Uma Fé ativa
Vivemos em uma época em que a fé é frequentemente reduzida a palavras corretas e convicções mentais. Muitos sabem no que creem, conseguem explicar doutrinas e defender ideias, mas vivem como se essas verdades não tivessem força prática. A fé bíblica, porém, nunca foi apenas intelectual. Ela sempre foi ativa, visível e transformadora.
Crer, à luz das Escrituras, é confiar a ponto de obedecer. É permanecer firme quando as circunstâncias não cooperam. É continuar andando quando o caminho é difícil e o resultado não é imediato. A fé autêntica não se limita a concordar com verdades espirituais; ela molda decisões, sustenta a perseverança e governa a maneira como enfrentamos sofrimento, espera e frustração.
A tradição cristã sempre ensinou que fé e vida caminham juntas. Onde há fé verdadeira, há compromisso. Onde há confiança em Deus, há obediência, ainda que custosa. Não porque o cristão seja forte em si mesmo, mas porque confia em um Deus fiel. Fé ativa não é perfeição moral, mas fidelidade perseverante.
Uma fé passiva acomoda, mas uma fé ativa confronta. Ela expõe incoerências, chama ao arrependimento contínuo e conduz à maturidade espiritual. Não se trata de ativismo religioso, mas de uma vida alinhada com aquilo que se confessa. A fé que não se move acaba se tornando frágil; a fé que caminha, mesmo lentamente, se fortalece.
Fé ativa é aquela que atravessa o sofrimento sem desistir, que permanece quando as respostas não vêm, que confia mesmo quando não entende. É uma fé antiga, sólida, testada pelo tempo — e profundamente necessária nos dias de hoje
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