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Purim: o Rei invisível e os filhos de Hamã

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A festa de Purim ocupa um lugar singular na tradição judaica. Celebrada no dia 14 de Adar — que em 2026 ocorre na terça-feira, 3 de março, iniciando-se ao pôr do sol da segunda-feira — Purim recorda a reversão de um decreto de morte e a preservação do povo judeu em um tempo de exílio e vulnerabilidade. A leitura anual da Meguilá não é apenas memória histórica; é uma escola teológica construída com sobriedade, precisão e profunda reverência pelo agir de Deus na história. No centro dessa narrativa está o Livro de Ester , um texto único nas Escrituras Hebraicas. Diferente de outros livros, ele não menciona explicitamente o nome de Deus. Essa ausência não indica silêncio divino, mas revela um modo específico de governo: Deus reina de forma oculta, conduzindo os acontecimentos sem se impor visivelmente. A tradição judaica chama esse princípio de hester panim , o ocultamento do rosto. Um dos elementos mais fortes da Meguilá é o destino de Hamã e de seus dez filhos. Hamã é apr...

Purim: o Rei invisível e os filhos de Hamã

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A festa de Purim ocupa um lugar singular na tradição judaica. Celebrada no dia 14 de Adar — que em 2026 ocorre na terça-feira, 3 de março, iniciando-se ao pôr do sol da segunda-feira — Purim recorda a reversão de um decreto de morte e a preservação do povo judeu em um tempo de exílio e vulnerabilidade. A leitura anual da Meguilá não é apenas memória histórica; é uma escola teológica construída com sobriedade, precisão e profunda reverência pelo agir de Deus na história. No centro dessa narrativa está o Livro de Ester , um texto único nas Escrituras Hebraicas. Diferente de outros livros, ele não menciona explicitamente o nome de Deus. Essa ausência não indica silêncio divino, mas revela um modo específico de governo: Deus reina de forma oculta, conduzindo os acontecimentos sem se impor visivelmente. A tradição judaica chama esse princípio de hester panim , o ocultamento do rosto. Um dos elementos mais fortes da Meguilá é o destino de Hamã e de seus dez filhos. Hamã é apr...

ADAR: O MÊS DA ALEGRIA REDENTORA E DA REVERSÃO DOS DECRETOS

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Depois do trabalho silencioso das raízes em Shevat, o calendário hebraico nos conduz a Adar , um mês marcado por algo profundamente bíblico e, muitas vezes, mal compreendido: a alegria espiritual que nasce da confiança na soberania de Deus . Adar não ignora as lutas, mas proclama que Deus é capaz de reverter cenários , mudar sentenças e transformar luto em júbilo. Quando é o mês de Adar no calendário gregoriano? O mês de Adar ocorre geralmente entre fevereiro e março no calendário gregoriano. Ele é o décimo segundo mês do calendário religioso hebraico (em anos comuns). Em anos bissextos do calendário judaico, existe Adar I e Adar II , sendo Purim celebrado em Adar II. O significado espiritual de Adar A tradição hebraica associa Adar a: Alegria Riso restaurado Reversão Vitória inesperada A famosa expressão rabínica diz: “Quando entra Adar, aumenta-se a alegria.” Não se trata de alegria superficial, mas da alegria que brota da certeza de que Deus governa mesm...