Quando nossas emoções governam mais do que a fé
Um dos maiores desafios da vida cristã contemporânea não é a ausência de fé declarada, mas a dificuldade de lidar biblicamente com o mundo interior. Muitos cristãos confessam verdades corretas, frequentam ambientes religiosos e afirmam confiar em Deus, mas vivem emocionalmente desorganizados, reagindo mais aos sentimentos do que à Palavra. O resultado é uma espiritualidade instável, vulnerável a circunstâncias, relações e estados emocionais momentâneos. A Escritura nunca tratou emoções como inimigas a serem eliminadas, nem como autoridades finais a serem obedecidas. Elas são respostas do coração a algo que valorizamos, tememos ou desejamos. Por isso, emoções revelam muito mais do que estados psicológicos passageiros: revelam prioridades, amores, medos e falsas seguranças. Ignorar esse aspecto da vida interior produz uma fé superficial, incapaz de lidar com conflitos reais. O problema não é sentir tristeza, ansiedade, culpa ou raiva. O problema é permitir que essas emoções assumam o pap...