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Mostrando postagens de abril 3, 2026

Poesia Cristã - MERGULHO DA ALMA

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Tenho sido esponja seca, Senhor. Confesso. Guardo demais. Seguro dores que deveria ter deixado escorrer. Meu coração está  áspero o toque, pesado, minha voz  afiada demais. Eu sei. A alma que não se derrama endurece. Mas hoje estou aqui, sem resistência, sem disfarce, sem ornamento de força. Me deixando afundar em Ti. Como a esponja que, ao tocar a água, amolece sem saber como, apenas porque cedeu — assim quero ceder. Que o Teu Espírito  penetre os lugares secos, as memórias que calei as palavras que guardei os choros que engoli Que a água viva circule em mim até que volte a ser: macia. silenciosa. leve. Não quero apenas ser útil, Senhor. Quero ser fogo santo que não se apaga Derramo-me. Inteira. Sem reservas. Mergulho — e deixo o Senhor me inundar por dentro.

Páscoa: entre o símbolo e a essência

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A Páscoa é, sem dúvida, uma das celebrações mais profundas da fé cristã. No entanto, ao longo do tempo, algo importante tem se perdido: o foco. A discussão sobre se a Páscoa é ou não um feriado pagão muitas vezes desvia a atenção do verdadeiro problema — não está na origem, mas na forma como ela tem sido vivida. Hoje, em muitos contextos, fala-se mais do coelho do que do Cordeiro. A verdadeira origem da Páscoa Na língua portuguesa, a palavra “Páscoa” vem do hebraico Pessach , que significa “passagem”. Trata-se de uma celebração estabelecida nas Escrituras, ligada diretamente à libertação do povo de Israel da escravidão no Egito. Naquela noite decisiva, o sangue do cordeiro marcava as casas dos hebreus, e o juízo de Deus passava sobre elas. Era um sinal de proteção, de aliança e de redenção. Esse evento não foi apenas histórico — foi profético. O Cordeiro que dá sentido à Páscoa No Novo Testamento, essa figura se cumpre plenamente em Cristo. Ele não apenas participa da celebração da Pás...