SOU CRISTÃ, SOU MULHER, SOU FILHA AMADA DE DEUS

Nos últimos dias, afirmei que sou cristã e feminina, e esse simples posicionamento gerou um longo debate. Muitas pessoas acreditam que o cristianismo e o feminismo são conceitos opostos e inconciliáveis, mas essa suposição se baseia em definições distorcidas tanto da fé cristã quanto do que significa ser mulher segundo a vontade de Deus.
O mundo popularizou uma visão do feminismo que, longe de promover a dignidade da mulher, se tornou um movimento de revolta contra os princípios divinos. A imagem propagada é a de mulheres que odeiam os homens, rejeitam o casamento e a maternidade, e buscam uma autonomia absoluta, ainda que isso signifique ir contra a própria natureza feminina. Ao mesmo tempo, muitos homens acreditam que as mulheres já possuem igualdade e apenas precisam aceitar seus papéis distintos. Com essas ideias polarizadas, não é difícil entender por que tantas pessoas veem a militância feminista como algo incompatível com a fé cristã.
Por outro lado, há feministas que rejeitam o cristianismo por enxergá-lo como uma estrutura de dominação patriarcal. Essas pessoas acreditam que a fé em Cristo está presa ao passado e que sua moralidade não se aplica mais ao mundo moderno. Para elas, o cristianismo é um obstáculo à "libertação" da mulher, pois defende a família, a pureza e o compromisso.
A verdade é que tanto o rótulo de "cristã" quanto o de "feminista" carregam um peso enorme. O cristianismo já foi acusado de ser cúmplice de guerras, injustiças e opressões. O feminismo, por sua vez, é frequentemente associado ao colapso da família, à promoção do aborto, ao desrespeito aos homens e à degradação da identidade feminina.
A grande questão é: o que Deus realmente pensa sobre as mulheres?
A Bíblia nos ensina que homens e mulheres foram criados à imagem e semelhança de Deus (Gênesis 1:27) e receberam igualmente a missão de governar a criação. No plano original de Deus, não havia rivalidade ou disputa por poder, mas harmonia e cooperação. Foi o pecado que corrompeu essa ordem, resultando em abusos e distorções nos papéis de homens e mulheres.
Jesus, ao longo de seu ministério, restaurou a dignidade feminina. Ele tratou mulheres com respeito e honra, contrariando a cultura de sua época. Ele acolheu, curou, ensinou e deu voz a mulheres que eram marginalizadas. Sua atitude não reflete o feminismo militante do mundo moderno, mas sim a valorização da mulher dentro do propósito divino.
O verdadeiro papel da mulher não está na busca desenfreada por poder, independência ou confronto com os homens. Tampouco está na aceitação de um papel inferior ou na anulação de sua identidade. A mulher foi criada para ser auxiliadora, edificadora e participante ativa nos planos de Deus, cumprindo seu chamado com graça, sabedoria e fé.
O feminismo que o mundo prega está equivocado porque rejeita o propósito divino para a mulher. A verdadeira dignidade feminina não está em imitar os homens, mas em viver segundo o plano perfeito de Deus, sendo luz e testemunho para a sociedade.
Eu sou cristã. E sou feminina. E isso significa que sigo os princípios estabelecidos por Deus para minha vida, rejeitando as distorções que o mundo impõe tanto ao cristianismo quanto à feminilidade.
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