Entre o Desejo e a Sepultura

 As Escrituras descrevem o pecado como algo que promete prazer, mas conduz à morte. Provérbios afirma que certos caminhos parecem agradáveis aos olhos, mas terminam em destruição (Provérbios 14:12). A dependência é exatamente essa dinâmica: um convite sedutor que oculta suas consequências.

O vício não começa com intenção de escravidão. Ele nasce de um desejo legítimo que se torna absoluto. O coração humano foi criado para adorar a Deus, mas, quando desloca essa adoração para substâncias, comportamentos ou prazeres, instala-se a idolatria.

Jesus declarou que todo aquele que pratica o pecado torna-se escravo dele (João 8:34). A dependência é forma intensificada dessa escravidão. O que inicialmente parecia escolha transforma-se em domínio.

A raiz não está apenas no hábito externo, mas no coração. Tiago ensina que cada um é tentado pela própria cobiça, que o atrai e seduz (Tiago 1:14–15). A luta contra o vício exige mais do que força de vontade; exige transformação interior.

A boa notícia é que o evangelho oferece libertação real. Onde o Espírito do Senhor está, há liberdade (2 Coríntios 3:17). A mudança verdadeira começa com arrependimento e fé contínua.

A restauração também acontece na comunidade. Confissão, prestação de contas e encorajamento fortalecem o processo de transformação (Tiago 5:16). Deus não nos chama para lutar sozinhos.

O banquete do pecado conduz à sepultura. Mas Cristo oferece outro convite: vida abundante e liberdade verdadeira.


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