Constituídos Reis e Sacerdotes

 

Em Cristo, recebemos não apenas a salvação, mas uma nova identidade espiritual: fomos feitos reis e sacerdotes diante de Deus. Essa verdade está registrada em Apocalipse 1:5-6, onde lemos que Jesus “nos ama e nos libertou dos nossos pecados por meio do seu sangue, e nos constituiu reino e sacerdotes para servir a seu Deus e Pai”. Esse chamado não é simbólico ou futuro — ele já é uma realidade espiritual para todo aquele que crê.

Ser rei em Cristo não significa dominar pessoas ou buscar poder terreno, mas governar com justiça, integridade e compaixão. O reinado dos filhos de Deus começa no interior, com domínio próprio, autoridade sobre o pecado e a coragem de fazer o bem mesmo em tempos difíceis. É um reinado pautado pela humildade do Rei dos reis, que se fez servo e lavou os pés dos discípulos.

Já o sacerdócio que recebemos é o convite à intimidade com Deus. O sacerdote tinha acesso ao lugar santo e oferecia sacrifícios a favor do povo. Em Cristo, todos os que creem foram chamados a esse lugar de adoração, intercessão e serviço. Somos uma geração eleita, sacerdócio real, nação santa (1 Pedro 2:9), escolhidos para proclamar as virtudes do Senhor e oferecer nossas vidas como sacrifício vivo.

A chave desse chamado está no amor. Não fomos elevados a essa posição por mérito, mas por graça. O amor de Deus nos alcançou, nos redimiu e nos constituiu. Portanto, tanto nosso reinado quanto nosso sacerdócio devem ser expressões desse amor: governar com amor, interceder com amor, servir com amor, adorar com amor.

O mundo precisa de homens e mulheres que vivam essa identidade com verdade e equilíbrio — pessoas que exerçam autoridade espiritual sem arrogância, e que sirvam com fervor sem perder a ternura. Reis e sacerdotes em amor não constroem seus próprios reinos, mas estendem o Reino de Deus. Não buscam reconhecimento, mas vivem para a glória de Cristo.

Essa identidade é, ao mesmo tempo, uma honra e uma responsabilidade. Honra por termos sido escolhidos. Responsabilidade por vivermos de modo digno da vocação que recebemos. Ser rei e sacerdote é carregar o coração do Pai nos olhos, nas palavras e nas ações.

Que possamos viver essa verdade diariamente, sendo reflexo de Jesus, o Rei humilde e o Sumo Sacerdote fiel. Que, em amor, sejamos canais da presença de Deus na terra — reinando com justiça e servindo com compaixão.

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