Antes que Seja Tarde: Um Chamado à Juventude
A juventude é frequentemente apresentada como um tempo neutro, livre de consequências duradouras. Essa é uma das maiores ilusões do nosso tempo. As decisões tomadas nos primeiros anos da vida moldam não apenas o futuro profissional ou relacional, mas o estado da alma. O perigo não está apenas nos erros visíveis, mas nas escolhas espirituais adiadas, ignoradas ou tratadas com superficialidade.
Um dos maiores riscos da juventude é a falsa sensação de tempo infinito. Muitos acreditam que podem adiar decisões sérias, experimentar tudo agora e “acertar a vida” mais tarde. Essa mentalidade ignora uma verdade essencial: o coração cria hábitos. O que é tolerado hoje torna-se normal amanhã. O que começa como exceção pode se tornar regra. O caráter não é formado repentinamente; ele é esculpido pelas escolhas repetidas.
Outro perigo silencioso é a banalização do pecado. Quando o erro é tratado como fase, perde-se o senso de gravidade espiritual. O pecado não apenas quebra regras; ele enfraquece a consciência, confunde os afetos e distancia o coração de Deus. Quanto mais cedo o pecado é tolerado, mais cedo ele se torna um senhor difícil de destronar.A preguiça espiritual também se manifesta com força na juventude. A ideia de que “depois eu penso nisso” parece inofensiva, mas frequentemente resulta em anos de afastamento interior. A fé que é sempre adiada raramente é assumida com firmeza. Deus não é prioridade quando sempre fica para depois.
As companhias exercem influência profunda. Poucos jovens percebem o quanto seus valores, linguagem e escolhas são moldados pelas pessoas com quem caminham. Ninguém permanece espiritualmente neutro em suas relações. Ou somos elevados, ou somos lentamente arrastados.
Há ainda o perigo da falsa segurança: confiar em tradição familiar, moralidade externa ou participação religiosa sem transformação interior. Uma fé herdada não sustenta a alma diante de Deus. A juventude precisa mais do que referências externas; precisa de conversão sincera.
Apesar dos alertas, este não é um discurso de medo, mas de cuidado. Buscar a Deus cedo não é perda, é ganho. A juventude vivida diante de Deus constrói uma base firme para toda a vida. Quem entrega cedo o coração ao Senhor descobre que fidelidade não rouba alegria — ela a aprofunda.

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