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Mostrando postagens de janeiro 6, 2026

Implorando Perdão do Islamismo? Fé, Política e Verdade Histórica

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  Em determinados momentos da história recente, líderes religiosos e políticos têm defendido gestos públicos de pedido de perdão ao islamismo em nome do cristianismo, muitas vezes motivados por episódios históricos de conflito, como as Cruzadas ou tensões entre o Ocidente e o mundo islâmico. Essa prática levanta uma questão delicada e necessária: até que ponto tais pedidos refletem arrependimento legítimo, e quando se tornam concessões políticas que confundem fé, história e responsabilidade espiritual? A Bíblia ensina claramente que o arrependimento é pessoal e moral, não ideológico. Ele está sempre ligado à confissão de pecados reais, cometidos por indivíduos ou comunidades específicas, e acompanhado de mudança de atitude. O arrependimento bíblico nunca é genérico, simbólico ou usado como ferramenta diplomática. Quando se perde esse princípio, corre-se o risco de transformar um conceito espiritual profundo em um gesto vazio. Historicamente, é verdade que houve períodos em que a ...

Queremos o Deus do Poder, mas Negamos o Deus da Fornalha?

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  Há perguntas que não surgem da curiosidade, mas da dor. Esta é uma delas. Ela brota quando percebemos que nosso coração, tão facilmente enganado, deseja apenas o lado confortável da fé — e rejeita o lado que nos molda. Vivemos um tempo em que muitos querem o Deus que abre portas, mas não o Deus que permite o vale. Queremos o Deus que dá livramentos espetaculares, mas não o Deus que nos leva à fornalha da provação a fim de purificar o que precisa morrer em nós. Essa busca seletiva revela um problema antigo: criamos um Deus à nossa medida. Um Deus para resolver, não para reger. Um Deus para nos tirar de situações difíceis, não para caminhar conosco dentro delas. 1. A fé bíblica nunca prometeu isenção da fornalha Quando abrimos as páginas da Escritura, não encontramos um povo que foi poupado da dor, mas um povo sustentado na dor. Abraão enfrentou o monte Moriá. José enfrentou a masmorra. Daniel enfrentou a cova. Elias enfrentou o deserto. Paulo enfrentou o espinho. Nenhum de...

Como houve luz se o sol ainda não havia sido criado?

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A pergunta permanece tão viva hoje quanto no primeiro versículo: como poderia haver luz antes do sol? A resposta bíblica não é científica no sentido moderno, mas ontológica e teológica . Gênesis não começa explicando mecanismos; começa revelando ordem, sentido e origem . Quando o texto hebraico afirma: “וַיֹּאמֶר אֱלֹהִים יְהִי אוֹר וַיְהִי־אוֹר” — “E Deus disse: haja luz, e houve luz” (Gn 1:3), a palavra usada é אוֹר (’ôr) . Não é uma luz derivada, refletida ou instrumental. É luz em si , não dependente de astros. No pensamento hebraico, ’ôr está associada à manifestação da vida , à revelação do que estava oculto, à possibilidade de percepção. Não é apenas algo que ilumina objetos; é aquilo que torna a realidade habitável . Em contraste, a escuridão inicial é chamada חֹשֶׁךְ (ḥōshekh) — não o mal, mas a ausência de forma, direção e distinção . Antes da criação, não havia conflito entre bem e mal; havia indistinção . Por isso, o texto diz que Deus “separou” a luz das trevas. O ve...

O Espírito Santo e a Escritura: Revelação, Inspiração e Iluminação

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A fé cristã sempre confessou que a Bíblia não é um livro comum. Ela procede de Deus, aponta para Cristo e foi comunicada por meio da ação pessoal e intencional do Espírito Santo. Quando se perde essa convicção, a Escritura é reduzida a literatura religiosa; quando ela é preservada, a Palavra permanece viva, autoritativa e transformadora. O ensino do apóstolo Paulo em 1 Coríntios 2 nos oferece uma estrutura segura e profunda para compreender como o Espírito Santo atua na origem, na transmissão e na compreensão da verdade divina. O Espírito Santo como Pessoa que Revela Antes de tudo, é necessário afirmar algo essencial: o Espírito Santo não é uma força impessoal, nem uma energia abstrata. Ele é uma Pessoa divina, que conhece, sonda, decide e comunica. Paulo afirma que “o Espírito tudo perscruta, até mesmo as profundezas de Deus”. Isso significa que somente o Espírito conhece plenamente os desígnios eternos do Pai. Aquilo que estava oculto no coração de Deus não poderia ser al...