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Mostrando postagens de fevereiro 12, 2026

Infertilidade e Fé: Permanecendo Firmes em Meio à Frustração

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Quando Deus Permanece Fiel em Meio à Dor Fé madura para tempos que não escolhemos Há sofrimentos que reorganizam a vida. Eles não pedem permissão, não respeitam cronogramas e não se ajustam às nossas expectativas espirituais. Entram na história pessoal e desmontam a sensação de controle que julgávamos ter. É nesse ponto que a fé deixa de ser teórica e se torna concreta. Grande parte da espiritualidade contemporânea não prepara o cristão para dores prolongadas. Muitos foram ensinados que fé suficiente produz alívio imediato. Quando isso não acontece, surgem perguntas perigosas: “Deus está me punindo?”, “Minha fé é fraca?”, “Ele realmente se importa?”. A Escritura, no entanto, apresenta um caminho mais profundo e mais realista. A Bíblia não ignora o sofrimento Os salmos estão repletos de lamento. Homens piedosos clamaram “até quando?” sem que Deus os repreendesse por falta de espiritualidade. O sofrimento não é um desvio inesperado na vida cristã; ele faz parte da experiência em um ...

Quando o desejo governa o coração

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  O perigo silencioso de uma fé moldada pelos impulsos A Escritura é direta ao tratar do pecado: ele não começa no comportamento, mas no coração. A cultura contemporânea ensina que desejos são neutros, que sentimentos são soberanos e que impulsos precisam apenas de “expressão saudável”. A Bíblia, porém, apresenta outra narrativa. Tiago afirma que cada um é tentado quando atraído e enganado pelo próprio desejo. O problema central não está fora de nós, mas dentro. Vivemos uma geração que espiritualiza emoções e justifica escolhas com base na intensidade do que sente. Contudo, intensidade não é sinônimo de verdade. O coração humano, embora regenerado pela graça, ainda carrega inclinações que precisam ser confrontadas diariamente pela Palavra. Quando o desejo governa, a fé se torna instável, moldada pelo humor do momento e não pela revelação de Deus. O pecado raramente se apresenta como rebeldia explícita. Ele se disfarça de necessidade legítima: descanso que vira preguiça, zelo que...

Recomeçar sem Ilusões: Fé e Responsabilidade no Recasamento

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 O recasamento é um dos temas mais delicados da vida cristã contemporânea. Ele envolve dor, perdas, decisões passadas, consequências presentes e expectativas futuras. Justamente por isso, não pode ser tratado nem com dureza implacável, nem com permissividade emocional. A Escritura exige de nós algo mais profundo: verdade, arrependimento e responsabilidade. Recomeçar não é apagar a história. É assumir que ela existe e que precisa ser interpretada à luz da Palavra de Deus. O evangelho não oferece amnésia espiritual; oferece redenção. E redenção não é negação de erros, mas transformação de postura. Um dos grandes perigos ao falar sobre recasamento é cair em dois extremos. O primeiro é o legalismo que reduz a pessoa ao seu passado, como se a graça não fosse capaz de agir. O segundo é a superficialidade que transforma graça em justificativa para decisões apressadas. Nenhum desses caminhos é bíblico. A graça que salva também disciplina. O perdão que acolhe também ensina. Recasar-se nã...

Resenha Livro: Conversa cruzada: falando a verdade em amor

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 EMLET, Michael R. Conversa cruzada: falando a verdade em amor . São Paulo: Vida Nova, 2014. Em Conversa cruzada , Michael R. Emlet, conselheiro bíblico e teólogo pastoral, aborda a comunicação humana a partir de uma perspectiva profundamente enraizada na antropologia bíblica. A obra parte do pressuposto de que a fala humana nunca é neutra: palavras revelam o coração, moldam relacionamentos e expressam compromissos espirituais. Nesse sentido, o autor insere a comunicação no centro da vida cristã prática. O livro está estruturado de modo pastoral e formativo, analisando como o pecado distorce a linguagem, transformando-a em instrumento de dominação, autoproteção, julgamento ou manipulação. Emlet demonstra que conversas difíceis, conflitos interpessoais e silêncios carregados não são apenas problemas comunicacionais, mas expressões de desordens mais profundas do coração humano. A proposta central da obra é a redenção da fala por meio do evangelho. Emlet sustenta que, à medida que ...

Quando a Estrutura do Lar é Abalada: Direções Bíblicas para Cuidar dos Filhos Após o Divórcio

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O divórcio não é apenas a dissolução de um vínculo jurídico. Ele representa a ruptura de uma aliança que moldava a rotina, a identidade e o senso de segurança da família. Para os filhos, a separação não é um evento administrativo; é uma experiência que atinge afetos, percepção de estabilidade e confiança no futuro. Tratar desse tema exige sobriedade. Nem condenação simplista, nem relativização irresponsável. A Escritura reconhece tanto a gravidade da ruptura quanto a realidade da graça. Entre verdade e misericórdia, pais cristãos são chamados a agir com maturidade espiritual e responsabilidade prática. 1. A restauração começa no coração dos pais Antes de qualquer estratégia educacional, há uma necessidade espiritual. Se houve pecado — infidelidade, dureza de coração, abandono, violência — ele precisa ser reconhecido diante de Deus. Se houve desgaste progressivo, omissão ou imaturidade, também precisa ser tratado com honestidade. Filhos percebem incoerências. Quando pais vivem dominados...