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Quando Rasguei Meu Coração

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Há momentos na vida espiritual em que as palavras continuam saindo da boca, mas a alma já não acompanha o ritmo. As orações permanecem corretas, a linguagem é piedosa, os gestos são conhecidos — contudo, algo dentro começa a denunciar que estamos mais protegidos do que rendidos. Foi nesse território silencioso que aprendi que existe uma diferença profunda entre clamar e quebrantar-se, entre insistir e finalmente soltar. Durante muito tempo, acreditei que a intensidade da minha busca era prova suficiente de fidelidade. Dobrei os joelhos, chorei, repeti súplicas antigas, enumerei promessas. Esperei que o céu respondesse com clareza, com explicações organizadas, com soluções rápidas. Mas houve uma estação em que tudo o que recebi foi silêncio. Não um silêncio hostil — pior do que isso — um silêncio pedagógico. O tipo de quietude que não nega a presença de Deus, mas expõe nossas defesas. Percebi, então, que muitas das minhas orações eram escudos. Eu falava muito para não ouvir. Me escond...