Estamos tratando a Bíblia Como uma Rocha?
Você se lembra da passagem de Êxodo 17:6? Moisés, diante da sede do povo, feriu a rocha conforme Deus ordenou, e dela saiu água. No entanto, em Números 20:8-12, em um momento de frustração, ele desobedeceu e golpeou a rocha novamente, em vez de apenas falar a ela. Por isso, Deus não permitiu que ele entrasse na Terra Prometida, apenas a contemplasse de longe.
Muitas vezes, tratamos a Bíblia como essa rocha.
Em vez de buscarmos direção com humildade, tentamos extrair respostas à força. Quando agimos assim, apenas vislumbramos a Terra Prometida, mas não a vivenciamos. Isso acontece quando abrimos a Escritura buscando justificativas para nossas próprias decisões, em vez de permitir que ela nos transforme.
Quantas vezes procuramos na Bíblia respostas rápidas, como se fosse um manual de solução instantânea? Quando enfrentamos um problema financeiro, buscamos apenas versículos sobre prosperidade, sem considerar os princípios de administração e contentamento. Quando nos sentimos inseguros, lemos passagens sobre vitória, mas ignoramos os ensinamentos sobre paciência e dependência de Deus.
Essa mesma atitude se reflete em nossas orações. Assim como Moisés, que deveria ter confiado na palavra de Deus, mas escolheu agir por conta própria, muitas vezes buscamos respostas imediatas, sem esperar pelo tempo de Deus. Oramos pedindo direção, mas, quando não ouvimos o que queremos, tomamos decisões precipitadas.
No dia a dia, isso se manifesta em relações interpessoais. Podemos buscar versículos que justifiquem nossa raiva contra alguém, esquecendo que a Palavra também nos ensina sobre perdoar e amar nossos inimigos. Da mesma forma, podemos querer respostas rápidas sobre nosso futuro, mas ignoramos o chamado para viver pela fé e confiar na providência divina.
A grande diferença entre olhar para a Terra Prometida e entrar nela está na forma como lidamos com a Palavra de Deus. Se a tratamos apenas como uma ferramenta para validar nossas vontades, podemos até ver de longe as promessas, mas não experimentaremos sua plenitude.
Que possamos aprender a nos aproximar da Escritura com coração ensinável, prontos para ouvir e obedecer, confiando que Deus nos guiará da maneira e no tempo certos.
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