Por Que Faço o Que Não Quero Fazer

Poucas perguntas são tão honestas — e tão desconfortáveis — quanto esta: por que faço exatamente aquilo que eu mesmo rejeito? Não se trata de falta de informação, nem de ausência de valores. Muitas vezes sabemos o que é certo, desejamos o que é bom, mas agimos contra a própria consciência. Esse conflito interno revela uma verdade incômoda: querer não é o mesmo que governar.

A fé cristã nunca romantizou o ser humano. A Escritura descreve com clareza essa divisão interior: mente que concorda com o bem, vontade enfraquecida, desejos desalinhados. O problema não é apenas comportamento; é governo. Algo dentro de nós insiste em ocupar o trono que deveria pertencer a Deus.

Vivemos em uma cultura que normaliza o descontrole, chama fraqueza de identidade e trata vício como destino. O evangelho confronta tudo isso. Ele não nega o conflito, mas também não o aceita como sentença final. Há uma luta real dentro de nós, e ignorá-la não produz libertação — apenas repetição.

Fazer o que não se quer é sinal de que existe uma guerra em andamento. A questão não é se ela existe, mas quem está vencendo. Enquanto tentamos resolver o conflito apenas com força de vontade, disciplina ou culpa, continuamos presos ao ciclo. A transformação verdadeira começa quando reconhecemos que o problema não é externo, mas interno — e espiritual.

Este tema não oferece desculpas, mas também não oferece condenação vazia. Ele chama à responsabilidade, à rendição e à mudança de governo. Enquanto o “eu” ocupar o centro, o conflito continuará. Quando Cristo governa, a luta não desaparece, mas passa a ter direção, esperança e vitória possível.


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