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Mostrando postagens de dezembro 31, 2025

Entre os desejos sexuais e o Senhorio de Deus

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Poucos temas exigem tanta honestidade quanto este. Os desejos sexuais tocam áreas profundas da identidade humana, envolvendo corpo, emoções, memória e imaginação. Ignorá-los não os enfraquece; absolutizá-los, porém, os transforma em senhores. A fé cristã sempre afirmou que o problema não está na existência dos desejos, mas em quem governa a vida quando eles falam mais alto . Vivemos numa cultura que associa liberdade à ausência de limites. Nesse contexto, qualquer chamado ao domínio próprio soa como repressão. A Escritura, contudo, apresenta uma visão diferente: liberdade verdadeira não é seguir todo impulso, mas viver sob o senhorio de Deus. Quando Deus governa, os desejos encontram lugar, direção e propósito. Quando Ele é removido do centro, os desejos passam a ocupar um trono que não lhes pertence. O coração humano é um campo de disputas. Não existem áreas neutras. Aquilo que não é conscientemente submetido a Deus acaba sendo governado por outra força. Muitos conflitos na área se...

Quando o Pastor Também Precisa Ser Pastoreado

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  O ministério pastoral carrega um paradoxo silencioso: quem cuida de muitos, muitas vezes não é cuidado por ninguém. A expectativa constante de firmeza, disponibilidade e maturidade espiritual cria, ao longo do tempo, um isolamento disfarçado de zelo. O pastor aprende a ouvir dores, aconselhar crises e sustentar outros, mas nem sempre encontra espaço seguro para reconhecer as próprias fragilidades. A vocação pastoral não elimina a humanidade. Pelo contrário, ela a expõe. O pastor continua sendo um homem ou uma mulher sujeito ao cansaço, à tentação, à frustração e ao desânimo. Quando essa realidade é ignorada, cria-se um terreno perigoso onde o esgotamento espiritual se confunde com fidelidade, e o silêncio interior é interpretado como força. A Escritura nunca apresentou o pastor como alguém autossuficiente. O chamado pastoral nasce da dependência de Deus e se sustenta nela. Pastores que deixam de ser pastoreados correm o risco de transformar o ministério em função, e não em voca...

Viva Como Quem Já Ressuscitou

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Há uma tentação persistente na vida cristã: tratar a ressurreição como um evento do passado ou uma promessa distante, reservada para o fim dos tempos. Quando isso acontece, a fé perde chão no cotidiano. A ressurreição, porém, não foi dada apenas para ser celebrada; foi dada para ser vivida . Ela inaugura um modo novo de existir aqui e agora. Viver como quem já ressuscitou significa resistir aos atalhos religiosos que prometem resultados rápidos sem transformação profunda. A fé cristã não é fuga da realidade, mas compromisso com ela. A ressurreição não nos retira do mundo; ela nos envia de volta a ele com um coração renovado, um ritmo diferente e uma esperança que não depende de circunstâncias favoráveis. O cotidiano é o lugar onde a ressurreição se torna visível. Não nos grandes gestos, mas na fidelidade silenciosa; não na pressa, mas na perseverança; não no espetáculo, mas na obediência comum. Viver ressuscitadamente é aprender a permanecer quando seria mais fácil desistir, a amar q...

Palavras que Revelam o Deus Vivo

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Vivemos numa época de excesso de palavras e escassez de reverência. Fala-se muito sobre Deus, mas nem sempre se fala a partir de Deus . Conceitos, slogans religiosos e frases de efeito circulam com facilidade, enquanto o conhecimento profundo do Deus vivo se torna cada vez mais raro. Este é um dos grandes desafios da fé cristã contemporânea: distinguir entre falar sobre Deus e realmente conhecê-Lo . Na tradição cristã histórica, as palavras nunca foram vistas como meros instrumentos de comunicação, mas como meios de revelação. Deus Se dá a conhecer por meio de palavras cuidadosamente escolhidas, carregadas de sentido, peso e santidade. Cada atributo revelado — santidade, fidelidade, justiça, graça, soberania — não é um adjetivo abstrato, mas uma janela para o caráter do próprio Deus. Tratar essas palavras com superficialidade é reduzir o próprio Deus. Conhecer Deus exige precisão reverente. Não porque possamos dominá-Lo intelectualmente, mas porque Ele decidiu Se revelar de maneira ...