Quando a Felicidade Não é o Alvo, Mas o Fruto
A Bíblia nunca ordena que busquemos felicidade, mas ordena que busquemos a Deus. Curiosamente, quando Deus ocupa o centro, a alegria aparece como fruto, não como objetivo. O apóstolo Paulo inclui a alegria na lista do fruto do Espírito, não como meta humana, mas como resultado da ação divina. O cristianismo rejeita a lógica utilitarista da vida. Amar a Deus não é útil; é essencial. Servir ao próximo nem sempre traz retorno visível. Ainda assim, é nesse caminho que a vida encontra significado. Quando transformamos a felicidade em finalidade suprema, acabamos frustrados. A felicidade cristã não pode ser controlada, produzida ou garantida. Ela surge em momentos inesperados, muitas vezes no meio da fidelidade silenciosa. Jesus não viveu para ser feliz, mas para cumprir a vontade do Pai. Mesmo assim, ninguém viveu com tamanha plenitude. Isso nos ensina que o sentido precede o prazer. A alegria cristã não depende de circunstâncias favoráveis. Ela pode coexistir com perdas, perseguiç...