Resenha Livro: A Sublime Arte de Envelhecer
A Sublime Arte de Envelhecer
Autor: Anselm Grün
Ano de publicação (original): 2014
Editora (Brasil): Vozes
Gênero: Espiritualidade / Vida cristã / Sabedoria monástica
🟦 Introdução
A Sublime Arte de Envelhecer propõe uma visão cristã serena e profundamente humana do envelhecimento. Longe de tratar a velhice como declínio ou perda de valor, Anselm Grün a apresenta como tempo de integração, no qual a pessoa aprende a reconciliar-se com sua história, aceitar limites e colher frutos de uma vida vivida com consciência. O autor escreve a partir da tradição beneditina, onde o ritmo, a escuta e a interioridade formam o caráter ao longo dos anos.
🟦 Estrutura e resumo dos capítulos
🔹 Capítulo 1 – Envelhecer como Caminho Espiritual
O envelhecimento é apresentado como processo interior, não apenas biológico. A maturidade espiritual cresce quando a pessoa aprende a diminuir a pressa e a ampliar a sabedoria.
🔹 Capítulo 2 – Aceitar os Limites
Grün aborda a aceitação das perdas físicas e emocionais como passo essencial para a liberdade interior. Resistir aos limites gera amargura; aceitá-los gera paz.
🔹 Capítulo 3 – Reconciliar-se com a Própria História
A velhice permite reler a própria vida com misericórdia. O autor destaca a importância de perdoar a si mesmo e integrar fracassos e sucessos.
🔹 Capítulo 4 – O Valor do Silêncio
O silêncio é apresentado como espaço de escuta profunda. Envelhecer bem implica aprender a falar menos e ouvir mais — a Deus e às pessoas.
🔹 Capítulo 5 – A Sabedoria da Simplicidade
Grün mostra que a maturidade leva à simplicidade: menos expectativas, menos exigências, mais presença.
🔹 Capítulo 6 – A Arte de Deixar Ir
Aprender a soltar papéis, funções e controle é descrito como uma arte espiritual que prepara o coração para a liberdade.
🔹 Capítulo 7 – Esperança que Permanece
O livro se encerra com uma esperança serena: envelhecer não é caminhar para o vazio, mas para uma confiança mais profunda em Deus.
🟦 Conclusão
A Sublime Arte de Envelhecer é uma obra pastoral, terapêutica e profundamente espiritual. Ela oferece um antídoto contra a cultura da juventude eterna e convida o leitor a enxergar o envelhecimento como tempo de colheita, não de descarte. Grün mostra que a verdadeira beleza da velhice está na paz interior, na aceitação e na sabedoria adquirida com o tempo.
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