Poesia Cristã - MERGULHO DA ALMA
Tenho sido esponja seca, Senhor.
Confesso.
Guardo demais.
Seguro dores que deveria ter deixado escorrer.
Meu coração está áspero
o toque, pesado,
minha voz afiada demais.
Eu sei.
A alma que não se derrama
endurece.
Mas hoje estou aqui,
sem resistência,
sem disfarce,
sem ornamento de força.
Me deixando afundar em Ti.
Como a esponja que, ao tocar a água,
amolece sem saber como,
apenas porque cedeu —
assim quero ceder.
Que o Teu Espírito penetre os lugares
secos,
as memórias que calei
as palavras que guardei
os choros que engoli
Que a água viva circule em mim
até que volte a ser:
macia.
silenciosa.
leve.
Não quero apenas ser útil, Senhor.
Quero ser fogo santo que não se apaga
Derramo-me.
Inteira.
Sem reservas.
Mergulho —
e deixo o Senhor me inundar por dentro.
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