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Mostrando postagens de janeiro 5, 2026

Estudar a Bíblia Salva?

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 Os judeus contemporâneos de Jesus Cristo enfrentaram um paradoxo profundo e, ao mesmo tempo, solene. Eram homens e mulheres profundamente comprometidos com o estudo das Escrituras. Não se pode negar seu zelo. Dedicavam-se com disciplina, reverência e rigor ao Antigo Testamento. Como o próprio Jesus reconheceu, eles “examinavam cuidadosamente as Escrituras” (cf. Jo 5.39). E, de fato, examinavam. Esse estudo não era superficial. Passavam horas analisando minúcias do texto sagrado, contando palavras, letras, repetições e estruturas. Sabiam que a eles haviam sido confiados “os oráculos de Deus” (Rm 3.2). Havia ali um profundo senso de responsabilidade espiritual e histórica. Nada disso é desprezível. Pelo contrário, trata-se de um legado de zelo que atravessou séculos e preservou fielmente o texto bíblico. O problema, porém, não estava no estudo em si, mas na expectativa depositada nele. De alguma forma, muitos passaram a acreditar que o acúmulo de conhecimento bíblico detalhado lh...

Relacionamento que Define a Unção

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Distância, proximidade e nossos líderes espirituais A relação entre Elias e Eliseu   lança luz sobre a forma como nos relacionamos com nossos líderes espirituais . A Escritura mostra que não basta reconhecer autoridade, ouvir bons ensinos ou estar inserido em um ambiente espiritual saudável. Há uma diferença profunda entre respeitar um líder e caminhar com ele . Os filhos dos profetas reconheciam Elias como referência espiritual. Sabiam discernir o que Deus estava prestes a fazer, honravam o profeta e faziam parte do mesmo movimento espiritual. Ainda assim, mantinham certa distância. Eles não atravessam o Jordão, não acompanham o profeta até o fim, não compartilham o peso final do caminho. Permanecem como observadores atentos, porém protegidos. É uma postura comum: admiração sem convivência, respeito sem proximidade, escuta sem partilha. Eliseu escolhe outra forma de relacionamento. Ele não apenas aprende com Elias; ele serve , acompanha , observa o cotidiano , os silêncios, as d...

Inquisição Portuguesa no Brasil

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A atuação da Inquisição Portuguesa no Brasil ocorreu principalmente entre os séculos XVI e XVIII , período em que Portugal mantinha forte controle religioso sobre suas colônias. Embora o Brasil nunca tenha tido um tribunal inquisitorial permanente, a Inquisição esteve presente por meio das chamadas Visitações do Santo Ofício , enviadas diretamente de Lisboa. Essas visitas tinham como objetivo investigar, julgar e punir práticas consideradas heréticas ou contrárias à fé católica oficial. O tribunal da Inquisição Portuguesa foi formalmente instituído em 1536 , com autorização papal, e permaneceu ativo até 1821 . No contexto brasileiro, sua atuação foi mais intensa entre 1591 e 1763 , especialmente nas regiões da Bahia, Pernambuco, Rio de Janeiro e Minas Gerais. O foco principal das investigações recaía sobre os cristãos-novos — judeus convertidos ao cristianismo, muitos deles de forma forçada, que eram suspeitos de manter práticas judaicas em segredo. Entre os nomes ligados à Inquisição...