Por Que Faço o Que Não Quero Fazer
Poucas perguntas são tão honestas — e tão desconfortáveis — quanto esta: por que faço exatamente aquilo que eu mesmo rejeito? Não se trata de falta de informação, nem de ausência de valores. Muitas vezes sabemos o que é certo, desejamos o que é bom, mas agimos contra a própria consciência. Esse conflito interno revela uma verdade incômoda: querer não é o mesmo que governar. A fé cristã nunca romantizou o ser humano. A Escritura descreve com clareza essa divisão interior: mente que concorda com o bem, vontade enfraquecida, desejos desalinhados. O problema não é apenas comportamento; é governo. Algo dentro de nós insiste em ocupar o trono que deveria pertencer a Deus. Vivemos em uma cultura que normaliza o descontrole, chama fraqueza de identidade e trata vício como destino. O evangelho confronta tudo isso. Ele não nega o conflito, mas também não o aceita como sentença final. Há uma luta real dentro de nós, e ignorá-la não produz libertação — apenas repetição. Fazer o que não se quer...