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Mostrando postagens de fevereiro 22, 2026

O Refúgio que Sustenta: Segurança na vontade de Deus

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Ao longo das Escrituras, Deus sempre se revelou como abrigo para o Seu povo. Desde o Éden até a Nova Jerusalém, a narrativa bíblica aponta para uma verdade imutável: o coração humano foi criado para encontrar segurança em Deus e não nas estruturas frágeis deste mundo. O salmista declara: “Deus é o nosso refúgio e fortaleza, socorro bem-presente na angústia” (Salmo 46:1). Essa afirmação não é poesia meramente devocional; é teologia prática. Refúgio implica proximidade. Fortaleza implica estrutura. O Senhor não oferece apenas consolo emocional, mas sustentação real, fundamento sólido. Ao longo da história bíblica, vemos homens e mulheres que tentaram construir segurança fora da vontade divina. Israel buscou alianças políticas (Isaías 30:1-2). Saul procurou estabilidade no controle humano (1 Samuel 15). Contudo, a verdadeira segurança sempre esteve na dependência do Senhor. Provérbios 18:10 afirma que “o nome do Senhor é torre forte”. A torre não é fuga da realidade, mas posicionamento...

Quando Deus parece que está em silencio

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 Há perguntas que quase todos já fizeram, mas poucos têm coragem de expressar em voz alta. Por que Deus permitiu isso? Por que minha oração não foi respondida? Por que o justo sofre? Em momentos de dor ou frustração, essas questões emergem com intensidade. O problema não está em perguntar. O desafio está no que fazemos depois da pergunta. Alguns permitem que a ausência de respostas imediatas se transforme em distanciamento de Deus. Outros aprendem a confiar mesmo sem compreender completamente. A fé bíblica não é construída sobre explicações detalhadas, mas sobre confiança no caráter de Deus. Não é necessário entender todo o plano para confiar que existe um propósito. A história das Escrituras revela repetidamente que Deus opera além da visão limitada humana. O sofrimento é um dos maiores catalisadores de questionamentos. Quando algo foge ao controle, a tendência natural é exigir explicações. Entretanto, a Bíblia mostra que Deus nem sempre revela o “porquê”, mas frequentemente re...

Perdido dentro da Igreja

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 Entre as palavras mais fortes ditas por Jesus, poucas confrontam tanto quanto aquelas que revelam a possibilidade de alguém estar dentro e, ainda assim, perdido . Nas três parábolas de Lucas 15 — a ovelha perdida, a dracma perdida e o filho perdido — o fio condutor é a alegria do reencontro. Céu em festa. Casa em celebração. Comunidade convocada para se alegrar. Contudo, há um personagem que destoa desse movimento: o filho mais velho. Ele não se perdeu geograficamente, mas espiritualmente. Não saiu de casa, mas saiu do coração do Pai. É significativo notar que, nas três parábolas, a alegria é coletiva. O pastor chama os amigos. A mulher convoca as vizinhas. O pai prepara uma festa. O Reino de Deus não celebra sozinho. Ele compartilha a restauração. O problema é que o filho mais velho não consegue se alegrar com aquilo que alegra o Pai. Ele está do lado de fora, enquanto o filho que havia se perdido está dentro da casa. Essa inversão revela algo profundo: é possível obedecer regr...

Resenha da Obra de Sebastian Traeger e Greg Gilbert: O evangelho no trabalho: servindo a Cristo em sua profissão com um novo propósito

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 TRAeGER, Sebastian; GILBERT, Greg. O evangelho no trabalho: servindo a Cristo em sua profissão com um novo propósito . São Paulo: Vida Nova, 2016. Em O evangelho no trabalho , Sebastian Traeger e Greg Gilbert desenvolvem uma reflexão teológica sobre o significado do trabalho à luz do evangelho, buscando corrigir a dicotomia comum entre fé cristã e vida profissional. Os autores partem do pressuposto de que o trabalho não é apenas um meio de sustento ou realização pessoal, mas um espaço legítimo de vocação e serviço cristão. A obra está estruturada de forma progressiva, iniciando com uma fundamentação bíblica da doutrina da vocação. Traeger e Gilbert demonstram que o trabalho antecede a Queda e faz parte do mandato criacional, sendo posteriormente redimido em Cristo. Assim, toda atividade lícita pode ser exercida para a glória de Deus, independentemente de estar ou não ligada diretamente ao ministério eclesiástico. Os autores também alertam contra duas distorções recorrentes: a s...