Autoconhecimento Cristão: Conhecer-se à Luz da Cruz
O autoconhecimento, no cristianismo, nunca foi um exercício de autoexaltação. Pelo contrário, conhecer-se à luz de Deus é um caminho de humildade. O salmista ora: “Sonda-me, ó Deus, e conhece o meu coração”. Esse pedido revela maturidade espiritual, pois reconhece que nem sempre somos bons juízes de nós mesmos.
A Escritura afirma que o coração humano é enganoso. Isso não significa que sejamos incapazes de crescer, mas que precisamos da revelação divina para enxergar quem realmente somos. O autoconhecimento cristão começa quando paramos de nos justificar e passamos a nos examinar diante da Palavra.
Diferente da autoajuda moderna, que busca conforto e validação, o cristianismo busca verdade e transformação. Conhecer-se pode ser doloroso, pois revela orgulho, medo, idolatrias e feridas não tratadas. No entanto, aquilo que é revelado pode ser curado.
A identidade cristã não nasce do “quem eu sou”, mas do “a quem eu pertenço”. Em Cristo, recebemos uma nova identidade, não baseada em desempenho, mas em graça. Isso não elimina o processo de amadurecimento; ao contrário, o intensifica.
A santificação é um processo contínuo de alinhamento entre quem somos e quem fomos chamados a ser. Esse processo exige disciplina, confissão e responsabilidade espiritual. Não se trata de perfeição, mas de direção.
Ser autêntico, no cristianismo, não significa expressar tudo o que sentimos, mas submeter sentimentos à verdade. Nem todo desejo deve ser seguido; alguns precisam ser crucificados. Essa linguagem é estranha ao mundo moderno, mas central na fé cristã.
O verdadeiro autoconhecimento cristão gera dependência de Deus, não autossuficiência. Quanto mais nos conhecemos, mais percebemos nossa necessidade da graça.
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