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Unidade Cristã: Quando a Verdade Sustenta a Comunhão

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Ao longo da história da igreja, a unidade sempre foi um anseio profundo do coração cristão. Desde as palavras de Jesus em sua oração sacerdotal — “para que todos sejam um” — até os desafios enfrentados pela igreja contemporânea, a busca pela comunhão permanece central. No entanto, essa unidade nunca foi pensada como algo superficial, meramente institucional ou emocional. A unidade cristã verdadeira sempre esteve ancorada na verdade do evangelho. Nos primeiros séculos, a igreja enfrentou perseguições externas e conflitos internos. Ainda assim, manteve-se unida não por uniformidade cultural ou política, mas por uma fé comum, cuidadosamente preservada. Credos, confissões e concílios surgiram não como instrumentos de divisão, mas como salvaguardas da fé recebida “uma vez por todas”. A unidade era protegida pela clareza doutrinária, não pelo silêncio teológico. Com o passar do tempo, especialmente na modernidade, a ideia de unidade passou a ser reinterpretada. Em um mundo cansado de conf...

O Evangelho Além das Ilusões: Redescobrindo a Boa Notícia que Sustenta a Fé

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  Ao longo das gerações, o evangelho foi proclamado como a mensagem central da fé cristã. Ele não surgiu como uma proposta motivacional nem como um recurso para tornar a vida mais confortável. Desde o início, foi anunciado como uma notícia — não uma técnica, não um método, não um programa de aperfeiçoamento humano. O evangelho sempre tratou de Deus, de sua ação soberana na história e de sua graça oferecida a pessoas incapazes de salvar a si mesmas. Entretanto, em muitos contextos contemporâneos, essa mensagem tem sido gradualmente substituída por discursos que prometem soluções rápidas, sucesso pessoal e bem-estar emocional. O evangelho, assim, passa a ser avaliado não por sua fidelidade, mas por sua utilidade. Quando isso acontece, ele deixa de confrontar e passa apenas a confortar; deixa de transformar e passa a entreter. A fé cristã histórica sempre reconheceu que a boa notícia só é realmente boa quando entendemos a gravidade da condição humana. A Escritura nunca minimizou o pro...

Paixão, Aliança e Misericórdia: Deus nas Histórias da Bíblia

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 A Bíblia não trata os relacionamentos humanos de forma ingênua. Especialmente quando fala de sexualidade, desejo e vínculos conjugais, o texto sagrado recusa simplificações. Em vez de esconder fracassos, expõe conflitos, quedas morais e alianças quebradas. E, justamente nesses cenários delicados, revela algo surpreendente: Deus continua presente, falando, corrigindo e oferecendo restauração. O desejo é apresentado como força poderosa. Pode ser expressão de amor dentro da criação divina, mas também se torna destrutivo quando se afasta dos limites da aliança. As Escrituras não celebram impulsos desordenados; mostram suas consequências. Vergonha, perda, violência emocional e ruptura aparecem como alertas claros de que a sexualidade, quando dissociada da fidelidade, gera dor real. Ao mesmo tempo, a Bíblia não fecha a porta para quem caiu. Em narrativas marcadas por encontros ilícitos, traições e escolhas impulsivas, surge repetidamente o chamado ao arrependimento. A confissão sincer...

Resenha Livro de David J. Merkh: Comentário Bíblico: Lar, Família e Casamento

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Autor: David J. Merkh Ano: 2011 Editora: Hagnos Capítulos: 12 Apresentação Comentário temático que reúne textos bíblicos sobre casamento e família, articulando exegese pastoral e aplicação prática. Resumo dos Capítulos Criação e matrimônio. Aliança conjugal. Papéis familiares. Educação dos filhos. Conflitos. Perdão. Sexualidade. Liderança espiritual. Crises. Restauração. Ministério familiar. Ética bíblica. Conclusão Livro útil para formação pastoral e aconselhamento cristão, preservando fidelidade bíblica e aplicação contemporânea.

Resenha Livro Watchman Nee - Cheio de Graça e de Verdade

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  Cheio de Graça e de Verdade Autor: Watchman Nee Ano de publicação: mensagens da década de 1930 (compiladas posteriormente) Tema principal: O evangelho da graça revelado em Jesus Cristo Introdução Cheio de Graça e de Verdade reúne mensagens evangelísticas proferidas nos primeiros anos do ministério de Watchman Nee. O livro revela um pregador profundamente comprometido com o coração do evangelho, apresentando a salvação não como conquista moral, mas como expressão do amor gracioso de Deus. A obra reflete o cristianismo histórico, centrado na cruz, na graça e na verdade bíblica. Nee escreve com clareza pastoral, buscando alcançar tanto o incrédulo quanto o cristão inseguro quanto à certeza da salvação. Resumo dos capítulos Ao longo dos capítulos, o autor aborda temas centrais do evangelho: o amor de Deus, a incapacidade da moralidade humana de salvar, a necessidade da reconciliação com Deus e a certeza da vida eterna. Nee utiliza narrativas bíblicas, como a mulher samari...

Livro de Stanley M. Horton: O que a Bíblia Diz sobre o Espírito Santo

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Autor: Stanley M. Horton Ano: 1976 (ed. orig.) Editora: CPAD Capítulos: 15 Apresentação Horton oferece uma pneumatologia bíblica completa, dentro da tradição pentecostal clássica, fundamentada em extensa análise textual. Resumo dos Capítulos Espírito no AT. Espírito em Jesus. Pentecostes. Regeneração. Santificação. Batismo no Espírito. 7–11. Dons espirituais. Fruto do Espírito. Direção divina. Igreja. Escatologia. Conclusão Obra essencial para estudos pentecostais e teologia sistemática contemporânea.  

ADAR: O MÊS DA ALEGRIA REDENTORA E DA REVERSÃO DOS DECRETOS

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Depois do trabalho silencioso das raízes em Shevat, o calendário hebraico nos conduz a Adar , um mês marcado por algo profundamente bíblico e, muitas vezes, mal compreendido: a alegria espiritual que nasce da confiança na soberania de Deus . Adar não ignora as lutas, mas proclama que Deus é capaz de reverter cenários , mudar sentenças e transformar luto em júbilo. Quando é o mês de Adar no calendário gregoriano? O mês de Adar ocorre geralmente entre fevereiro e março no calendário gregoriano. Ele é o décimo segundo mês do calendário religioso hebraico (em anos comuns). Em anos bissextos do calendário judaico, existe Adar I e Adar II , sendo Purim celebrado em Adar II. O significado espiritual de Adar A tradição hebraica associa Adar a: Alegria Riso restaurado Reversão Vitória inesperada A famosa expressão rabínica diz: “Quando entra Adar, aumenta-se a alegria.” Não se trata de alegria superficial, mas da alegria que brota da certeza de que Deus governa mesm...