Pecados cotidianos
A espiritualidade do nosso tempo sofre de uma fratura silenciosa: aprendemos a conviver com um coração dividido sem mais nos incomodarmos com isso . O que antes era chamado de pecado hoje é tratado como fraqueza humana aceitável. O que antes gerava arrependimento agora recebe justificativas emocionais, culturais e até espirituais. O problema não é a queda ocasional — o problema é a acomodação consciente . Vivemos uma fé fragmentada. Um lado do coração se volta para Deus, ora, canta, frequenta cultos e fala a linguagem correta. O outro lado continua governado por desejos antigos: busca incessante por prazer, conforto, validação e controle. Essa divisão não é neutra. Na Escritura, um coração dividido nunca é apresentado como estágio de maturidade, mas como sinal de infidelidade . O cotidiano revela mais sobre nossa espiritualidade do que nossos discursos. Nossas escolhas repetidas, nossos hábitos escondidos, nossas concessões silenciosas denunciam quem realmente governa. O problem...