Azeite que flui do secreto
A narrativa que sustenta esta reflexão encontra-se em 2 Reis 4:1–7 , quando a viúva de um dos filhos dos profetas clama ao profeta Eliseu diante de uma crise extrema. Seu marido havia morrido, as dívidas permaneciam, e seus filhos corriam o risco de serem levados como escravos. Diante da pergunta do profeta — “Que te hei de fazer? Dize-me, que é o que tens em casa?” — ela responde com simplicidade e quase vergonha: “Tua serva não tem nada em casa, senão uma botija de azeite” (2 Rs 4:2). É a partir desse “quase nada” que Deus inicia o milagre. Eliseu então orienta algo aparentemente estranho à lógica humana: “Vai, pede emprestadas vasilhas a todos os teus vizinhos, vasilhas vazias, não poucas. Então entra, e fecha a porta sobre ti e sobre teus filhos, e deita o teu azeite em todas aquelas vasilhas” (2 Rs 4:3–4). O texto faz questão de frisar: vasilhas vazias, e não poucas . Na leitura pastoral, essas vasilhas representam vidas , famílias , filhos , casamentos feridos , pa...