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Mostrando postagens de fevereiro 11, 2026

Discernimeto Espiritual em tempos de confusão

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DISCERNIMENTO ESPIRITUAL: UMA NECESSIDADE, NÃO UMA OPÇÃO Ao longo da história da igreja, o discernimento espiritual nunca foi um tema periférico. Desde o período apostólico, a fé cristã precisou se desenvolver em meio a ensinos concorrentes, falsas interpretações e pressões culturais. A advertência de 1 João 4:1 não foi circunstancial, mas estrutural: provar os espíritos é parte da vida cristã madura. O discernimento não surgiu como refinamento teológico para especialistas, mas como mecanismo de preservação da verdade revelada. A igreja primitiva enfrentou distorções sérias acerca da pessoa de Cristo, da graça e da autoridade apostólica. Em Atos 17:11, os bereanos são apresentados como modelo porque examinavam diariamente as Escrituras para verificar se o que ouviam era fiel à revelação. Esse padrão permanece atual. A fé cristã nunca foi sustentada por carisma, popularidade ou impacto emocional, mas pela conformidade com a Palavra. No cenário contemporâneo, o desafio é intensificado pe...

Quando a igreja quer participar do chiqueiro

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A parábola do filho pródigo, registrada em Lucas 15:11–32, integra um conjunto de três narrativas sobre perda e restauração. Jesus a dirige a fariseus e escribas que murmuravam porque Ele recebia pecadores. Portanto, não é apenas uma história sobre um jovem rebelde, mas uma exposição do coração de Deus diante do arrependimento e uma confrontação direta da religiosidade endurecida. O filho mais novo pede a parte da herança que lhe cabia. Em termos culturais, isso equivalia a desejar a morte do pai. A ruptura começa no coração antes de se manifestar em geografia. Ele parte para longe, desperdiça os bens e, quando sobrevém a fome, experimenta a degradação. Cuidar de porcos e desejar sua comida representava impureza extrema para um judeu. A narrativa não suaviza a consequência do pecado. A distância da casa não produz autonomia duradoura, mas miséria progressiva. O texto afirma que ele “caiu em si”. A fome foi instrumento pedagógico. Deus, em Sua providência, muitas vezes usa circunstânci...

Resenha da Obra de James W. Sire: Por que bons argumentos não funcionam: superando as barreiras à comunicação da fé.

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 SIRE, James W. Por que bons argumentos não funcionam: superando as barreiras à comunicação da fé . São Paulo: Vida Nova, 2012. Em Por que bons argumentos não funcionam , James W. Sire investiga um problema recorrente no testemunho cristão contemporâneo: a constatação de que argumentos logicamente sólidos nem sempre produzem convencimento ou mudança de perspectiva. O autor parte da experiência pastoral, apologética e acadêmica para demonstrar que a comunicação da fé envolve dimensões mais amplas do que a mera coerência racional. Sire argumenta que os indivíduos não são movidos apenas por lógica, mas por narrativas, compromissos morais, afetos, pressupostos culturais e estruturas de cosmovisão profundamente arraigadas. Assim, bons argumentos falham não por serem falsos, mas porque frequentemente ignoram o “terreno interior” do interlocutor. O autor dialoga com áreas como epistemologia, psicologia moral e estudos culturais para sustentar que crenças são mantidas dentro de sistemas ...