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Resenha da obra de Lichale Horton: Bom demais para ser verdade

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 HORTON, Michael. Bom demais para ser verdade: encontrando esperança num mundo de ilusões . São Paulo: Vida Nova, 2010. Nesta obra, Michael Horton examina criticamente o cenário religioso contemporâneo marcado pelo pragmatismo, pelo moralismo terapêutico e pela centralidade do indivíduo. O autor argumenta que grande parte do cristianismo moderno abandonou o evangelho histórico em favor de mensagens utilitaristas, centradas na autoajuda, no sucesso pessoal e na experiência subjetiva. Horton estrutura sua análise demonstrando como a cultura pós-moderna moldou a teologia popular, substituindo categorias bíblicas como pecado, graça, arrependimento e redenção por discursos de autoestima, prosperidade e bem-estar emocional. Para o autor, essa distorção resulta em um “evangelho” que parece atraente, mas que carece do conteúdo redentor da fé cristã histórica. O eixo central da obra é a defesa do evangelho como boa notícia objetiva: a obra consumada de Cristo em favor de pecadores incapa...

O Evangelho Além das Ilusões: Redescobrindo a Boa Notícia que Sustenta a Fé

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  Ao longo das gerações, o evangelho foi proclamado como a mensagem central da fé cristã. Ele não surgiu como uma proposta motivacional nem como um recurso para tornar a vida mais confortável. Desde o início, foi anunciado como uma notícia — não uma técnica, não um método, não um programa de aperfeiçoamento humano. O evangelho sempre tratou de Deus, de sua ação soberana na história e de sua graça oferecida a pessoas incapazes de salvar a si mesmas. Entretanto, em muitos contextos contemporâneos, essa mensagem tem sido gradualmente substituída por discursos que prometem soluções rápidas, sucesso pessoal e bem-estar emocional. O evangelho, assim, passa a ser avaliado não por sua fidelidade, mas por sua utilidade. Quando isso acontece, ele deixa de confrontar e passa apenas a confortar; deixa de transformar e passa a entreter. A fé cristã histórica sempre reconheceu que a boa notícia só é realmente boa quando entendemos a gravidade da condição humana. A Escritura nunca minimizou o pro...

Isaías 53 e o Messias de Israel: O Servo Sofredor Prometido

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Poucos textos das Escrituras são tão profundos, desafiadores e reveladores quanto Isaías 53. Esse capítulo ocupa um lugar central na teologia bíblica porque apresenta, com impressionante clareza, a figura do Messias como Servo Sofredor. Diferente das expectativas políticas ou triunfalistas comuns ao longo da história, Isaías descreve um Messias que não conquista por força, mas pela entrega; não vence pela espada, mas pelo sofrimento. O contexto do livro de Isaías é marcado por crise espiritual, infidelidade nacional e juízo iminente. Ainda assim, em meio às advertências, o profeta anuncia esperança. Isaías 53 não surge isolado, mas como o ápice dos chamados “Cânticos do Servo”, nos quais Deus revela Seu plano redentor de forma progressiva. O Servo não é apenas um representante de Israel, mas alguém que age em favor de Israel e das nações. Logo nos primeiros versículos, o texto quebra expectativas humanas. O Servo não possui aparência atraente, nem imponência exterior. Ele cresce como “...