Postagens

Mostrando postagens com o rótulo gênesis 4

Caim: religioso, não ateu: O pecado “à porta” e a psicologia moral de Gênesis 4

Imagem
Entre os relatos mais conhecidos — e, ao mesmo tempo, mais simplificados — de Gênesis está a história de Caim e Abel. Costuma-se resumir o episódio como um conflito entre um homem mau e outro bom, ou como a rejeição de um sacrifício “errado”. No entanto, a leitura exegética clássica revela algo bem mais profundo: Caim não é um incrédulo; ele é religioso . E é justamente isso que torna o texto tão perturbador. Na análise cuidadosa apresentada em Gênesis: Introdução e Comentário , Gênesis 4 se destaca por oferecer uma das descrições mais antigas e sofisticadas da dinâmica interna do pecado — uma verdadeira psicologia moral, rara na literatura antiga. Caim adora — e isso muda tudo O texto afirma que Caim trouxe uma oferta ao Senhor. Não há indício de idolatria, ateísmo ou desprezo explícito por Deus. Ele cultua. Ele se aproxima. Ele oferece. Esse detalhe é crucial. O problema não está na existência do culto, mas na qualidade da obediência . Abel oferece “das primícias”, enquanto Caim ofe...