Discípulos ou Consumidores? O chamado de Cristo à maturidade, obediência e fidelidade além da cultura do consumo religioso

 Há uma diferença profunda entre seguir a Cristo e consumir experiências religiosas. A primeira envolve rendição, transformação e perseverança. A segunda gira em torno de preferência pessoal, conveniência e satisfação imediata. Essa diferença, embora nem sempre percebida, tem moldado o perfil de muitos cristãos contemporâneos.

Vivemos em uma cultura de consumo. Escolhemos produtos, serviços e até relacionamentos com base no que nos oferece retorno imediato. Não é surpresa que essa lógica tenha atravessado as portas das igrejas. Muitos avaliam a comunidade cristã como consumidores avaliam um restaurante: qualidade da “experiência”, intensidade da música, carisma do líder, utilidade prática da mensagem. Quando deixam de “sentir algo”, mudam de ambiente.

Mas o chamado de Jesus nunca foi para consumidores religiosos. Foi para discípulos. Discípulo é aquele que aprende para obedecer, que segue para se conformar ao Mestre. O discipulado não começa com preferências; começa com negação. “Se alguém quer vir após mim, negue-se a si mesmo.” Não há discipulado sem cruz. Não há maturidade sem confronto.

O problema não está em desejar boa pregação ou comunhão saudável. O problema começa quando a fé se torna centrada no eu. Quando o culto precisa me agradar. Quando a igreja precisa me servir. Quando a mensagem precisa confirmar minhas opiniões. Nesse cenário, Cristo deixa de ser Senhor e passa a ser fornecedor.

O discipulado bíblico confronta essa lógica. Ele exige submissão da vontade, reforma do caráter, perseverança no sofrimento. Ele forma homens e mulheres que permanecem quando a emoção diminui, que servem quando não são vistos, que obedecem mesmo quando não entendem completamente o caminho.

Consumidores perguntam: “O que estou recebendo?”
Discípulos perguntam: “Como posso obedecer?”

Consumidores abandonam quando a experiência perde o brilho.
Discípulos permanecem porque sua lealdade não está na sensação, mas na verdade.

A espiritualidade performática prospera onde o discipulado é negligenciado. Cria-se uma cultura de aparência, onde se fala muito sobre propósito, mas pouco sobre arrependimento; onde se celebra visibilidade, mas se evita mortificação do pecado. Nesse ambiente, é possível frequentar a igreja por anos sem nunca ter sido profundamente transformado.

A cruz não é símbolo decorativo. É instrumento de morte. O discipulado cristão implica morrer para

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