Não me julgue pela minha capa
Vivemos em uma cultura que julga rápido e escuta pouco. Avaliamos pessoas pela aparência, pelo histórico, pelos erros visíveis ou pela forma como se apresentam. A capa se tornou critério, e o coração, detalhe. O problema é que esse tipo de julgamento não apenas fere pessoas — ele revela o quanto nos afastamos do olhar de Deus.
A Escritura é clara: Deus não vê como o homem vê. Enquanto insistimos em rótulos, Deus trabalha em processos. Enquanto encerramos histórias, Deus ainda escreve capítulos. O julgamento superficial é confortável porque nos coloca em posição de controle. Olhar profundamente exige humildade, paciência e verdade.
Quando julgamos pela capa, ignoramos a graça. Esquecemos que todos estamos em processo e que muitos dos maiores instrumentos de Deus foram improváveis, desacreditados e mal interpretados. A fé cristã autêntica não compactua com julgamentos rasos; ela chama ao discernimento, não à condenação precipitada.
Este tema confronta diretamente nosso coração religioso. É mais fácil apontar do que acolher, mais simples rotular do que caminhar junto. Mas o Reino de Deus não se constrói com capas, e sim com transformação interior. Quem insiste em julgar pela aparência corre o risco de rejeitar exatamente aquilo que Deus está formando.
Comentários
Postar um comentário