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Quando o Pastor Também Precisa Ser Pastoreado

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  O ministério pastoral carrega um paradoxo silencioso: quem cuida de muitos, muitas vezes não é cuidado por ninguém. A expectativa constante de firmeza, disponibilidade e maturidade espiritual cria, ao longo do tempo, um isolamento disfarçado de zelo. O pastor aprende a ouvir dores, aconselhar crises e sustentar outros, mas nem sempre encontra espaço seguro para reconhecer as próprias fragilidades. A vocação pastoral não elimina a humanidade. Pelo contrário, ela a expõe. O pastor continua sendo um homem ou uma mulher sujeito ao cansaço, à tentação, à frustração e ao desânimo. Quando essa realidade é ignorada, cria-se um terreno perigoso onde o esgotamento espiritual se confunde com fidelidade, e o silêncio interior é interpretado como força. A Escritura nunca apresentou o pastor como alguém autossuficiente. O chamado pastoral nasce da dependência de Deus e se sustenta nela. Pastores que deixam de ser pastoreados correm o risco de transformar o ministério em função, e não em voca...