Testemunhos Cristãos
Quando Jesus Cristo falou sobre o testemunho de João Batista, Ele fez uma distinção fundamental que molda toda a nossa compreensão da autoridade das Escrituras. Jesus reconheceu que o testemunho de João era verdadeiro, mas deixou claro que se tratava de um testemunho humano (Jo 5.33–34). Ainda assim, acrescentou algo decisivo: o testemunho que realmente fundamentava sua identidade não vinha de homens. Era maior, mais elevado e definitivo.
Esse testemunho superior procedia do próprio Pai. Manifestava-se de duas formas inseparáveis: por meio das obras que Jesus realizava — sinais visíveis da ação divina — e por meio da Palavra que o Pai havia confiado (Jo 5.36–38). Ao afirmar isso, Jesus declara explicitamente que as Escrituras do Antigo Testamento são a “palavra” de seu Pai. Não se trata de um testemunho meramente humano, condicionado à cultura ou à opinião religiosa, mas de um testemunho divino, carregado da autoridade do próprio Deus.
Esse ensino não foi ocasional; foi recorrente no ministério de Jesus. Repetidas vezes, Ele apelou às Escrituras como palavra final, normativa e irrefutável. Para Jesus, o Antigo Testamento não era um conjunto de tradições religiosas respeitáveis, mas a voz viva de Deus falando ao seu povo. É exatamente por isso que, ainda hoje, o cristão deseja submeter-se à autoridade da Bíblia: não por uma decisão intelectual isolada, mas porque o próprio Cristo a autenticou como portadora da autoridade de Deus.
Para compreender plenamente essa questão — e é essencial compreendê-la — precisamos distinguir corretamente entre o Antigo e o Novo Testamento. A Bíblia é composta por ambos, mas Jesus nasceu, viveu e morreu exatamente no intervalo entre eles. Essa posição histórica singular determina a forma como Ele autenticou cada parte.
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