arrependermos do mal e nos voltarmos para Ele. Mas Jotão confiava na justiça de Deus, e não procurou vingar-se a si próprio. Abimeleque destruiu os habitantes de Siquém, porque haviam se revoltado contra ele, mas ao atacar a cidade próxima de Tebes teve seu crânio quebrado por uma pedra de moinho lançado por uma mulher do alto de uma torre e, a seu pedido, seu escudeiro matou-o com uma espada.
 
Hesitamos em incluir Abimeleque entre os juizes: dominou sobre Israel três anos (capítulo 9:22), mas era um déspota malvado e cruel. É uma ilustração de que "o Altíssimo tem domínio sobre o reino dos homens; e o dá a quem quer ..." (Daniel 4:17). "O povo tem o governo que merece", diz o ditado popular. Os cidadãos de Siquém escolheram como rei Abimeleque, o assassino de seus irmãos, e tiveram que sofrer as conseqüências da sua péssima escolha.
 
 
Quando fazemos um mal muito grande, ele se vira contra nós mesmos. É como está escrito em Romanos 1:28-29: “Além do mais, visto que desprezaram o conhecimento de Deus, ele os entregou a uma disposição mental reprovável, para praticarem o que não deviam. Tornaram-se cheios de toda sorte de injustiça, maldade, ganância e depravação. Estão cheios de inveja, homicídio...”
 
 Abimeleque começou sua carreira matando os outros para se apossar do que queria e, no fim, literalmente, “tomou na cabeça”: morreu com o crânio rachado com uma pedrada que foi jogada por uma mulher.
 
Parábola de Jotão
 
Abimeleque foi fruto de uma relação proibida, não abençoada. Sofreu as consequências das atitudes erradas de seu pai. Foi rejeitado e em seu coração se desenvolveu a semente da inveja e da ambição desmedida. Tornou-se uma pessoa fria, mesquinha e má.  Por isso foi considerada, de acordo com a parábola narrada por Jotão, seu irmão mais moço - único sobrevivente da chacina  contra a vida de seus irmãos, como um espinheiro.
 
 
Dessa história se pode extrair grandes ensinamentos. Analisando sob a ótica psicológica, a parábola de Jotão nos possibilita um entendimento de que, assim como o fruto é resultado das peculiaridades da árvore da qual procede e que não há como ser diferente, assim também, no  tocante a condição humana, cada um produz conforme a motivação que há em seu coração e estas motivações são decorrentes das experiências humanas que vão ao longo de uma existência inteira dando um formato a cada indivíduo.

 
Quando Jotão se referiu a seu irmão Abimeleque como espinheiro, estava comparando-o a uma árvore que não produz frutos bons, mas que ao contrário, oferecia perigo aos que se achegassem a ele.  E isso ficou claro pelo que fizera a seus irmãos. Com isso ele tentava alertar o povo quanto ao erro que haviam cometido colocando-o como rei, na expectativa de que cumprisse com as promessas de campanha política que fizera para conseguir o apoio necessário para chegar onde pretendia e que de fato conseguiu.  Três anos de governo foram o suficiente para o povo percebesse o erro que haviam cometido. Que atitude se poderia esperar de alguém sem o menor escrúpulo, disposto a qualquer coisa para obter vantagens? Nenhum compromisso, certamente tinha senão consigo mesmo. Essa é a motivação, infelizmente, de muitos que estão ávidos pelo poder. Sejamos prudentes, amém queridos!

http://cursobiblicoinfantil.blogspot.com.br/2012/09/abimeleque-ambicao-sem-limites.html
http://www.bible-facts.info/comentarios/vt/juizes/TolaeJair.htm
http://www.nasaladopastor.com/2012/03/abimeleque-juizes-09-10.html

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