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A Bíblia Não Precisa de Ajuda: Falácias Exegéticas que Precisam Ser Corrigidas

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Sugestões de títulos impactantes Erros que Distorcem a Palavra: Exemplos de Falácias Exegéticas Quando o Grego Vira Pretexto: Exemplos de Interpretações Forçadas Falhas no Púlpito: Como Pequenos Erros Geram Grandes Distorções Exegese ou Imaginação? Exemplos que Precisam Ser Confrontados A Bíblia Não Precisa de Truques: Erros que Precisam Ser Abandonados Quando a Interpretação Trai o Texto: Exemplos de Falácias Exegéticas A falha exegética raramente é fruto de má intenção. Muitas vezes nasce do entusiasmo, do desejo de impressionar ou da tentativa de extrair do texto mais do que ele realmente oferece. No entanto, boas intenções não corrigem métodos ruins. A Escritura deve ser interpretada com precisão, e não com criatividade descontrolada. Um exemplo clássico é o abuso etimológico. Imagine alguém pregando sobre a palavra grega para “igreja” (ekklesia) e afirmando que ela significa literalmente “os chamados para fora”, construindo então uma teologia inteira baseada na ideia de que a igre...

Resenha obra de Andre Silvério– Certas Ideias e Suas Consequências

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  Autor: André Silvério Área: Cosmovisão Cristã, Filosofia e Formação Intelectual Natureza da obra: Formação teológica e análise de ideias A obra Certas Ideias e Suas Consequências insere-se no campo da formação de cosmovisão cristã, propondo uma análise crítica do impacto das ideias na construção do pensamento, da cultura e do comportamento humano. O autor parte do princípio de que nenhuma ideia é neutra e que toda concepção de mundo carrega implicações espirituais, morais e sociais, afetando diretamente a maneira como indivíduos e sociedades vivem. O livro é estruturado de modo didático, conduzindo o leitor a perceber como determinadas ideias, quando desconectadas da verdade bíblica, produzem consequências profundas e duradouras. O autor demonstra que crenças moldam valores, decisões e práticas, e que a crise contemporânea em diversas áreas da sociedade está intimamente ligada à adoção de pressupostos filosóficos incompatíveis com a cosmovisão cristã histórica. Do ponto ...

Quando Deus é silenciado em nome da tolerância

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Vivemos em uma era que celebra a diversidade religiosa, mas resiste à verdade exclusiva. A cultura contemporânea não rejeita espiritualidade; ela rejeita autoridade. O problema não é a existência de fé, mas a afirmação de que uma revelação específica possui caráter normativo e final. O pluralismo moderno sustenta que todas as tradições religiosas são expressões legítimas de busca humana pelo transcendente. Nesse cenário, a fé cristã é aceita enquanto permanecer uma entre muitas vozes. O conflito surge quando o cristianismo afirma algo mais: que Deus falou de forma definitiva e que essa revelação possui autoridade sobre todas as culturas. A pressão não é apenas social, mas intelectual. Argumenta-se que toda verdade é culturalmente condicionada. Assim, a doutrina cristã não passaria de narrativa ocidental particular, sem legitimidade universal. A exclusividade de Cristo é reinterpretada como construção histórica, não como declaração revelacional. Esse deslocamento tem implicações pro...

O Espírito que Edifica, Não o que Impressiona

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Poucos temas geram tanta tensão na igreja contemporânea quanto as manifestações espirituais. Entre entusiasmo carismático e cautela teológica, muitos acabam adotando posições extremas: ou reduzem o agir do Espírito a formalismo silencioso, ou elevam experiências subjetivas acima do ensino bíblico. O desafio real não é escolher entre Espírito e Escritura, mas compreender que o Espírito que age é o mesmo que inspirou a Palavra. A discussão sobre dons espirituais, especialmente em 1 Coríntios 12–14, exige cuidado exegético e maturidade pastoral. A igreja de Corinto valorizava manifestações visíveis, especialmente línguas, como sinal de espiritualidade superior. O apóstolo, porém, não exalta desordem nem competição espiritual. Ele estabelece critérios claros: edificação da igreja, inteligibilidade e amor como princípio regulador. Um dos erros frequentes no debate contemporâneo é assumir que intensidade emocional equivale a profundidade espiritual. No entanto, o texto bíblico enfatiza que o...

Entte a dor e a esperança

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Hoje é meu aniversário. Há gratidão por mais um ano de vida, mas ela não vem sozinha. Em meio à alegria legítima da celebração, levanta-se também a sombra da ausência. Algumas datas têm o poder de intensificar aquilo que tentamos administrar ao longo do ano: a memória dos que já não estão. É impossível não sentir o peso da realidade ao perceber que meu filho mais velho não me ligará para me parabenizar. Não haverá a voz do outro lado da linha. Não haverá a conversa breve, nem a promessa de um encontro próximo. E, em poucos dias, também não estarei ligando para ele pelo seu aniversário. A rotina simples que antes parecia garantida agora pertence à lembrança. Aniversários costumam marcar crescimento, continuidade, avanço. Mas quando a morte atravessa a história pessoal, essas datas revelam também a fragilidade da vida. Elas expõem aquilo que muitas vezes evitamos encarar: a finitude humana. E então a pergunta deixa de ser teórica e se torna urgente: Como lidar com a dor da morte? Não com...

Graça que confronta, Cruz que transforma

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Há uma forma de cristianismo que se tornou confortável demais. Ele fala de graça, mas não fala de arrependimento. Fala de amor, mas evita disciplina. Fala de propósito, mas ignora cruz. Esse tipo de espiritualidade produz pessoas religiosas, mas não discípulos maduros. O evangelho bíblico nunca foi projetado para reforçar nossa autoimagem, mas para reconstruir nossa identidade. A graça de Deus não é indulgência moral; é poder transformador. Ela não encobre o pecado para que continuemos iguais — ela expõe o pecado para que sejamos libertos. A superficialidade espiritual começa quando reduzimos a fé a um discurso inspirador e deixamos de tratá-la como um chamado à obediência concreta. A igreja contemporânea enfrenta um desafio silencioso: pessoas que conhecem linguagem teológica, mas resistem à mortificação do ego. Sabem falar de propósito, mas evitam confrontar o orgulho. Defendem valores cristãos, mas mantêm padrões de consumo, relacionamentos e ambições indistinguíveis do mundo. Es...

Lidando com a Quebra da Aliança no Adultério

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  O adultério não é apenas um erro conjugal. É a ruptura de uma aliança estabelecida diante de Deus. A Escritura descreve o casamento como pacto de fidelidade, união de “uma só carne”. Quando essa aliança é violada, não estamos diante de um simples conflito relacional, mas de um pecado que atinge o coração, a confiança e a identidade do casal. A primeira reação costuma ser devastadora. Raiva, vergonha, medo, sensação de fragmentação interior. Muitos tentam espiritualizar rapidamente a dor: “preciso perdoar”, “não posso sentir isso”. Contudo, a Bíblia não exige negação emocional; ela oferece linguagem para o lamento. Os salmos mostram que o sofrimento pode — e deve — ser apresentado a Deus com honestidade. Silenciar a dor não acelera a cura. Apenas empurra a ferida para a amargura silenciosa. É necessário afirmar algo com clareza pastoral: o adultério é pecado real. Não é fruto inevitável de incompatibilidades, não é justificável por carências emocionais, não é consequência autom...