O convite ainda ecoa
Vivemos em uma geração acostumada a convites condicionais. Tudo exige mérito, desempenho, aparência ou adequação a padrões. Nesse contexto, a mensagem central do evangelho soa quase escandalosa: Cristo se oferece. Não como recompensa aos fortes, nem como prêmio aos bem-sucedidos espiritualmente, mas como Salvador aos necessitados.
A Escritura revela um Deus que toma a iniciativa. Antes que o homem buscasse, Deus já chamava. Antes que houvesse arrependimento completo, já havia graça disponível. O convite de Cristo atravessa culturas, épocas e condições humanas. Ele não se dirige apenas aos moralmente ajustados, mas aos cansados, aos sobrecarregados, aos que reconhecem sua própria incapacidade.
Ao longo da história da fé cristã, a Igreja sempre entendeu que o evangelho é uma proclamação, não uma negociação. Cristo não se oferece parcialmente, nem com cláusulas ocultas. Ele se entrega por inteiro, chamando todo ser humano a responder em arrependimento e fé. Essa oferta não diminui a santidade de Deus; pelo contrário, exalta Sua misericórdia.
Recusar esse convite nunca foi resultado de falta de clareza, mas de resistência do coração. Muitos tropeçam não na complexidade do evangelho, mas em sua simplicidade. É mais fácil tentar se justificar do que se render. Mais confortável tentar melhorar a si mesmo do que depender totalmente da graça.
Cristo continua se oferecendo hoje. Não como ideia religiosa, mas como Salvador vivo. Ele chama não apenas para perdoar pecados, mas para reconciliar, restaurar e transformar. O convite permanece aberto — e exige resposta.
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