Quando a Graça Entra no Casamento e Não Pede Permissão
Existe uma versão domesticada do evangelho que se instala dentro de muitos lares cristãos. Ela fala de amor, mas evita confronto. Fala de graça, mas ignora arrependimento. Fala de casamento como projeto de felicidade, mas não como escola de santificação. Essa distorção tem adoecido mulheres piedosas, que desejam honrar a Deus, mas foram ensinadas a buscar harmonia superficial em vez de transformação profunda. O casamento nunca foi apresentado nas Escrituras como plataforma de autorrealização emocional. Ele é, antes, um altar de entrega diária. É o lugar onde o ego é confrontado, onde expectativas são purificadas e onde a graça precisa operar não como discurso, mas como prática concreta. Muitas esposas vivem frustradas não porque lhes falte amor, mas porque lhes falta entendimento bíblico do propósito do casamento. Esperam que o marido satisfaça carências que apenas Deus pode preencher. Reagem com silêncio ou controle quando se sentem feridas. Confundem submissão bíblica com passivid...