Fé que con fessa, Fé que se vive
Existe uma diferença silenciosa — e muitas vezes dolorosa — entre a fé que confessamos com palavras e a fé que realmente vivemos no cotidiano. Sabemos dizer o que cremos, repetimos verdades bíblicas com clareza e afirmamos confiar em Deus. No entanto, quando a vida pressiona, nem sempre nossas escolhas revelam essa mesma confiança. A fé professada habita o discurso. A fé vivida se manifesta nas decisões. É possível afirmar que Deus é soberano e, ainda assim, viver controlando tudo por medo. É possível dizer que confiamos em Sua provisão e, ao mesmo tempo, agir movidos por ansiedade constante. Essa distância não nasce da falta de informação, mas de um coração que ainda não aprendeu a descansar plenamente em Deus. Com o passar do tempo, especialmente ao envelhecer, essa tensão se torna mais evidente. As forças diminuem, as certezas humanas enfraquecem e já não conseguimos sustentar uma fé apenas intelectual. A vida exige coerência. Aquilo que não foi integrado ao coração começa a...