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Resenha do livro de Hernandes Dias Lopes - O Grande Eu Sou – As 7 Poderosas Declarações de Jesus sobre Si Mesmo

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Autor: Hernandes Dias Lopes Editora: Hagnos Autoria: Hernandes Dias Lopes (pastor presbiteriano, teólogo reformado, escritor e expositor bíblico) Visão geral da obra O Grande Eu Sou é uma obra de caráter expositivo e pastoral , centrada nas sete declarações “Eu sou” de Jesus registradas no Evangelho de João. O autor conduz o leitor a compreender que essas afirmações não são metáforas soltas, mas declarações messiânicas profundamente enraizadas no Antigo Testamento , especialmente na revelação do nome divino em Êxodo 3:14. Hernandes Dias Lopes escreve com fidelidade às Escrituras, clareza teológica e aplicação prática, mantendo-se firmemente na tradição cristã histórica. Tema central O livro demonstra que, ao dizer “Eu sou”, Jesus: Se identifica com o YHWH do Antigo Testamento Revela Sua divindade , autoridade e missão redentora Se apresenta como suficiente para as necessidades espirituais mais profundas do ser humano Principais pontos abordados O autor expõe, ca...

O Grande “EU SOU”: quando Deus Se revela em Cristo

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Há declarações nas Escrituras que não admitem superficialidade. Elas exigem reverência, silêncio interior e disposição para ouvir como os antigos ouviam. Entre essas declarações estão as palavras de Jesus registradas no Evangelho de João: “Eu sou” . Não são frases comuns, nem simples figuras de linguagem. São afirmações que ecoam a revelação mais sagrada do Antigo Testamento e colocam Jesus no centro da identidade divina. Quando Deus Se revela a Moisés no deserto e diz: “EU SOU O QUE SOU” (Êxodo 3:14), Ele afirma Sua eternidade, autoexistência e soberania. Séculos depois, Jesus assume essa mesma linguagem. Para um judeu do primeiro século, isso não passava despercebido. Ao dizer “Eu sou”, Jesus não apenas ensina — Ele Se revela . Ao afirmar “Eu sou o pão da vida” , Jesus se apresenta como a resposta definitiva à fome da alma. Assim como o maná sustentou Israel no deserto, Ele sustenta o homem em sua peregrinação espiritual. Não se trata de prosperidade material, mas de vida que vem do...

Resenha Livro: the Son of Man

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  Autor: C. W. Johnson Ano de publicação (original): 1999 Idioma original: Inglês Edição em português: Não há registro de publicação oficial em português no Brasil até o momento Introdução The Son of Man é uma obra teológica concentrada em um dos títulos cristológicos mais densos e, ao mesmo tempo, mais frequentemente mal compreendidos das Escrituras: “o Filho do Homem”. C. W. Johnson conduz o leitor por uma investigação bíblica cuidadosa, mostrando que essa expressão não é apenas uma referência à humanidade de Jesus, mas um título carregado de significado escatológico, messiânico e profundamente enraizado no Antigo Testamento, especialmente no livro de Daniel. Estrutura e número de capítulos O livro é organizado em capítulos temáticos (o número varia conforme a edição), estruturados de forma progressiva. Os capítulos iniciais exploram o uso do termo “Filho do Homem” no Antigo Testamento , com atenção especial a Daniel 7. Em seguida, Johnson analisa o emprego do...

O Filho do Homem: A Identidade que Sustenta a Fé

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Poucos títulos atribuídos a Jesus carregam tanta densidade bíblica quanto “Filho do Homem”. À primeira vista, a expressão pode soar simples, quase modesta. No entanto, quando observada à luz das Escrituras, ela revela uma identidade profundamente enraizada na revelação divina, na história de Israel e na esperança escatológica. Não se trata apenas de uma afirmação da humanidade de Cristo, mas de uma declaração teológica carregada de autoridade, missão e destino. O título nasce no solo do Antigo Testamento, especialmente nas visões proféticas que falam de um personagem que recebe domínio, glória e reino da parte de Deus. Ao assumir esse título para Si, Jesus não apenas se identifica com a condição humana, mas se apresenta como aquele que carrega sobre Si o peso da história, do juízo e da redenção. O Filho do Homem é aquele que caminha entre os homens, sofre com eles, mas também aquele que vem com autoridade divina. Nos Evangelhos, o uso desse título revela uma tensão intencional. Jesus...

O Filho do Homem: identidade, autoridade e esperança

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 Entre os muitos títulos atribuídos a Jesus, poucos são tão densos e, ao mesmo tempo, tão discretos quanto “Filho do Homem” . Longe de ser uma simples referência à humanidade, essa expressão carrega um peso teológico profundo, enraizado nas Escrituras de Israel e carregado de esperança escatológica. Ao utilizá-la para falar de si mesmo, Jesus escolhe um caminho que revela e oculta, confronta e convida. Nas tradições veterotestamentárias, especialmente nas visões proféticas, o “Filho do Homem” aparece como figura representativa do povo santo, mas também como alguém investido de autoridade divina. Trata-se de uma imagem que une céu e terra, sofrimento e exaltação. Essa tensão é fundamental para compreender a identidade e a missão de Jesus. Nos Evangelhos, o título surge em contextos decisivos. Ele é usado quando Jesus fala de sua autoridade para perdoar pecados, de seu caminho de sofrimento e de sua futura vindicação. Não é um título imposto por outros; é a forma escolhida por Jesu...

Jesus como Senhor: o coração da fé apostólica

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  Há verdades que não nascem de sistemas filosóficos, mas de encontros transformadores. A fé cristã primitiva não surgiu de abstrações, mas da convicção inabalável de que Deus havia agido decisivamente na história por meio de Jesus. No centro dessa fé estava uma confissão simples, porém radical: Jesus é Senhor . Essa afirmação não era apenas devocional. No mundo antigo, “senhorio” significava autoridade, governo, pertencimento e lealdade. Declarar Jesus como Senhor era reposicionar toda a existência — espiritual, ética e comunitária — sob o domínio daquele que venceu a morte. Essa confissão brota do solo do monoteísmo judaico, não como ruptura, mas como cumprimento. O Deus único de Israel agora se revela de forma plena na pessoa do Filho. A fé apostólica compreende Jesus não apenas como mestre ou profeta, mas como aquele que participa da identidade divina. Ele não é um intermediário distante, mas o agente por meio do qual Deus cria, redime e sustenta todas as coisas. A linguagem...