Quando o futuro não nos pertence
Na Epístola de Tiago , o autor traz a fé para o chão da vida diária. Um dos pontos mais sensíveis desse confronto é o modo como planejamos . Tiago não condena organização, trabalho ou projetos; ele confronta a presunção — a tentativa de conduzir o amanhã como se Deus fosse dispensável. O ensino é antigo, mas extremamente atual: planejar sem referência ao Senhor revela uma fé desconectada da realidade espiritual. A cena cotidiana que revela o coração Tiago descreve pessoas que dizem: “Hoje ou amanhã iremos a tal cidade, lá passaremos um ano, negociaremos e teremos lucros” (Tg 4.13, ARA ). Nada parece errado. Tudo soa responsável, produtivo e estratégico. O problema não está no planejamento, mas na ausência de Deus do discurso e do coração. O amanhã é tratado como garantido; o tempo, como propriedade humana. A parábola do vapor: lucidez espiritual Para corrigir a presunção, Tiago oferece uma imagem breve e poderosa: “Sois apenas como neblina que aparece por instante ...